sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Trajetória do Policial Rodoviário Federal

Hoje contarei um pouco da minha trajetória até o ingresso na PRF e da realização de um sonho. Tenho 29 anos, carioca e ainda moro no RJ (mas logo mudarei para minha lotação inicial), sou formado em Economia pela Universidade Federal Fluminense e minha experiência profissional anterior havia sido toda em empresa privada.

Em outubro de 2003 entrei na faculdade, tinha 18 anos e meu objetivo era manter o padrão de vida que meus pais me deram. Achava que esse era o caminho: entrar numa faculdade com bom mercado de trabalho e virar um executivo do setor privado. Durante a faculdade iniciei um estágio em uma empresa de telefonia e antes de me formar, fui efetivado. O emprego era bom, do lado de casa, pagava bem, as pessoas eram legais, mas durante toda essa jornada não conseguia sentir como se estivesse rumo certo, a atividade nunca me satisfez, parecia mesmo que não era aquilo que queria pra mim, acho que o próprio curso de economia me mudou, se quando eu entrei pensava em fazer dinheiro, saí de lá querendo mudar, queria ser feliz profissionalmente e foi aí que resgatei o sonho policial. Depois que acabou a faculdade, no final de 2007, fiquei um ano e pouco sem estudar, não me arrependo porque precisava de um descanso. Em 2009, saíram editais para duas polícias na mesma época: PF e PRF. Como eu gostava do assunto "trânsito”, pensei que teria mais condição de estudar pra PRF, porém eu comecei depois que saiu o edital e com um agravante, nunca tinha visto nenhuma matéria de Direito na minha vida, então só estudei o código de trânsito e algumas resoluções e fui pra prova (sem fazer curso nenhum). Óbvio que não passei, mas até que fui bem na parte que havia me dedicado. Ah ... E nem tentei fazer a prova da PF/2009.

Em 2010, resolvi investir de verdade no sonho, no auge da copa do mundo entrei num curso presencial de 6 meses para agente da PF. Dessa vez, não foquei na PRF, pois a chance de ter um concurso da PF era muito maior. Acabou o curso em janeiro de 2011, tirei 10 dias de férias no trabalho para descansar, e quando voltei, comecei um curso regular online. Fiquei o ano de 2011 inteiro trabalhando, malhando e estudando em casa (no final do dia pelo menos 3 horas e nos finais de semana de 6 a 8 horas - ainda conciliava com um namoro). Em novembro de 2011, tirei 20 dias de férias para estudar forte, porque acreditava que o edital podia sair em janeiro de 2012. O edital, salvo engano saiu em abril e a prova seria em maio. Mas aí veio um problemão, eu vinha estudando muito, porém negligenciei um pouco com os exercícios aeróbicos (em especial a corrida), só fazia musculação. Corria uma vez ou outra e com o tênis ruim, sem compromisso. Mais perto da prova comecei a aumentar a carga dos treinos (totalmente errado, sem noção), e o resultado foi uma tendinite forte no joelho direito logo quando saiu o edital. Ou seja, o treino que já vinha falho, teve que parar. Tomei vergonha e investi num tênis bom e fiz tratamento só com gelo (outro erro: podia ter entrado com anti-inflamatório). Resumo, fique dois meses sem treinar, passei na prova teórica e reprovei na corrida, em todos os outros testes fui bem (barra, salto e a natação fazia no tempo bem). Foi uma merda, fiquei muito triste, mas levantei a cabeça e melhorei. Estudei como nunca, treinei muito mais, me alimentei melhor. Em 2012, já tinha o edital da prova para escrivão da PF na praça, fiz turmas de simulado aos sábados (era pauleira, depois de uma semana de trabalho, encarar o sábado inteiro na sala de aula, lembrando que por uma falha minha ainda estava naquele sufoco). Pelo menos a maioria das vezes conseguia boas notas, além disso, entrei no grupo de estudos do Missão Federal que elevou muito meu nível. Já na reta final do estudo para escrivão da PF, saiu o edital da PRF com mil vagas, fiquei tentado a focar na PRF, mas seria muito arriscado, pois estava afiado para a prova de escrivão. Então segui o foco, tirei 20 dias de férias antes da prova da PF e estudei como nunca, eram umas 10 horas líquidas por dia. Veio a prova teórica, sai dela com um mau sentimento, achei que tinha ido mal, mas quando peguei a correção extraoficial fiquei mais empolgado. A prova da PRF seria poucos dias depois, consegui negociar no trabalho e tirei, em seguida, os 10 dias de férias restantes para dar uma passada no que havia de diferente nos dois editais (PRF e PF - era bastante coisa !!!). Na prova da PRF sai mais confiante, achei a prova tranquila, sabia que tinha feito boa prova. Lembro que no almoço, logo após a prova da PRF, conversava com minha namorada, sogra e cunhada sobre qual das duas escolheria se eu passasse em ambas.


Passada a etapa das provas teóricas, restava treinar muito para o físico, eram 3 dias de corrida, simulados no local da prova, natação três vezes na semana. Dessa vez eu acreditei que passaria em pelo menos uma das duas. Em 2012, quando reprovei na corrida, além de ter dado bobeira no treino aeróbico, o meu maior defeito foi não ter confiado em mim mesmo, acreditado que poderia passar e, consequentemente, não negligenciar nos treinos. Mas enfim, dessa vez seria diferente, os resultados da PF saíram primeiro, na prova objetiva, no gabarito preliminar, fiz 70 pontos e no definitivo 84, o que me deixava em ótimas condições para estar dentro das vagas. Porém veio o balde de água fria: a redação ... Em 2012 havia quase ficado com a nota máxima e confesso que talvez por ter ido bem naquela oportunidade, tenha deixado de lado o estudo da redação dessa vez, fiz poucas ou quase nenhuma de treino. Sabia que minha redação não tinha ficado mil maravilhas, as questões e o “case” da prova foram confusos (mas confiava que daria para tirar o mínimo). Saiu a nota: 4,84, abaixo do mínimo para aprovação (6,5). Fiz recurso e a nota aumentou para 6.09, insuficiente. Fiquei tão chateado quanto em 2012. Mas ainda restava o resultado da PRF, e pelo gabarito da prova objetiva tinha ido muito bem, só tiveram umas 10 notas maiores que a minha, porém a redação mais uma vez me derrubou, mas não por completo, fiquei acima do mínimo, que era 10, fiquei com 11.91 (UFA!!!). Isso me levou para a casa do septuagésimo no ranking final, porém estava muito feliz, até porque essa nota valeria para lotação (diferente da PF que só conta o CFP). Veio o TAF e passei na boa, mesmo com toda pressão psicológica da reprovação. Confesso que me emocionei no final da corrida, parecia que tinha tirado um peso das costas (estava muito nervoso). Ainda tinha o psicotécnico que também foi pauleira, mas deu tudo certo. Em dezembro pedi demissão do meu antigo trabalho e aguardei o início do CFP, previsto para janeiro de 2014. Apesar de vários atrasos em divulgações de resultados, de início do CFP e agora da nomeação, devo dizer-lhes que valeu muito a pena, cada detalhe dessa história, cada derrota e cada vitória, cada pessoa que conheci, por tudo isso já me tornei uma pessoa melhor e mais forte. Espero que essa história de vida, da minha vida, possa ajudar vocês motivacionalmente e que também possam ver meus erros e não cometê-los, afinal "Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros."

Um grande abraço e boa sorte na missão !!!

Autoria do Texto: PRF MCLOVIN' 



quarta-feira, 22 de julho de 2015

DICAS DE POSTURA PARA O CURSO DE FORMAÇÃO NA ANP (EPF MACACO ALBINO)

Olá Pessoal.

O post de hoje é especialmente dedicado pro pessoal que tá convocado pro Curso de Formação de Agente de Polícia Federal que vai ter início no próximo mês de Agosto, na Academia Nacional de Polícia, em Brasilia/DF. 

Reuni aqui uma série de dicas *pessoais* para que vocês possam ter um curso de formação o mais suave possível, e que possam deixar de cometer alguns erros que eu e muitos amigos cometeram. Essas dicas estão muito mais na linha de "postura", e de visão, ou seja, na forma de encarar o curso, do que qualquer outra coisa (pois as dicas mais específicas já foram dadas nos manuais da ANP que existem por ai, e nos fóruns de discussão e redes sociais).

Mas... Esse post também não deixa de servir como incentivo para todos que ainda estão estudando, e não só pro concurso da PF, mas para qualquer concurso policial, pois, no fundo, os Cursos de Formação, apesar das nuances de cada cargo/estado/polícia, têm muita coisa em comum. Espero que todos que estejam na fase de estudo também se sintam mais motivados ainda a um dia estarem ocupando uma daquelas cadeiras do famoso auditório em Brasilia.

Então, é isso. Dedico este texto principalmente para quem está neste momento VIBRANDO, e CONTANDO AS HORAS para entrar pelos portões da ANP, e viver um sonho de 4 meses e meio. Vamos ao que interessa.



TFP - Treinamento Físico Policial

 - Procure fazer as aulas com empenho, afinal, as aulas não deixam de ser ótimas oportunidades para melhorar o condicionamento físico pro TAF (teste de aptidão física), porém... evite se lesionar. Pense antes de fazer as coisas! Exemplo: se for rolar um joguinho de RUGBY, não vá ficar trombando com toda a força nas pessoas, pois você pode SE MACHUCAR ou machucar um COLEGA. 


- A piscina da ANP, A PRIORI, não fica aberta fora dos horários de aula, então é bom aproveitar as aulas de natação para treinar. Alimente-se bem, durma bem, e chegue preparado para cada aula de natação, e encare-a como um TREINO. Não faça corpo mole nas aulas de natação! Essa é a disciplina que tem o maior número de reprovados no TAF!


- Se os alunos solicitarem (e muito, diga-se de passagem), os professores do SEF (Serviço de Educação Física) acabam disponibilizando a piscina nos horários de almoço para treino, da metade do curso em diante. Se isto for feito, não deixem de usar esse benefício, pois caso não haja demanda neste horário disponibilizado, o benefício é cortado. 


- Siga a aula corretamente, siga o que os professores falam. Não tente inovar, ou desmerecer as dicas dadas. Todos ali são educadores físicos, e entendem bem do que fazem. Já vi alunos que eram formados em educação física criticando o tipo de treinamento que estava sendo dado. Entendo que cada profissional tem um método, uma linha mestra, e não existe um "método errado", e sim prós e contras de cada um. No seu horário livre, você poderá treinar da forma como bem entender, porém, nas aulas, siga a metodologia do SEF.



- Algumas pessoas perguntam: é mesmo necessário treinar fora do horário das aulas? Isso depende. Se você for uma pessoa que tem uma performance ruim, acho que vale muito a pena treinar nas horas vagas. Se você já tem uma excelente performance e quer mantê-la, vale a pena também. No meu curso existiam pessoas que nunca treinavam fora do horário das aulas, e passaram com tranquilidade nos TAFs, mas eram pessoas jovens e que já tinham um bom desempenho "naturalmente". Uma boa nota no TAF pode ser a diferença entre uma lotação boa e uma ruim. Os primeiros lugares na classificação final do concurso treinavam TODOS OS DIAS, inclusive nos finais de semana. Uma dica de ouro é: CUIDADO COM A CACHAÇA NO FINAL DE SEMANA... pra quem tá com tempo ruim na natação, isso pode ser a diferença entre viver ou morrer.


- Se por acaso você se machucar em alguma aula, saiba que tem médico na ANP, e que você pode ter LICENÇA MÉDICA para faltar aulas. Porém, existe um limite para faltas (mesmo aquelas com licença), então se por acaso se machucar, faça de tudo para melhorar o mais rápido possível. Existe um freezer que fica à disposição dos alunos, para colocar compressas de gelo - use, se for necessário.



SAT - Serviço de Armamento e Tiro



- Acho que, depois do SEOP (Setor de Ensino Operacional), o SAT é a disciplina de maior seriedade dentro do curso. Não que as demais não sejam, mas... Enfim! Saibam que, não só no início, mas durante todo o curso, os professores serão RÍSPIDOS com vocês, sobretudo quando for necessário dar um ESPORRO, quando algo estiver saindo errado. 


- TODO cuidado é POUCO na linha de tiro. Um acidente, por menor que possa parecer, pode ser FATAL. Prestem muita atenção no que estão fazendo, o tempo todo, evitem brincadeiras, evitem ficar conversando, evitem deixar de prestar atenção no professor. Pequem pelo excesso de cuidado, pelo excesso de atenção, levem tudo com a máxima seriedade. CONTROLE DE CANO e DEDO FORA DO GATILHO, isso é essencial, 100% do tempo. Até porque, o costume desses dois hábitos vai andar junto com vocês o resto da vida, e tem que ser levado "a ferro e fogo". 




Aulas em SALA DE AULA 


- Os professores têm diferentes níveis de EGO. Alguns pedem para serem anunciados, e terem seu currículo lido em voz alta pelo orientador na primeira aula, ao entrarem na sala de aula. Outros são mais tranquilos quanto a isso. NA DUVIDA, trate cada professor com o máximo de humildade e respeito, e conquiste a sua confiança aos poucos. 



- Na ANP é tradição que os alunos se LEVANTEM da cadeira quando o professor entra. Alguns professores não fazem questão disso, e dizem logo "SENTA! SENTA! SENTA!" ali da porta da sala de aula, e outros esperam que todos se levantem, para que então caminhem até a mesa, para só depois autorizarem que os alunos se sentem. Não levem isso a mal, faz parte do processo...   



- Também é tradição na ANP, ao final da última aula de cada disciplina, um aluno se levantar da cadeira e fazer um agradecimento ao professor, em nome da turma, destacando a importância da matéria, etc, etc. FATO é que alguns professores têm uma arrogância tão grande, que não mereciam receber o agradecimento. Mas... fica a critério de cada turma avaliar casos excepcionais como este, e como proceder.





SEOP - Setor de Ensino Operacional

- Encare as aulas também com seriedade, assim como no SAT. Dependendo dos professores que vão dar aula pra vocês, alguns podem ser menos suscetíveis a brincadeiras e gracinhas. Essa disciplina é importante, porque além de ser algo que vão usar no dia-a-dia, é o que vai garantir a segurança ou a própria VIDA de vocês e de seus colegas no futuro, ao realizarem uma abordagem em veículo, em pessoas, progressão em ambiente confinado, etc, etc, etc, etc. São INÚMERAS situações que vocês vão viver, que precisam ser treinadas. 

- Os deslocamentos para as aulas no SEOP/SAT são correndo (e não marchando). Os professores dessas disciplinas gostam quando os alunos chegam no local de aula vibrando, portanto é legal o xerife puxar um Charlie Mike (canção militar) ao se aproximar do local de aula, ou bradar na formação, na porta do local de aula. 



ALOJAMENTOS


- Procure deixar as regras de convivência bem claras com seus colegas de quarto, desde os primeiros dias. O que não puder ser definido logo "de cara", é bom ser ajustado ao longo da convivência. 

- É chato e difícil conviver num espaço confinado com 5 outros "marmanjos", com apenas 1 vaso sanitário, 2 pias e 2 chuveiros. Procurem ajustar as diferenças, os horários de banheiro, para não haver conflito. Respeitem as diferenças, na medida do possível. Espere ganhar a moral e a intimidade dos colegas antes de fazer brincadeiras que podem se tornar brigas. Lembre-se que todos ali estão sob pressão, longe de casa, num ambiente estranho, etc. Procure ceder de vez em quando, e não impor suas manias, seu jeito, suas regras, seus horários, seus hábitos de higiene, etc.

- Se estiver de carro ido de carro para a ANP, coloque parte das suas coisas (as que usará pouco) na mala do seu carro, pois ocupa menos espaço no quarto (que já é pouco). 



ESTUDO 


Tem aluno que prefere estudar no alojamento, e tem aluno que prefere estudar na biblioteca. Cada local tem seus prós e contras. Descubra qual o melhor jeito para você, mas não deixe de estudar. 

- Se preferir estudar no quarto, lembre-se que possivelmente seus colegas estarão lá, fazendo barulho, conversando. Você tem direito de estudar, mas existe um local apropriado para isso -- a biblioteca. 

- Evite confusão com os colegas pois, no quarto, uns querem conversar e relaxar, outros querem estudar. Se for estudar no quarto com a presença dos colegas, use o protetor auricular das aulas do SAT para abafar um pouco o barulho e não se distrair com as conversas. 



DICAS GERAIS SOBRE PROFESSORES E AULAS 


- Como já disse antes, os professores não são (ainda) seus amigos ou seus colegas. Futuramente, serão, mas por enquanto, não. Conquiste a moral e a confiança de cada um deles ao longo do tempo. Da metade do curso em diante, normalmente os professores já começam a enxergá-los como "quase colegas", e a forma de tratamento muda bastante, mas no início com certeza eles vão olhar pra vocês com um "olhar de desconfiança". É normal. Alunos ainda não são policiais -- são concurseiros.

- O objetivo do curso é FORMAR e NÃO, REPROVAR. Coloque isso na sua cabeça e pense que os professores e orientadores querem o MELHOR para você. Se você precisar de ajuda, basta pedir, que será ajudado. Mas pedir ajuda não significa que o professor fará a atividade por você, que atirará por você, que treinará por você, que fará as provas por você. Tudo dependerá quase que puramente do seu esforço, mas você poderá contar com a orientação técnica e com o incentivo dos professores para que alcance seus objetivos, sobretudo se demonstrar vibração. 

- No início do curso muita gente fica com certo receio de ser XERIFE. Claro que depende muito do perfil de cada um, como por exemplo a característica de liderança, mas acho que ser xerife é uma excelente oportunidade de se colocar à prova. No fundo, não tem nada demais. Recomendo fortemente.

- Sei que já falei isso mais especificamente sobre o SAT e o SEOP, mas encare TODAS as aulas, ainda mais as operacionais, com a maior seriedade possível (salvo, é claro, nos momentos de descontração e brincadeira). Boa parte do que está sendo ensinado no curso tem a ver com a sua SOBREVIVÊNCIA, então procure ser humilde, procure realmente aprender de forma permanente, anote o que for importante para consultar futuramente, etc. Trata-se de uma oportunidade única de aprender, de agregar conhecimento. Claro que é difícil manter 100% do foco por quase 5 meses, intensamente, e sem parar. Mas seja forte e não desperdice os ensinamentos.

- Leia os dois manuais que receberá impresso ao se matricular na ANP, de ponta a ponta. É importante você saber o que PODE e o que NÃO PODE ser feito lá dentro.

- Não é permitido ingressar em sala de aula com celular. Mas, obviamente, quase todo mundo leva o celular para a sala. Só não seja BIZONHO ao ponto de levar o celular nos dias de prova... no último curso de formação, quem foi flagrado portanto celular durante as provas, MESMO com o celular DESLIGADO, levou canetada e ficou em risco de ser eliminado do concurso!...

- Aliás, falando sobre as famosas canetadas... Muita gente "pira" com esse negócio de canetada. O negócio funciona assim: cada aluno começa o curso com uma nota de conceito 8,0, e ao longo do curso pode receber anotações positivas ou negativas, que se somam, e ao final vão gerar a nota final de conceito. Na realidade o que acontece é que uma canetada "comum" subtrai apenas 0,025 pontos do conceito, ou seja, você precisa levar 4 canetadas para que sua nota de conceito caia para 7,9, o que é muito pouco. Não entre em desespero se for canetado, leve numa boa, pois a pontuação perdida é ínfima. Pouca gente se atenta para esse detalhe, e só se dá conta disso na última semana do curso, ao receber a nota final de conceito.

- Crachá e boné. Esses são dois itens ESSENCIAIS para o curso, e que provavelmente você acabará esquecendo eles de vez em quando no quarto, e isso vai te prejudicar de alguma forma. Procure deixar seu crachá amarrado na mochila, ou na porta do alojamento, ou em algum lugar que você não vá esquecer. A mesma coisa para o boné, que pode ser deixado, por exemplo, na mochila. A falta do crachá, se percebido pelo seu orientador de turma, vai te gerar uma canetada (não é nada demais, porém...). A falta do boné de um único aluno na turma fará com que TODOS tenham que ficar SEM BONÉ na formação (no pátio, antes das aulas, pela manhã e à tarde), pois a regra é que todos estejam IGUAIS -- ou todo mundo COM BONÉ, ou todo mundo SEM BONÉ. Pode parecer besteira, mas o SOL de Brasilia brilha forte depois do almoço, e às vezes as formações demoram um pouquinho... some a isso uma cabeça com pouco cabelo!... É realmente meio chato estar sem cap. Seus colegas vão ficar chateados se tiverem que ficar com a careca virada pra lua por sua culpa. Eu vi algumas turmas fazerem um rateio para comprar um boné sobressalente, que ficava com o xerife, para o caso de alguém esquecer o boné no alojamento.

- Aliás, a mesma regra vale também para o casaco: ou todo mundo usa, ou ninguém usa. Mesmo que você seja uma pessoa menos friorenta, lembre-se que seus amigos podem estar sentindo frio, então tenha o casaco na mochila nos dias frios para que todos possam estar cobertos.

- Os ORIENTADORES de cada turma são pessoas do mesmo cargo que você ocupará (no caso desse curso que vai começar agora, AGENTES), mas que já estão aposentadas. Muitos alunos eram meio revoltados com a rigidez dos orientadores. São pessoas que têm a idade dos nossos pais... Temos que entender que foram forjados em outra época, já passaram por MUITA coisa, conheceram um DPF diferente, acompanharam as mudanças do departamento, do Brasil, do mundo, e com certeza têm uma cabeça bem diferente da sua. Por isso tudo, provavelmente você vai se irritar com o seu orientador em algum momento, seja pela rigidez, seja por não fazer as coisas da maneira como você faria. Procure entender o lado dele, e não espere que ele entenda o seu. Ele já passou por tudo isso que você tá passando também, se formou, trabalhou, e foi merecedor, então, "dê um desconto". Trate-o com o respeito devido para/com alguém que deu sua vida pelo DPF, procure ajuda nos momentos que precisar, e compreenda se algo não sair da melhor maneira possível, pois são pessoas, como disse, como nossos pais, que aprenderam a trabalhar em uma outra época, bem diferente da nossa atual.


Por fim, seja um aluno esforçado, seja honesto, seja vibrador! Encare o curso com seriedade, mas também divirta-se na horas certas. O curso de formação é uma "DISNEYLANDIA" pra quem sempre sonhou em ser policial. ÀS VEZES, pode parecer difícil e chato (enquanto você está lá), mas depois que vocês se formarem, vão ver como foi legal tudo o que viveram lá, as amizades que fizeram, e vão lembrar das aulas, do alojamento, das horas que passaram no final de semana refletindo, no silêncio, longe de casa, longe da família, dos filhos, das esposas/maridos, enfim: é um momento de amadurecimento, e um grande aprendizado de vida. Não é nada impossível. Apenas no início pode ser que você "estranhe" um pouco o novo ambiente, a nova rotina, mas no máximo depois de 2 semanas tudo já entra no sangue. Pode confiar.

BOM CURSO DE FORMAÇÃO A TODOS!!




Um abraço saudoso,
EPF Macaco Albino

quarta-feira, 8 de julho de 2015

DEPOIMENTO de mais um GUERREIRO!!!

Olá SNIPERS,

Como estão os estudos?!?!?!?! VAMOS PRA CIMA! 

Mais uma vez vamos postar outro depoimento de mais um integrante do MISSÃO FEDERAL (integrante dos Veteranos do Missão Federal). O intuito dessas postagens é ajudar os grandes guerreiros do Brasil que estão nas "cabines" dos cursinhos, quartos, dentre outros lugares, em busca  de um sonho!!!! SER FEDERAL!!! Vamos ao depoimento.

Depoimento do integrante do MISSÃO FEDERAL




"Antes de estudar para a PF eu era policial militar, e ainda sou né (se Deus quiser, somente até a nomeação!),  tudo que eu queria era seguir a carreira militar, que eu acho muito bonita, mas, o dia a dia na caserna não é tão agradável assim, então decidi seguir estudando para a carreira policial, mas dessa vez eu queria o TOP, a Polícia Federal.

Antes de tudo eu tinha que ter nível superior em qualquer área, então como muitos outros, fiz um curso tecnológico de dois anos, Marketing. Assim que me graduei iniciei a batalha para entrar na polícia federal, e que batalha! A cada dia eu me sentia mais motivado para os estudos e mais desmotivado a continuar na Polícia Militar, os absurdos que aconteciam no mundo militar me indignavam cada vez mais, e com isso o sonho de ser policial federal era cada vez maior.

Iniciei meus estudos para a PF no início de 2013, tentava organizar meus estudos com um horário de estudos que achei na internet, consistia em duas matérias por dia, 4h diárias de estudo. Era tudo muito novo, nunca tinha visto a maioria das matérias de forma aprofundada.

Ainda em 2013 prestei o concurso para Escrivão de polícia federal, fiz 62 pontos e a nota de corte foi 70.... Na época me animei muito, pois fui para a prova com medo de tirar nota negativa! O concurso da PRF, ainda em 2013, eu não prestei, meu objetivo estava focado na polícia federal e eu não queria perder meu tempo de estudo nem para fazer provas, mais tarde eu percebi que fazer provas é muito importante para o seu concurso principal, pois você ganha muita experiência e isso ajuda muito no dia “D”.

O fato de ter tirado uma “boa nota” no concurso para escrivão me fez decidir ir mais além, buscar um grupo de estudos bom para compartilhar conhecimento. Foi aí que entre visitas aos forúns da vida encontrei uma postagem de recrutamneto para o grupo MISSAO FEDERAL, decidi enviar meu “currículo” para ver se conseguia entrar no tal grupo.

Pois bem, mesmo com todas as dificuldades do trabalho, que só tinha horário para iniciar e nunca para terminar, me dediquei bastante ao grupo, as postagens estavam cada vez mais intensas, discussões muito proveitosas, jurisprudências, questões, simulados, isso me ajudou MUITO na aprovação, boa parte da aprovação eu dedico a este grupo, pois o meu nível de estudo após iniciar a participação no MF aumentou muito... desenvolvi um novo método de estudo que aprendi com os companheiros do MF, baseado em ciclos, inclusive pagava um site para organizar esses ciclos, passei a estudar contando somente horas líquidas, líquidas mesmo, ali eu já estava 100% focado, não ouvia mais música (até no carro indo ao trabalho era ao som de vídeo aula) raramente estava presente em festas de família, estudando dentro da viatura, fim de semana nem pensar!

Em Dezembro de 2013 realizei o concurso para Oficial da PMCE, fiz o concurso para treinar tempo de prova e aproveitar diciplinas como D. penal etc... pois bem, passei no tal concurso em 10º lugar... meus estudos começavam a dar frutos, pois na semana seguinte recebi a notícia que também tinha passado no concurso de Agente ADM da Polícia Federal, mas fora das vagas, eram apenas 8 vagas, dessa vez fiquei em 13º.

O concurso tão sonhado para APF estava prestes a chegar e fui convocado para o curso de formação do concurso para oficiais, aí que começaram as maiores dificuldades para estudar, minha esposa me ajudou MUITO, mas eu simplesmente não tinha tempo e o concurso estava com o edital na praça. O jeito então era estudar durante as aulas do CFP, ali escondido para ninguém ver eu estudava meus materiais impressos, as aulas duravam o dia inteiro e ao chegar em casa eu tinha duas opções (variava entre elas no dia a dia): chegar em casa 20:00 e estudar até 01:30 para acordar 04:30, ou dormir 21:00 para acordar às 02:30 e estudar até as 05:30.

Uma semana antes da prova eu tinha a impressão de que não tinha estudado nada, não sabia de nada das matérias (dizem que quanto mais se estuda menos sabe), mas sabia que essa sensação só sente que está preparado, e eu estava.

Um dia antes da prova fui a um aulão com mais dois integrantes do MF, devidamente uniformizados com a camisa preta do MF, com aquela caveira nas costas e as palavras MISSÃO FEDERAL, para assustar mesmo!! Notamos que nós três eramos os mais preparados dentro daquela sala de aula, a autoconfiança aumentou muito nesse dia. Depois da aula fiquei em casa, assisti um filme, mas nada de estudar (vai de cada um!).

No dia da prova eu estava bem nervoso, nunca tinha sentido isso, acho que porque era o meu sonhado concurso aquilo estava acontecendo. Gastei muito tempo fazendo a prova, até hoje não sei onde perdi tanto tempo, mas a parte de raciocínio lógico inteira tive que marcar tudo E, se não deixava em branco, e como eu tinha decidido marcar tudo, em branco não poderia ficar (decidi marcar tudo depois de MUITO treino em simulados, para mim aquela opção seria a melhor).

Depois da prova tinha a certeza de que tinha ido muito mal, mas para a minha alegria não era só eu, GERAL estava assim, salvo alguns Chuck Norris da vida que tinham “ido bem”, mas que na verdade não sabiam nem o que a prova dizia.

Então que chega o resultado, eu dentro da sala de aula do CFO recebo a notícia que tinha passado, a sala inteira para a aula do professor e começa a comemorar, todos sabiam meu objetivo e viam como eu estudava nas aulas, já eu nem comemorei tanto porque a ficha não tinha caído (e ainda não caiu!).

O dia do teste físico foi um dos mais tensos e a pior etapa para mim, ele caiu no mesmo dia e mesmo horário do concurso para oficiais, eu tinha que decidir em qual seria eliminado naquele momento. Nem pensei muito e já fui para o local do TAF da PF mesmo sem NUNCA ter conseguido o índice na corrida, estar com uma dor crônica nas pernas – que dificultava muito os treinos – e ter pegado pneumonia 2 semanas antes, mas era isso que eu queria, ser PF, o resto era resto.

Na minha turma do teste tinha outro guerreiro que também estava no CFO e que hj faz parte do MF, ele com dificuldade na natação e eu na corrida, fizemos as barras e tudo saiu bem, fomos para o salto e para nossa tristeza ele ficou no salto. É ai que entra a PARCERIA do MF, esse guerreiro seguiu no TAF, mesmo com a certeza de que estava eliminado no salto somente para me ajudar na corrida, correu ao meu lado e quando eu queria parar ele quase me empurrava, na última volta eu estava uivando de cansaço a cada respiração, como era a última turma estavam todos os avaliadores e policiais federais na arquibancada assistindo, foi muito emocionante! No final, quando a corrida finalmente acabou, eu simplesmente desabei no chão, até dava pra ficar de pé, mas depois que deitei não dava pra levantar mais também! Fui direto para a ambulância, a dor nas pernas eram terríveis (só consegui ficar de pé uma hora e meia depois). No final os policiais federais foram até nós e nos parabenizaram dizendo que é essa parceria que a polícia federal precisa (eu não vi essa parte, pois estava “mais pra lá do que pra cá” kkk).

O certame continuava e eu não podia baixar a guarda, vinha ai o teste médico, psicológico etc. Passei a fazer sessões com uma psicóloca para me preparar para o teste. No dia anterior ao teste psicodoido eu não consegui dormir, fui para o teste bem cansado e nervoso, e para piorar aplicaram um teste de memória do ¨$@$&@%, não consegui decorar nada do que pediam!

Finalmente, no dia 09/06/2015, veio o resultado provisório aos “47 do segundo tempo”, eu estava APROVADO EM TODAS AS ETAPAS DA PRIMEIRA FASE!! A alegria era muito grande, na hora da vontade de gritar, chorar etc, mas eu fiquei ali parado, tentando acreditar no que estava vendo e conferindo meu nome seguidas vezes, a ficha não cai! Kkkkkkk

Por fim, gostaria de agradecer aos companheiros do MF que me ajudaram tanto, não vou citar nomes porque não quero esquecer ninguém! E aqui vai uma “dica de estudo” essencial para a minha aprovação: queiram passar, é isso que vai fazer todo o resto surgir, se você realmente quiser passar, tudo vai se encaixar, tudo vai sair com a receita correta.

Continuem estudando, se dedicando intensamente, o tempo passa rápido, parece que foi ontem que comecei a estudar e hoje já estou aqui, comprando o enxoval para o CFP na ANP!

Algum dia vocês dirão: “Não foi fácil, mas CONSEGUI!


E VOCÊ... vai DESISTIR??? 

NUNCA!!!

Estamos Juntos SEMPRE!!!

Forte abraço!

terça-feira, 23 de junho de 2015

MISSÃO FEDERAL!!! Rumo ao sucesso!!!

O segredo do grupo de estudos MISSÃO FEDERAL.... 



"QUANDO A HORA DO CERTAME CHEGAR, O TEMPO DE SE PREPARAR JÁ PASSOU"


Estamos Juntos SEMPRE!!!!

Forte abraço!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

DEPOIMENTO de um VENCEDOR!!!

Olá SNIPERS,

Faz tempo que não passo por aqui.... Como estão os estudos? Lembre-se "Quando a hora do certame chegar, o tempo para se preparar já passou". Espero que estejam com força máxima para o próximo concurso da FEDERAL... Precisamos de pessoas como Você... Com VONTADE DE VENCER!!!
 .
Hoje, em especial, queria colocar um DEPOIMENTO de um integrante do MISSÃO FEDERAL... Opa ex-integrante né.... Agora integrante dos Veteranos do MISSÃO FEDERAL. Com muita dedicação e disciplina venceu a primeira etapa pré-ANP e vai cursar o curso de AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL 2015. Vamos ao depoimento.

Depoimento do integrante do MISSÃO FEDERAL


"Antes de estudar para PF trabalhei como Programador de Sistemas, informática sempre foi minha área. Em 2010/2011 comecei a pensar num sonho antigo, ser policial, comecei a pesquisar melhor as forças policiais e acabei descobrindo no Forum CW muitas coisas sobre a PF, ali decidi que queria aquela carreira, em pouco tempo sabia tudo sobre o concurso... era muita vontade, mas nenhuma experiência, não tinha ideia de como estudar para concursos, afinal, nem a faculdade havia concluído.

Resolvi correr atrás do prejuízo, queria estudar para concurso e fazer a faculdade ao mesmo tempo. Eu já era pai e não conseguiria fazer o curso presencial naquele momento. Me matriculei em um curso EAD de 2 anos, como dizia um professor de cursinho: "tecnólogo de p... nenhuma". Fui conciliando esse curso com algumas matérias básicas de concurso: português, informática, RLM, dir. adm e dir. constitucional, não conseguia estudar muito nessa época. Em 2013 fiz meu primeiro concurso: PMPR. Fui aprovado, bem colocado na minha região, fiz todas etapas e quando fui convocado decidi não assumir. Ainda em 2013, bati na trave no concurso de Escrivão da PF e passei longe no concurso da PRF. 

Depois da prova de Escrivão vi que precisava me dedicar muito mais, montei um cronograma de estudos, queria estudar pelo menos 4h por dia, sem falhar! 

Sempre fui muito metódico, criei meu cronograma como uma agenda no excel, estudava 2 matérias por dia, 1h30 de cada e fazia muitos exercícios. Foi logo nesse início que conheci o Missão Federal, começamos pesado nossa rotina de simulados/exercícios, a parceria era forte, no fim, essas são as únicas pessoas que entendem o que você está passando.

Era difícil estudar, a família apoia, mas quando há algum problema ou a coisa aperta em casa é complicado, você começa a se abalar e a cobrança vem... Durante todo esse tempo eu trabalhei em período integral (ainda estou trabalhando, mas agora de aviso prévio hehehe). Já em 2014, os boatos eram grandes sobre a saída do edital e meu segundo filho estava a caminho, durante muito tempo a minha rotina foi: chegar do trabalho às 19h, dar atenção para esposa e filho, dormir às 22h, acordava as 3h da manhã e estudava até as 7h (horário que saia para trabalhar). Cafeína, pó de guaraná e energético eram refeição. 

Após a autorização do concurso eu endoidei de vez, não estudava só de madrugada, passava grande parte do dia fazendo questões e estudava em qualquer horário que conseguisse, mas sempre seguindo o cronograma de estudos. Minha esposa teve grande "culpa" em minha aprovação, me ajudou muito nessa época, foi uma grande companheira e segurou as pontas em casa, tomava conta de tudo! Três meses antes da prova meu segundo filho nasceu, a alegria foi tremenda, mas eu precisava estudar (na maternidade estava com um livro... louco de pedra), nem preciso dizer o quanto minha esposa foi parceira, mesmo no pós parto ela me ajudava em tudo para que eu pudesse estudar... Nessa época comecei a nadar, natação era meu calo, nadava das 19h as 20h, 3x na semana, junto com um amigo (hoje membro do MF também). 

As atividades no Missão Federal estavam a todo vapor, apertamos o cronograma para que pudéssemos fazer o máximo de simulados até a prova. Esses simulados eram como um emprego: profissionalismo, dedicação e muito comprometimento de todos. 

A ansiedade era tremenda, me sentia muito bem preparado num dia e no outro parecia que não sabia nada. Faltando um mês para a prova meu amigo da natação comentou de um planejamento louco: estudar as matérias básicas todos os dias e mais duas matérias específicas até o dia da prova, gostei da ideia e assim foi meu cronograma de estudos no último mês. Uma semana antes da prova ainda estava desesperado querendo absorver matéria, hoje sei que isso é uma grande besteira, esse é o momento de apenas consolidar tudo que foi aprendido e acreditar em si mesmo.

No dia da prova cheguei bem cedo, todo mundo muito ansioso, portões se abriram, prova na mão e quando abro... BOMBA! Que prova era aquela!? Cade as questões de penal? E esse monte de português? Que tema de redação louco, cade o estudo de caso? Cara... respirei fundo, analisei a prova por uns 5 minutos tentando me acalmar e falava para mim mesmo: vou conseguir, estou preparado, dane-se essas mudanças! Resolvi mudar minha estratégia de prova ali (tremendo erro!), fiz a prova primeiro ao invés da redação, isso quase me custou a redação, o gabarito e por consequência a aprovação, me enrolei com o tempo, pois não estava acostumado a fazer daquela forma. 

Quando saí, o corredor parecia "The Walking Dead", todo mundo com cara de zumbi, pálidos, com cara de "alguém anotou a placa do caminhão?". Eu fui um desses, saí arrasado, pensando "todos esses anos de estudo em vão, não deu...", engraçado que esse sentimento de "não vai dar, mandei mal..." me acompanhou em todas as fases até aqui.

No dia em que resultado da objetiva saiu, não conseguia acreditar, meu nome estava lá! Estava dentro das vagas, bem colocado, meu Deus... era muito mais do que sonhei, estava na empresa e tremia muito, tive que ir para o banheiro ligar para meus pais e minha esposa, para não falar ali na sala perto de todo mundo. Agendei consulta médica para o mesmo dia no período da tarde e fui embora na hora do almoço para comemorar, a tarde aproveitei para pegar as guias dos exames no médico.

No dia do TAF, estava muito nervoso, fazia a natação no limite. Demorou bastante entre uma prova e outra, no vestiário, antes da natação, eu só falava com Deus. Fui para a piscina, me posicionei e pensei "vai do jeito feio mesmo, solta o braço do jeito que for", pulei e não pensei em mais nada a não ser em chegar, a volta foi tensa, o corpo pedia para parar e eu pensava "VAMO CARA@¨#*¨!!!", toquei a borda e o fiscal disse: 39 segundos. Nem acreditei! Para mim aquele tempo era o melhor do mundo hahaha... Obrigado meu Deus!

O exame médico foi "tranquilo", fora a ansiedade é o procedimento de sempre, prestar atenção nos detalhes dos exames e boa... O psicotécnico foi mais complicado, deixou todo mundo desesperado, a única certeza é não ter certeza de nada. Passei a semana pós psicotécnico muito mal, meu Deus, orei muito, não conseguia trabalhar, tentava acreditar que iria dar certo.

O dia do resultado final (provisório) chegou, nem fui trabalhar, não tinha condições de ficar na empresa, meu coração parecia que iria sair pra fora. Esperei o dia todo e nada do resultado, 18:30 já estava no sofá, tinha desistido de consultar o resultado, 18:50 o site do cespe foi atualizado, corri para o computador, cliquei no link com as mãos tremendo e quando digitei meu nome na busca, meu Deus... mais uma vez eu não acreditava, passei em tudo! Desabei no chão ajoelhado, chorando, minha esposa veio se juntar ao choro e me abraçou, meu filho mais velho não entendia nada, ele que tanto dizia aos coleguinhas que o pai era policial... agora, finalmente, isso iria se realizar (se Deus quiser). Avisei meus pais e a galera do MF, minha mãe não sabia se chorava de alegria pela realização do meu sonho ou de aperto no coração por ter o filho e os netos longe por um período kkkkk... faz parte.

Enfim galera, é clichê, eu sei, mas é essencial dizer: nunca desistam! Por maiores que sejam as dificuldades, seja o que for, mantenham o foco em seus sonhos. Eu ouvi muita gente dizendo que isso era muito difícil, que a profissão não é para mim (quem pode decidir isso senão eu mesmo?), ouvi do meu chefe, quando comecei a estudar, que concurso era "carta marcada", balela! Tive o maior prazer de pedir demissão a ele e dizer: Lembra do concurso? PASSEI, VOU SER FEDERAL!!!

Aproveitem ao máximo o grupo Missão Federal, é IMPRESCINDÍVEL para a aprovação, não tenho nenhuma dúvida disso. Sem falar nas amizades que são feitas nesse grupo, de coração, há pessoas no grupo (não citarei nomes) que considero como IRMÃOS, pessoas da melhor qualidade e que me ajudaram demais nessa jornada, são pessoas que entendem o que você está passando, isso faz MUITA diferença.

Para fechar, uma mensagem que eu guardei comigo todos esses anos de estudo e que ouvi em um dos muitos vídeos motivacionais que assistia (sobre a PF, claro, hehehe):


"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá." - Ayrton Senna."




E VOCÊ... vai DESISTIR??? 

NUNCA!!!

Estamos Juntos SEMPRE!!!

Forte abraço!

domingo, 17 de maio de 2015

HOMENAGEM AO AGENTE FEDERAL MARIO DE ALMEIDA MATTOS

NOTA DE FALECIMENTO

 "E, se necessário, com o sacrifício da própria vida..."
(Trecho do Juramento do Policial Federal)



Morreu na madrugada do último sábado, 16, o Policial Federal MARIO DE ALMEIDA MATTOS, após intenso confronto com uma quadrilha que se articulava para roubar aviões em um aeroclube, às margens da rodovia MT-140, no município de Sinop, Mato Grosso, distante aproximadamente 500 km da capital, Cuiabá. 

Segundo Agentes Federais lotados no município de Sinop, havia informações de que os criminosos se preparavam para roubar dois aviões no local. Essas aeronaves seriam utilizadas por narcotraficantes bolivianos para o transporte de drogas para o Brasil. 

Ao chegarem ao local para interceptar a quadrilha e impedir o roubo, os Policiais Federais se depararam com cerca de 06 assaltantes fortemente armados com armas longas, e iniciou-se um intenso tiroteio. O Agente Federal Mário Henrique foi atingido por um dos disparos na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. 

Diversas equipes da Polícia Federal, dentre elas o Comando de Operações Táticas (COT) e o Grupo de Pronta Intervenção (GPI) de Mato Grosso, estão na região com o objetivo de localizar e prender todos os integrantes da quadrilha. A Polícia Militar do Mato Grosso e outras forças de segurança também estão apoiando as buscas. 

O Agente Federal Mário tinha 33 anos e era natural do Rio de Janeiro, mas morava em Brasília. Trabalhou na Polícia Militar do Distrito Federal por aproximadamente 08 anos. Entrou para o Departamento de Polícia Federal através do concurso público de 2013. Era casado e não tinha filhos. Morreu a serviço do nosso país. 

O Grupo de Estudos Missão Federal presta esta pequena homenagem ao guerreiro que morreu no cumprimento do seu dever e honrou a sua profissão com o espírito de coragem e bravura que somente os verdadeiros heróis têm. 

A Polícia Federal do Brasil está de luto




Autor: EPF BRAVO SIX

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FAN PAGE DO MISSAO FEDERAL NO FACEBOOK

Concurseiros, estamos também no Facebook. Acessem a nossa Fan Page em https://www.facebook.com/MissaoFederalMF, e curtam a página, para que possam receber as atualizações também por lá!


sexta-feira, 1 de maio de 2015

RECRUTAMENTO DE NOVOS SNIPERS


Estamos recrutando novos membros para o Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL

Se você está estudando para a área policial, com foco maior na Polícia Federal ou na Polícia Rodoviária Federal, envie um email para grupomissaofederalmf@gmail.com, com as informações abaixo, e aguarde o nosso contato.

- Nome completo, data de nascimento e CPF
- Cidade onde nasceu, e cidade onde reside atualmente
- Qual a formação universitária possui (curso e universidade)
- Há quanto tempo está estudando para carreiras policiais
- Quais concursos já prestou, e quais os resultados obtidos até então
- Quais as matérias mais fortes e as mais fracas
- Onde trabalha atualmente (se aplicável)
- O que busca exatamente no grupo Missão Federal

- Como acha que pode agregar valor e contribuir com o grupo

BONS ESTUDOS!

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Segredo do sucesso, MISSÃO FEDERAL!!!

Todos ficam perguntando o segredo do sucesso do grupo de estudos MISSÃO FEDERAL.... Aí está a resposta!!!!


"QUANDO A HORA DO CERTAME CHEGAR, O TEMPO PARA SE PREPARAR JÁ PASSOU"





Estamos Juntos SEMPRE!!!!

Forte abraço!!!

domingo, 1 de março de 2015

Vídeo Motivacional!!! - Próximos concursos DEPEN, EPF e PRF

Olá snipers,

Após um final de ano maravilhoso com a família e um excelente carnaval de diversão, além disso com a autorização do concurso para o DEPEN mais as expectativas de concursos para a Polícia Federal e para a Polícia Rodoviária Federal, já está mais do que na hora de voltarmos aos estudos.

Não deixe para estudar em cima da hora, se prepare, o tempo passa rápido, logo perceberá que a autorização saiu, o edital já passou e já chegou o dia da prova. Já faz mais de 02 meses da última prova da Polícia Federal. Nem parece né... por isso... O tempo passa rápido.

Esse vídeo, o qual eu gosto bastante, vai para os snipers que, quando o cansaço bater, tome um café, dois se for necessário, mas continue em frente!!!



NUNCA DESISTA DO SEU SONHO!!!

Estamos Juntos SEMPRE!!

Forte abraço e bons estudos!





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PARABÉNS AOS APROVADOS NO TAF - CONCURSO DE AGENTE DE POLICIA FEDERAL 2014

O BLOG Missão Federal parabeniza a todos que obtiveram sucesso no TAF (Teste de Aptidão Física) realizado ontem em todo o Brasil, segunda etapa eliminatória do concurso para Agente de Polícia Federal, iniciado no ano de 2014.

Pra quem passou, hora de comemorar, mas com moderação. Não se esqueçam que vocês estão fazendo uma bateria de exames médicos para aferir a saúde, e que um descuido na alimentação e no álcool pode acarretar em desvio de normalidade de exames de sangue, por exemplo. 

Também considero ser importante descansar durante essa semana, mas voltar aos treinos já na semana que vem, a fim de não deixar cair o rendimento -- lembrem-se também que em agosto vocês estarão na ANP, e que há 3 (três) TAFs ainda por vir, onde o condicionamento físico ruim pode fazer a diferença para uma reprovação, ou mesmo uma classificação indesejada (o que pode levar a uma lotação ruim).

E, finalmente, pra quem por acaso não obteve sucesso desta vez, hora de refletir... Será que o balanceamento entre estudo e treinamento físico foi adequado? A alimentação foi apropriada? Houve orientação de um profissional de educação física? A parte psicológica estava em dia? Foram realizados simulados da prova? 

Enfim, uma série de perguntas devem ser colocadas e respondidas, para que um problema desta natureza não volte a ocorrer no futuro. É muito chato chegar até aqui e morrer na praia, mas ACONTECE. Já aconteceu inclusive com ex-integrantes do MF, que conseguiram aprender com seus próprios erros e se superar. É essa reflexão que você tem que fazer.

No mais, boa preparação para o teste psicológico, que ocorrerá daqui a cerca de 2 (dois)  meses. Sugiro fortemente a leitura deste post, e que as dúvidas sejam postadas nos comentários. Link: http://blogmissaofederal.blogspot.com.br/2013/12/avaliacao-psicologica-em-concurso.html


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

DA CERTEZA DE ELIMINAÇÃO A UMA POSSÍVEL APROVAÇÃO




Olá, pessoal!

Nunca postei antes no blog do Missão Federal pois nunca fui muito de escrever. Mas, com a proximidade da divulgação do gabarito definitivo da prova de Agente de Polícia Federal 2014, sinto-me na obrigação de compartilhar a minha experiência pessoal no concurso de Escrivão de Polícia Federal de 2013. Antes, para contextualizar, falarei um pouco sobre a minha experiência em concurso público. Tentarei ser breve, para o texto não ficar muito longo.


Comecei a estudar para concurso em 2004 quando tentei, sem sucesso, aprovação para a carreira de Oficial da Polícia Militar. Tentei por dois anos, fiz duas vezes e fui reprovado nas duas tentativas, por muito pouco. A prova do CFO (na minha primeira tentativa) foi no final de 2004 e, antes dessa prova, me inscrevi e fiz o  primeiro concurso público da minha vida: Polícia Federal. Fui reprovado e não cheguei nem perto.


Em seguida, comecei a tentar a carreira de Agente de Polícia Civil, enquanto aguardava a abertura de novos concursos da Polícia Federal e Rodoviária Federal. Consegui ingressar na Polícia Civil, mas continuei estudando para a PF e PRF, pois era o que eu realmente queria. Fiz PRF a primeira vez acho que em 2008 (aquele concurso PA/MT) e, dessa vez, não fui para a segunda fase por menos de um ponto. Se tivesse feito esse ponto a mais hoje possivelmente eu seria PRF, pois naquele concurso chamaram todos os aprovados. Depois fiz novamente PRF em 2009 (banca FUNRIO) e dessa vez eu não tive nem o gostinho de "quase". Fui reprovado pela segunda vez na PRF, em cerca de um ano.


Entre esses dois concursos da PRF, apareceu o concurso do DEPEN em 2009. Não era bem o meu foco, mas resolvi tentar. Dessa vez, a sorte estava ao meu lado e consegui ser aprovado. Digo "sorte" porque eu nem estudei tanto para o DEPEN, passei fora das vagas iniciais (eram 600 vagas). Fui chegando perto com as eliminações nas outras fases e... deu certo, consegui ficar dentro do limite de vagas ao final das etapas. 


Assumi o cargo de Agente Penitenciário Federal em 2010. Confesso que dei uma acomodada, pois comecei a me perguntar se valeria a pena trocar o DEPEN pela PF ou PRF, uma vez que as remunerações são semelhantes e eu já estava morando bem perto de casa. Passei uns dois anos e meio sem estudar para concurso. Parado total. Entretanto, por motivos que não valem a pena explicar aqui, decidi que o melhor seria sair do DEPEN. E voltei a tentar  entrar na carreira da PF e PRF. Em 2012 me inscrevi no concurso da Polícia Federal. Era a minha segunda tentativa de ingressar nos quadros da Polícia Federal do Brasil.


Estava há mais de dois anos sem estudar para concurso público. Estudei para a prova de Agente da Polícia Federal 2012 e, pela segunda vez na vida, fui reprovado com sobras na PF. Poderia ter parado de estudar e desistido de entrar na PF ou PRF, porque afinal de contas eu já ganhava quase a mesma coisa no DEPEN, porque eu já era servidor público federal, porque eu já morava perto de casa... enfim, eu poderia ter desistido de estudar para PF e PRF. Teria um milhão de "porques" para explicar a minha desistência. Mas continuei estudando para os concursos da PF e PRF que viriam em 2013, no que seria a minha QUARTA tentativa de ingressar em um dos dois órgãos.


No final do ano de 2012 estava navegando no site do Forum Correio Web e vi uma mensagem de um indivíduo que perguntava quem gostaria de participar de um "grupo de estudos virtual". Achei a ideia estranha e até engraçada. Afinal de contas, como funcionava um grupo de estudos virtual? Sempre havia estudado sozinho para concursos. Resolvi mandar um e-mail para o sujeito para saber do que se tratava e foi ai que eu conheci o Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL, no final de 2012, início de 2013.


Iniciamos os estudos juntos, com a metodolodia de simulados e "tira dúvidas" via e-mail e whatsapp. Quem fez a prova de Escrivão da PF e de Policial Rodoviário Federal em 2013 sabe que as datas das provas eram bem próximas, então a estratégia mais plausível seria "priorizar" um dos dois certames, PF ou PRF. Eu, por motivos pessoais, resolvi dar prioridade ao concurso de Escrivão da PF. Estudei aquelas matérias que eu nunca havia tido muito contato, Arquivologia, AFO, etc. A prova da PF foi em Julho/2013 e a da PRF em Agosto/2013. Cerca de 20 dias de diferença.

Agora vem a parte que acho mais interessante dessa história...

Fiz a prova da PF e, quando saiu o gabarito do curso preparatório ALFACON (extraoficial) eu havia ficado com apenas 58 pontos. Me senti fora do concurso. Os colegas do Missão Federal pediram para eu ter CALMA e aguardar o gabarito preliminar, pois esses extraoficiais sempre eram cheios de erros. Ok, aguardei ansiosamente e, quando saiu o gabarito PRELIMINAR... que maravilha! Eu havia descido para 54 pontos. Senti-me FORA do concurso da PF, seria a minha terceira reprovação. Mas, tudo bem. Ainda havia a prova da PRF para eu tentar. Parei de treinar a parte física (sim, antes da prova eu já treinava para o TAF) e me foquei na PRF. Fiz uma excelente prova no concurso da PRF e creio que fiquei entre os 200 primeiros (eram 1.000 vagas).


Na época que foi sair o gabarito definitivo da PF, lembro que este ia sair no outro dia pela manhã e, à noite, o grupo do MF no Whatsapp estava bombando, com toda a rapaziada ansiosa. Menos eu. Para mim, o concurso PF 2013 já havia se encerrado, pois eu não acreditava que alguém com 54 pontos poderia chegar a ir para as demais fases. No outro dia pela manhã, acordei meio tarde e peguei o celular para dar uma olhada nas mensagens do grupo Missão Federal do Whatsapp, para parabenizar quem havia sido aprovado. Dentre os diálogos, vi o seguinte:


- "E o FULANO?" (se referindo a mim)
- "O nome dele é FULANO DE TAL? Se for, ele passou."


Eu não acreditei que eu tivesse conseguido passar! Abri o site do CESPE e confirmei o que parecia impossível: eu estava na segunda fase de um concurso da Polícia Federal! Fiquei aguardando a galera do Correio Web montar o ranking extraoficial e, quando este saiu, a euforia rapidamente passou: eu estava classificado em 800 e tanto lugar, para um concurso de 350 vagas (dentre as quais havia ainda as vagas para os PNEs). Ainda assim fiquei feliz, porque pelo menos eu ia fazer as outras fases, o que me iria ajudar nas demais etapas da PRF, onde eu estava aprovado dentro das vagas.


Na verdade, a nota de corte foi 71 pontos e eu havia ficado com 72 no definitivo. Isso mesmo. De 54 pontos no preliminar, eu passei para 72 pontos ou 71 no definitivo, não lembro ao certo. Sei que ganhei pontos em quase todas as anulações. Na redação, eu entrei com recurso para tentar melhorar minha nota. Havia ficado com uma nota relativamente baixa. Fiz um recurso sozinho, na minha casa, faltando menos de 30 minutos para encerrar o prazo de recurso da redação. Com esse recurso, consegui ganhar mais alguns pontos, o que me fez subir mais de 200 posições.


Agora eu estava me sentindo mais ou menos "na briga" porque, embora continuasse fora das vagas, eu passei a ter chances, pois ainda faltava TAF, psicotécnico, exame médico, investigação social e ainda os desistentes que iriam optar pela PRF e outros concursos daquele ano. Quando terminaram as fases, eu havia ficado umas 15 colocações fora das vagas. Iria ter que aguardar uma eventual "segunda chamada" para a Academia Nacional de Polícia. E foi o que aconteceu em 31 de janeiro de 2014, quando recebi a famosa ligação da ANP, quando eles perguntaram se eu tinha "interesse" em me matricular no Curso de Formação. Podem acreditar, eu tinha muito interesse!! 


Poderia ainda ter ido para Florianópolis/SC, para me tornar Policial Rodoviário Federal, pois passei em todas as fases e fui convocado para a ANPRF. Mas, como disse antes, por motivos pessoais, acabei optando pela carreira Policial Federal. Na ANP consegui ir bem nas provas, estudei bastante lá, me concentrei nos estudos e terminei o concurso aproximadamente entre os 80 primeiros,  o que me fez ir para uma lotação que considero boa, relativamente próximo de casa.


Em síntese, o que gostaria de dizer para você, que leu esse texto até agora, que eu sou hoje Policial Federal, fui Agente Penitenciário Federal e fui, também, Agente de Polícia Civil. Essa são as minhas principais aprovações. Mas, antes disso, fui reprovado duas vezes na Polícia Federal, reprovado duas vezes na Polícia Rodoviária Federal e mais duas vezes reprovados no CFO. Somando-se todos os concursos da PF e PRF que fiz, foram 6. Fui reprovado o dobro das vezes que fui aprovado


Espero ter ajudado um pouco a ansiedade de todos, contando um pouco da minha história de vida. Já havia lido antes a história de várias pessoas que passaram em concursos. Essa foi a minha. Se você mantiver o foco, a disciplina, a persistência e tiver fé, com toda certeza um dia a sua aprovação na PF ou PRF (ou no concurso que você almeja) também chegará.


Desejo, sinceramente, boa sorte a todos!


Forte abraço!

AUTOR: BRAVO SIX (MISSÃO FEDERAL)