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sábado, 24 de setembro de 2016

[COACHING] Qual o melhor cursinho online para fazer?

Essa é uma pergunta muito comum, e que sempre escuto dos meus alunos de Coaching. Na verdade não existe uma resposta fechada para essa pergunta, porque a resposta depende de um monte de fatores, e os cursinhos são muito dinâmicos, de maneira que um cursinho que é "melhor" que outro hoje, amanhã pode não ser. 

Como de praxe, no Coaching, nem sempre damos as respostas prontas para os alunos, mas fazemos os questionamentos corretos para levar o aluno a chegar na resposta por si só, mas com o apoio do Coach. 

Sendo assim, vamos discutir os aspectos que norteiam essa questão, para ajudar concuseiros "perdidos" que precisam escolher um cursinho pra fazer.

Vamos começar discutindo os principais aspectos que norteiam um curso online para concursos públicos, não necessariamente em ordem de importância, pois cada aluno valoriza um determinado aspecto, não havendo portanto hierarquia pré-definida entre eles.

1. Plataforma

Aqui neste aspecto deve ser avaliada a interface do curso online. Se o curso for dado através de vídeo-aulas online, por exemplo, deve-se verificar a robustez e a capacidade de "streaming" do site, se suporta muitos usuários ao mesmo tempo, se costuma travar nos horários de pico, etc. 

Uma das coisas que mais enche o saco do aluno é ficar assistindo aulas com interrupções do fluxo de imagem ou de som, ou mesmo com qualidade de imagem muito baixa (em razão da conexão estar ruim). Esse é um problema pouco recorrente, já que atualmente os sites têm se preocupado bastante com isso, mas pode acontecer de você pegar um cursinho que ainda não está muito bem neste aspecto.

Se as vídeo-aulas forem baixadas em arquivo, para serem assistidas depois, deve-se observar se a velocidade de download é boa, se os arquivos estão sempre disponíveis, sem erros. A mesma coisa vale para os arquivos pdf, caso as aulas sejam ministradas desta maneira. 

Também não menos importante é verificar por quanto tempo os vídeos e material de apoio ficarão disponíveis para o aluno assistir ou baixar. Isso pode parecer besteira, mas já vi muito aluno se programando para assistir todas as aulas do curso em determinado período de tempo, mas no final das contas se enrolar com seu próprio cronograma, daí vencer o prazo de vencimento do cursinho, e depois perder o acesso, e não poder terminar de assistir as aulas que já pagou. Planejamento e execução são coisas importantes nessa hora, mas não seja muito agressivo no planejamento, pois cronogramas muito apertados podem sofrer desvios (atrasos), e você ficar sem o seu material de estudo.

2. Estrutura de apoio

Além da parte da plataforma, já comentado, é legal também entender como funciona a estrutura de apoio do curso, ou seja, a facilidade do uso do site, a forma de contato com professores, monitores, ou mesmo para o atendimento ao aluno-consumidor (que é normalmente utilizado quando alguma coisa dá errado, ou seja, quando você precisa falar sobre pagamento, sobre prazos, sobre cancelamentos, devoluções, etc). 

Alguns sites disponibilizam atendimento online, por email ou por telefone. Com relação aos que oferecem TUDO online, é importante que você navegue bastante pelo site para verificar se tem uma interface amigável, se é fácil acessar os conteúdos, os arquivos, as aulas, se o contato com o curso é fácil, e até mesmo se possui serviços adicionais, como por exemplo um fórum entre professores ou entre os alunos, para tirar dúvidas. Existem cursos que oferecem essas facilidades, e outros não. Leve isso em consideração no momento de escolher o seu.

3. Professores

Eu tinha dito que os aspectos analisados não tinham ordem de importância, certo? Mas então vou entrar em contradição, pois vou dizer que esse é o aspecto que eu particularmente considero o mais importante de todos. O aspecto mais importante de um cursinho é o quadro de professores. Existem professores que são exclusivos de determinados cursinhos, e outros que dão aula em vários cursinhos. E o quadro de professores pode mudar de tempos em tempos, pois mesmo que um determinado professor seja "exclusivo" de determino curso numa determinada época, pode não ser mais depois. Há muita mudança e migração de professores de um cursinho para outro. 

E o que você vai notar é que existem cursinhos famosos, e outros menos famosos. Mas isso não quer dizer que o cursinho famoso tenha professores bons e o cursinho menos famoso tenha professores ruins. Como falei, isso depende muito. Não faça pré-julgamento com relação a nomes de cursinhos, e vou mais além: nem mesmo com nomes de professores. Existem professores famosos muito bons, mas existem também professores não muito famosos que são excelentes

Ah, mas você está começando a estudar agora, e não conhece nenhum cursinho, nenhum professor, e não sabe nem por onde começar... O que fazer?

Eu costumo recomendar que sejam feitas pesquisas nos principais fóruns de concurseiros (como por exemplo o CorreioWeb), bem como no Facebook e Instagram (todos os cursinhos possuem fan page e anunciam nessas plataformas), para ver o que as pessoas falam dos cursos, como avaliam os professores, etc. 

Outra coisa que sempre recomendo para avaliar os professores é: assistir uma ou duas aulas de cada professor ANTES de assinar o cursinho. Uma forma de fazer isso é procurar pelo nome do professor no YouTube, pois você com certeza vai encontrar alguma aula grátis daquele professor em algum lugar, seja na página do próprio cursinho, ou na página do professor mesmo. 

Algumas vezes no site do cursinho você encontra algumas aulas grátis daquele curso que quer assinar, daí você tem como assistir uma parte do conteúdo, pra saber se é bom ou ruim. Mesmo que o cursinho não disponibilize uma amostra grátis, você pode entrar em contato e solicitar acesso temporário, para decidir se quer assinar ou não.

4. Preço

Existem diferentes formas de cobrança praticadas. Alguns cursos disponibilizam todo seu conteúdo para ser assistido online, por determinado período de tempo. Outros delimitam o conteúdo a ser assistido. Na hora que a gente vai pesquisar o preço das coisas sempre queremos fazer o melhor negócio possível, que valorize ao máximo nosso investimento. Eu costumo dizer que nessas horas não é muito bom economizar, nem ficar de mesquinharia. Não que você não tenha que valorizar seu dinheiro, mas tem que pegar um curso com melhor custo/benefício possível

Por exemplo: não adianta você comprar um curso caríssimo que te dê acesso a 100 disciplinas diferentes por 1 ano, se você está estudando apenas para o concurso da Polícia Federal, e vai utilizar uma fração muito pequena desse conteúdo. 

Também não adianta comprar um curso barato demais, com uma plataforma notadamente ruim, com professores que você não achou muito bom, pois desta maneira seu estudo não vai render da forma como deveria.

São apenas exemplos para você ver que não existe certo ou errado. Também não é bom ir nos extremos (curso muito caro ou muito barato). Tudo na vida do concurseiro deve ser equilibrado. Não adianta gastar todo seu dinheiro no cursinho e não ter dinheiro sobrando para investir num bom livro de apoio, ou ter grana pra fazer simulados presenciais, pra se inscrever numa prova que pode te dar uma experiência bacana, ou mesmo fazer Coaching

Em suma: racionalize ao máximo seus gastos, aloque seus recursos financeiros da forma mais eficiente possível, da maneira que agregará o máximo de valor e te levará mais rápido para seu objetivo final. 

5. Material principal e de apoio

Aqui, cabe uma diferenciação. Tem cursinho online, por exemplo, que tem as vídeo-aulas para serem assistidas, mas disponibilizam também material em arquivo PDF para cada aula, para ser lido, antes ou depois da aula. Neste exemplo que dei, eu considero a vídeo-aula como material principal, que é o principal canal que você vai utilizar para aprender aquele conteúdo, e o material de apoio é aquele material extra, para fazer uma revisão, para rever o conteúdo aprendido no futuro, ou para ir mais a fundo naquele tema, caso você ache necessário. 

Nem sempre é necessário acessar o material de apoio. Tudo depende. Depende da forma como você conseguiu absorver o conteúdo dado na vídeo-aula (se prestou atenção adequadamente, se entendeu perfeitamente o conteúdo ministrado, se ficou com alguma dúvida, etc), depende se está assistindo aquele conteúdo pela primeira vez ou não, depende da sua dificuldade naquela disciplina, e vários outros aspectos.

Eu acho legal ter um material de apoio, porém, não acredito que seja imprescindível. Se tiver, ótimo. Se não tiver, recomendo que você mesmo construa seu próprio material de apoio, ou seja, conforme vá assistindo as vídeo-aulas, vá anotando os pontos principais da matéria num caderno, montando seu próprio material de apoio e revisão

Lembre-se sempre de escrever esse material a lápis, ou então se preferir fazer a caneta, deixe bastante espaço entre as linhas e ao final das folhas, para fazer ajustes no futuro. Isso acontece porque nem sempre a gente tem a "melhor visão possível" de determinado conteúdo aprendido já na primeira vez que tem contato com ele, de maneira que, invariavelmente, você fará mudanças na forma como anota as aulas depois que assistir aquele conteúdo uma segunda ou terceira vez, ou quando estiver revisando o conteúdo.

6. Cronograma

Verifique como o cursinho prepara seu cronograma. Alguns cursinhos já possuem todas as aulas gravadas no momento que lançam determinado curso. Outros, vão gravando as aulas e disponibilizando-as ao longo do tempo. 

Existem prós e contras para cada modalidade, e isso pode impactar positiva ou negativamente você, de acordo com sua estratégia, de acordo com a proximidade com a sua prova, e outros aspectos. 

Também não existe situação melhor ou pior que a outra, tudo depende da sua situação com relação ao conteúdo, com a proximidade com a prova, etc. O importante é verificar qual a reputação do cursinho com relação a aderência ao cronograma, ou seja, se costuma atrasar a entrega de aulas que ainda não foram gravadas, mudar de professor no meio do curso, demorar para disponibilizar os materiais de apoio, etc. Tudo isso pode ser verificado no momento de contratar o curso, e também através dos fóruns que já mencionei acima.

RESUMO

Dito tudo isto, não adianta você pegar um cursinho com ótima plataforma e ótima estrutura de apoio, mas com péssimos professores, ou pegar um cursinho com ótimos professores, mas com péssima plataforma, com vídeo que fica travando toda hora. 

Também não adianta o cursinho ser mal gerido, atrasando a gravação/entrega das aulas, mudando professores no meio do curso, entregando material errado. Tudo isso desgasta muito a imagem do curso, e eu já vi muito aluno ficar revoltado com o curso por causa dessas coisas, e trocar de curso por causa disso.

Eu mesmo tive uma péssima experiência uma vez com relação a isso, pois fiz um curso online com alguns excelentes professores, outros muito ruins, mas que tinha uma estrutura geral péssima de atendimento. Tinha um sistema de monitoria muito fraco, que não funcionava. Simplesmente não cumpria o que prometia. No meu caso, continuei no curso até o final, mesmo com todos os problemas dele, pois existe um grande custo pessoal para o aluno ficar trocando de curso toda hora, então resolvi continuar até o fim, mesmo considerando o serviço ruim de uma forma geral. Os professores bons do cursinho acabaram me fazendo permanecer no curso, e depois eu fiz um "reforço", por conta própria, nas disciplinas que tinham professores ruins.

Espero que essa postagem tenha ajudado um pouco a definir os aspectos importantes na hora de escolher um cursinho online. Volto a dizer: não existe curso melhor que outro, existe o melhor curso pra você! O que é bom para um amigo pode não ser bom pra você. Procure conhecer o que tem no mercado e sobretudo experimentar, pedir amostras, para decidir qual a melhor opção pra você.

E o mais importante de TUDO que foi dito aqui: quem faz o curso é o aluno. A sua atitude com relação ao aprendizado é o que vai fazer você se destacar no concurso público. A etapa de aprendizado (assistir aulas) é apenas a ponta do iceberg. Procure ter uma postura de muita seriedade com relação ao aprendizado, procure cumprir o cronograma, estude da forma mais concentrada possível, pois esse é o pilar da estrutura que vai te levar à vitória final no mundo dos concursos públicos.

Se quiser, para complementar a postagem, deixe um comentário sobre quais cursinhos e professores você gosta, e porque.

Bons estudos e bons treinos! OSS!

Macacus Albinus
EQUIPE MF


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Como funciona o DEPEN

HOP!

Aos concurseiros que estão na batalha diária em busca de uma vaga no serviço público, em especial nas instituições de segurança pública, hoje vamos responde a um questionamento feito na nossa fan page pelo leitor DANIEL CORREIA.

Ele perguntou o seguinte: "Algum guerreiro do blog pode explanar um pouco mais do trabalho no Depen? As atividades dos servidores em si é um mistério, tenho interesse na carreira, mas não sei a rotina de trabalho, as responsabilidades, vantagens, etc. Ouvi "boatos" de que fazem operações como o transporte e custódia de detentos entre os estados aos quais possuem presídios federais, agem em conjunto com a PF e a Força Nacional?"

Vamos então à resposta do nosso colaborador BRAVO SIX, que já trabalhou por muitos anos no DEPEN e hoje em dia faz parte do quadro da POLÍCIA FEDERAL:


Olá, amigo! Sou veterano do grupo de estudos Missão Federal, atualmente sou Policial Federal, mas fui Agente Penitenciário Federal por vários anos, e tenho muito orgulho de ter feito parte desse importante órgão. Portanto, sinto-me habilitado para responder o seu questionamento e falar um pouco da rotina de serviço desses profissionais. Vamos lá! 

Primeiramente, vamos ver a Lei que cria o cargo de Agente Penitenciário Federal, que é muito esclarecedora para entendermos o que, de fato, faz esse servidor público. A Lei a que me refiro é a nº 10.693 de 2003. Portanto, como podemos observar, trata-se de um cargo relativamente novo, comparado com as carreiras da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. 


Dispõe a referida norma, em seu artigo 2º, o seguinte: 



Art. 2º Compete aos ocupantes do cargo de Agente Penitenciário Federal o exercício das atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais federais e às dependências do Departamento de Polícia Federal. 

Posteriormente, as atribuições do cargo de Agente Penitenciário Federal foram alteradas pela Lei 12.269/10, chegando-se à seguinte redação: 



Art. 123. Compete aos ocupantes do cargo de Agente Penitenciário Federal o exercício das atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, escolta, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais e de internamento federais, integrantes da estrutura do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, e às dependências do Departamento de Polícia Federal.” (NR) 

Acredito que essa tenha sido a última alteração legislativa na carreira dos Agentes Penitenciários Federais, onde foi incluída, expressamente, a atribuição de realização de ESCOLTAS das pessoas presas. Aliás, os Agentes Penitenciários Federais fazem essas escoltas com um padrão de excelência muito grande, com um protocolo de trabalho que não fica abaixo de qualquer outra força de segurança pública brasileira. Ao contrário, é comum os Agentes Penitenciários Federais ministrarem cursos de escolta penitenciária a outras forças, além de contribuírem auxiliando na implementação de protocolos de segurança penitenciária em diversas penitenciárias brasileiras, a exemplo do Maranhão e Piauí. 



Agentes Penitenciários Federais e viatura ostensiva do DEPEN. 
Imagem extraída da web. Fonte desconhecida. 

Esmiuçando as outras atribuições legais, além da escolta, podemos ver que o Agente Penitenciário Federal é responsável pelas funções de atendimento, vigilância, custódia, guarda, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais federais, ou seja, recolhidas em uma das quatro penitenciárias federais existentes no Brasil (Campo Grande/MS, Catanduvas/PR, Porto Velho/RO e Mossoró/RN). 

De um modo geral, as atividades realizadas pelos Agentes Penitenciários Federais assemelham-se às realizadas pelos Agentes Penitenciários Estaduais. Ou seja, trata-se mais ou menos daquele serviço de custódia do dia a dia que você assiste em filmes onde é mostrada a rotina de um presídio, com a ressalva de que no Sistema Penitenciário Federal os procedimentos são feitos com um nível de segurança muito grande. O trabalho, em regra, consiste em retirar os presos para o banho de sol diário, segundo um protocolo de trabalho previamente aprovado, encaminhar o preso para a enfermaria, advogado, oficinas de trabalho, etc. 


Os Agentes Penitenciários Federais também realizam serviços administrativos nos presídios federais e na sede do órgão, em Brasília, como recursos humanos, setor financeiro, jurídico, etc. Não sei se essas atribuições já se encontram expressas em lei, mas era uma antiga e justa reivindicação da categoria. 


Gostaria de ressaltar a parte de assistência e orientação ao preso. Quem pretende ingressar na carreira de Agente Penitenciário Federal (ou estadual) precisa ter em mente que será necessário assistir as pessoas recolhidas nos estabelecimentos prisionais. Significa dizer que você terá que orientar o preso, encaminhar requerimentos deles aos setores competentes, levá-lo ao encontro do advogado no parlatório, entregar um medicamento, livros, alimentação, dentre outras atividades estabelecidas nos normativos do DEPEN. 


Esse vídeo abaixo, extraído do youtube, lhe dará um grande norte de como é a rotina dentro de um presídio federal. Procure outros no youtube que, certamente, você encontrará alguns: 




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=v-6QMxwLF4Y 

Esse programa “Via Legal” fez uma grande reportagem sobre a rotina dos presídios federais na época. Procure no youtube que há uns 4 vídeos diferentes, alguns mostrando a parte de segurança, outros mais voltados à parte de ressocialização dos presos, etc. 

Os Agentes Penitenciários Federais são responsáveis, ainda, pela segurança externa dos presídios federais e pelo perímetro de segurança. Essa é a parte que realmente se difere dos Agentes Estaduais, pois, em muitos Estados, a segurança dos presídios estaduais é realizada pela Polícia Militar. 

Pois bem, nos presídios federais, quem faz tudo isso (segurança interna e externa), são os Agentes Penitenciários Federais. São eles que ficam nas torres de vigilância e nos postos de segurança, fazendo a segurança da unidade contra possíveis invasões, revistando visitantes e prestadores de serviços, operando aparelhos de raio-x, etc. Os Agentes Penitenciários Federais fazem a segurança externa fortemente armados, com pistolas e fuzis, coletes e capacetes balísticos, além de outros tipos de armamento. 


Imagem de Agentes Penitenciários Federais realizando a segurança externa a partir das torres de observação e vigilância. Imagem extraída da web. Fonte desconhecida. 

Em síntese, esse é o trabalho realizado pelo Agente Penitenciário Federal, responsável pela custódia de presos de alta periculosidade, oriundos de presos de diversos cantos do país. Os vídeos sugeridos darão uma boa noção da rotina de serviço para quem pretende ingressar nessa carreira. 

Gostaria de lembrar, por fim, que os presídios federais seguem um alto padrão de excelência, não havendo notícias de superlotação, resgates, fugas, rebeliões, motins, drogas, celulares, mortes, etc, desde que foram criados. Também não há denúncias de corrupção entre os agentes. 

Qualquer dúvida, estarei à disposição para esclarecer! 

Grande abraço, 
BRAVO SIX.

Como funciona o DEPEN

HOP!

Aos concurseiros que estão na batalha diária em busca de uma vaga no serviço público, em especial nas instituições de segurança pública, hoje vamos responde a um questionamento feito na nossa fan page pelo leitor DANIEL CORREIA.


Ele perguntou o seguinte: "Algum guerreiro do blog pode explanar um pouco mais do trabalho no Depen? As atividades dos servidores em si é um mistério, tenho interesse na carreira, mas não sei a rotina de trabalho, as responsabilidades, vantagens, etc. Ouvi "boatos" de que fazem operações como o transporte e custódia de detentos entre os estados aos quais possuem presídios federais, agem em conjunto com a PF e a Força Nacional?"


Vamos então à resposta do nosso colaborador BRAVO SIX, que já trabalhou por muitos anos no DEPEN e hoje em dia faz parte do quadro da POLÍCIA FEDERAL:


Olá, amigo! Sou veterano do grupo de estudos Missão Federal, atualmente sou Policial Federal, mas fui Agente Penitenciário Federal por vários anos, e tenho muito orgulho de ter feito parte desse importante órgão. Portanto, sinto-me habilitado para responder o seu questionamento e falar um pouco da rotina de serviço desses profissionais. Vamos lá! 


Primeiramente, vamos ver a Lei que cria o cargo de Agente Penitenciário Federal, que é muito esclarecedora para entendermos o que, de fato, faz esse servidor público. A Lei a que me refiro é a nº 10.693 de 2003. Portanto, como podemos observar, trata-se de um cargo relativamente novo, comparado com as carreiras da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. 


Dispõe a referida norma, em seu artigo 2º, o seguinte: 



Art. 2º Compete aos ocupantes do cargo de Agente Penitenciário Federal o exercício das atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais federais e às dependências do Departamento de Polícia Federal. 

Posteriormente, as atribuições do cargo de Agente Penitenciário Federal foram alteradas pela Lei 12.269/10, chegando-se à seguinte redação: 



Art. 123. Compete aos ocupantes do cargo de Agente Penitenciário Federal o exercício das atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, escolta, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais e de internamento federais, integrantes da estrutura do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, e às dependências do Departamento de Polícia Federal.” (NR) 

Acredito que essa tenha sido a última alteração legislativa na carreira dos Agentes Penitenciários Federais, onde foi incluída, expressamente, a atribuição de realização de ESCOLTAS das pessoas presas. Aliás, os Agentes Penitenciários Federais fazem essas escoltas com um padrão de excelência muito grande, com um protocolo de trabalho que não fica abaixo de qualquer outra força de segurança pública brasileira. Ao contrário, é comum os Agentes Penitenciários Federais ministrarem cursos de escolta penitenciária a outras forças, além de contribuírem auxiliando na implementação de protocolos de segurança penitenciária em diversas penitenciárias brasileiras, a exemplo do Maranhão e Piauí. 



Agentes Penitenciários Federais e viatura ostensiva do DEPEN. 
Imagem extraída da web. Fonte desconhecida. 

Esmiuçando as outras atribuições legais, além da escolta, podemos ver que o Agente Penitenciário Federal é responsável pelas funções de atendimento, vigilância, custódia, guarda, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais federais, ou seja, recolhidas em uma das quatro penitenciárias federais existentes no Brasil (Campo Grande/MS, Catanduvas/PR, Porto Velho/RO e Mossoró/RN). 

De um modo geral, as atividades realizadas pelos Agentes Penitenciários Federais assemelham-se às realizadas pelos Agentes Penitenciários Estaduais. Ou seja, trata-se mais ou menos daquele serviço de custódia do dia a dia que você assiste em filmes onde é mostrada a rotina de um presídio, com a ressalva de que no Sistema Penitenciário Federal os procedimentos são feitos com um nível de segurança muito grande. O trabalho, em regra, consiste em retirar os presos para o banho de sol diário, segundo um protocolo de trabalho previamente aprovado, encaminhar o preso para a enfermaria, advogado, oficinas de trabalho, etc. 


Os Agentes Penitenciários Federais também realizam serviços administrativos nos presídios federais e na sede do órgão, em Brasília, como recursos humanos, setor financeiro, jurídico, etc. Não sei se essas atribuições já se encontram expressas em lei, mas era uma antiga e justa reivindicação da categoria. 


Gostaria de ressaltar a parte de assistência e orientação ao preso. Quem pretende ingressar na carreira de Agente Penitenciário Federal (ou estadual) precisa ter em mente que será necessário assistir as pessoas recolhidas nos estabelecimentos prisionais. Significa dizer que você terá que orientar o preso, encaminhar requerimentos deles aos setores competentes, levá-lo ao encontro do advogado no parlatório, entregar um medicamento, livros, alimentação, dentre outras atividades estabelecidas nos normativos do DEPEN. 


Esse vídeo abaixo, extraído do youtube, lhe dará um grande norte de como é a rotina dentro de um presídio federal. Procure outros no youtube que, certamente, você encontrará alguns: 




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=v-6QMxwLF4Y 


Esse programa “Via Legal” fez uma grande reportagem sobre a rotina dos presídios federais na época. Procure no youtube que há uns 4 vídeos diferentes, alguns mostrando a parte de segurança, outros mais voltados à parte de ressocialização dos presos, etc. 

Os Agentes Penitenciários Federais são responsáveis, ainda, pela segurança externa dos presídios federais e pelo perímetro de segurança. Essa é a parte que realmente se difere dos Agentes Estaduais, pois, em muitos Estados, a segurança dos presídios estaduais é realizada pela Polícia Militar. 

Pois bem, nos presídios federais, quem faz tudo isso (segurança interna e externa), são os Agentes Penitenciários Federais. São eles que ficam nas torres de vigilância e nos postos de segurança, fazendo a segurança da unidade contra possíveis invasões, revistando visitantes e prestadores de serviços, operando aparelhos de raio-x, etc. Os Agentes Penitenciários Federais fazem a segurança externa fortemente armados, com pistolas e fuzis, coletes e capacetes balísticos, além de outros tipos de armamento. 


Imagem de Agentes Penitenciários Federais realizando a segurança externa a partir das torres de observação e vigilância. Imagem extraída da web. Fonte desconhecida. 

Em síntese, esse é o trabalho realizado pelo Agente Penitenciário Federal, responsável pela custódia de presos de alta periculosidade, oriundos de presos de diversos cantos do país. Os vídeos sugeridos darão uma boa noção da rotina de serviço para quem pretende ingressar nessa carreira. 

Gostaria de lembrar, por fim, que os presídios federais seguem um alto padrão de excelência, não havendo notícias de superlotação, resgates, fugas, rebeliões, motins, drogas, celulares, mortes, etc, desde que foram criados. Também não há denúncias de corrupção entre os agentes. 

Qualquer dúvida, estarei à disposição para esclarecer! 

Grande abraço, 
BRAVO SIX.