quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

COACHING - Estudo pelo Ciclo

Olá amigos concurseiros da Área Policial, e também outros concurseiros de outros cargos e áreas de atuação

Hoje a postagem será para todos vocês, porque falaremos a respeito uma técnica de estudo que é a mais importante de todas, é a base para qualquer planejamento de estudos de longo prazo e de sucesso. Trata-se do Método de Estudo pelo CICLO.

Como o nome mesmo já diz, o funcionamento desta técnica se baseia na CICLAGEM (repetição) de uma sequência fixa de atividades. No estudo pelo ciclo, o aluno basicamente tem que:

1) Ciclar as disciplinas, e;
2) Ciclar os tópicos que há dentro das disciplinas.

Uma ressalva: nosso objetivo aqui NÃO é o de explicar tecnicamente como montar o seu ciclo, mas sim o de explicar os conceitos básicos por trás desta técnica, para que você saiba como utilizar o ciclo para estudar

Em suma, após ler este texto você será capaz de compreender o que é o ciclo, e saberá como utilizá-lo.

Mas você deve estar se perguntando: como vou aplicar a técnica do ciclo de estudos, se não vou aprender a montar o ciclo?

Bem, a montagem do ciclo requer conhecimento prévio em uma série de conceitos que envolvem: o nivelamento de disciplinas (que comentamos numa postagem recente aqui do BLOG), o sequenciamento ideal e alternado de disciplinas, dentre outros. 

Você pode até aprender a montar seu ciclo por conta própria, o que é bastante salutar, mas se não quiser perder tempo com isso, procure a ajuda de um COACH. Caso queira aprender a montar o ciclo, existem diversas bibliografias, até mesmo gratuitas, na internet. No momento não vamos falar sobre isso, mas quem sabe futuramente? :)

Bem, vamos começar falando das disciplinas. Essa parte também é legal de entender.

Quando você decidir em qual cargo e qual instituição vai querer focar, você provavelmente terá lido o edital do último concurso que teve pra esse cargo. No caso da Polícia Federal, a banca que realiza os concursos normalmente é o CESPE. No site do CESPE tem os editais anteriores. O último concurso que teve para a PF foi o de Agente de Polícia Federal 2014. Acesse a página do CESPE e baixe o último edital: http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_14_AGENTE/

No edital existe um ANEXO I que contém as disciplinas que são escopo da prova, e todos os tópicos dentro de cada disciplina. 

Então, repare que já definimos até aqui dois conceitos: DISCIPLINAS (ou matérias, como queira chamar) e TÓPICOS (que são os assuntos que existem dentro de cada disciplina).

Exemplo: existe uma DISCIPLINA chamada "ATUALIDADES", e dentro dela, existem os seguintes TÓPICOS: "Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como segurança, transportes, política, economia, sociedade, educação, saúde, cultura, tecnologia, energia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável e ecologia."

Mas os tópicos de cada disciplina não podem ser tratados como um bloco único de informação. É necessário separar os tópicos, como se fossem itens independentes. Algumas pessoas chamam a técnica de fazer isso de "verticalizar o edital", ou seja, transformar cada tópico em uma linha de texto distinta. Assim, ao fazer isso, você terá cada disciplina como se fosse um conjunto de tópicos, que são separados cada um numa linha (quando verticalizados).

Veja um exemplo da disciplina Atualidades verticalizada:

1) ATUALIDADES Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como:
a) segurança, 
b) transportes, 
c) política, 
d) economia, 
e) sociedade, 
f) educação, 
g) saúde, 
h) cultura, 
i) tecnologia, 
j) energia, 
k) relações internacionais, 
l) desenvolvimento sustentável e 
m) ecologia.

Agora que já entendemos o que são as disciplinas, e que estas são compostas de vários tópicos, vamos seguir em frente na explicação.

Como já dissemos, existe uma postagem passada aqui no nosso BLOG que trata sobre a questão do NIVELAMENTO das disciplinas, ou seja, qual a quantidade de esforço vai despender em cada disciplina ao longo do tempo, pois existem nuances em cada uma delas que devem ser consideradas. 

Ou seja, fazer o nivelamento das disciplinas é simplesmente pegar o seu tempo total disponível para estudo e dividir esse tempo pelas disciplinas, de acordo com alguns critérios de peso.

Uma analogia que eu sempre utilizo com meus alunos (Coachees) é: imagine que seu tempo disponível para estudar seja uma TORTA, e que você não tem como aplicar fermento infinitamente nessa torta para que ela cresça, ou seja, ela tem um tamanho FIXO e LIMITADO, e você NÃO é capaz de expandir esse tamanho pra sempre. 

Mais uma ressalva: é claro que existem técnicas de organização pessoal e planejamento e gestão que tornam possível aumentar um pouco o tamanho desta torta, no entanto, como disse, não é possível aumentá-la "infinitamente".

Disto isto, a única coisa que lhe resta então é ter sabedoria para "definir e cortar as fatias desta torta" da melhor maneira possível, de maneira a direcionar seus esforços no sentido de garantir a melhor aplicação possível do seu tempo para que você aprenda essas disciplinas de forma equilibrada, para chegar no dia da prova sabendo todas elas de forma mais ou menos similar.

Esse foi o primeiro conceito, qual seja, o de definir o tamanho de cada fatia da sua "torta de tempo", ou o tempo que você vai investir com cada disciplina em cada ciclo. 

É como se a torta inteira fosse o seu ciclo, e cada fatia da torta (que corresponde a cada disciplina) fosse o tempo a ser gasto em cada disciplina. 


O método de divisão da torta em fatias não é simplesmente um método de organização de tempo propriamente dito, e sim uma técnica de estudo. Esse método não vai fazer com que você estude mais tempo absoluto no total, mas sim que siga uma regra fixa para que estude uma proporção definida para cada matéria, e numa sequência supostamente "agradável" (ou minimamente chata/cansativa) para seu cérebro.

Depois que você consiga dividir seu tempo na proporção ideal em cada disciplina (ou que o seu COACH defina para você o tempo de cada disciplina), é hora de estabelecer uma sequencia para as disciplinas.

Esta parte pode parecer besteira, mas é igualmente importante. Isso porque o aluno deve procurar alternar, na sua sequência do ciclo, disciplinas mais de humanas com disciplinas mais de exatas, e também separar os assuntosO ideal, para você não cansar muito seu cérebro é alternar disciplinas de diferentes tipos.

Bem, então até agora você aprendeu que tem que se definir o tamanho de cada fatia, e a sequencia das fatias (disciplinas). 

Mas há um problema que pode ocorrer. Caso uma matéria tenha uma quantidade de horas alocada muito grande, pode ser que seja necessário quebrar essa fatia em várias fatias menores

Desta maneira, pode ser que no seu ciclo algumas disciplinas apareçam mais de uma vez. Isso é normal, e faz parte da montagem do ciclo. Quando isso acontecer, provavelmente foi porque aquela disciplina estava com uma fatia muito grande de tempo, e precisou ser dividida em fatias menores.

Então, quando você receber o seu ciclo montado (ou quando for montá-lo por sua conta), poderá reparar que ele tem um sequenciamento de disciplinas, e um tempo alocado para cada disciplina. E conforme foi dito acima, pode ser que algumas disciplinas apareçam mais de uma vez no ciclo.

Agora vamos entender uma outra coisa. Além do MACRO CICLO que existe entre as disciplinas, há um MICRO CICLO que ocorre nos tópicos dentro de cada disciplina. Estes dois ciclos giram independentemente um do outro.

Eu costumo dizer que existe um "macro ponteiro" que indica qual a próxima disciplina a ser estudada (no macro ciclo), e também existe um "micro ponteiro" dentro de cada disciplina que marca qual o próximo tópico dentro daquela disciplina a ser estudado (micro ciclo). 

Logo, existe apenas um macro ponteiro do ciclo das disciplinas, e existem tantos micro ponteiros quantos forem as disciplinas, quais sejam, marcando cada um o próximo tópico a ser estudado dentro de sua disciplina.

O macro ponteiro sempre marcará a próxima disciplina a ser estudada, e os micro ponteiros sempre marcarão os próximos tópicos dentro de cada disciplinas a serem estudados

Sempre que você terminar de estudar uma disciplina, avance o ponteiro para a próxima disciplina a ser estudada. Da mesma forma, toda vez que terminar de estudar um tópico dentro de uma determinada disciplina, avance o ponteiro para o próximo tópico a ser estudado dentro daquela disciplina.

E agora que o ciclo está montado, e você está com ele em mãos, como deve ser utilizadoExistem algumas regrinhas bem simples e básicas a serem seguidas para que o estudo pelo ciclo surte o efeito desejado no longo prazo. Estas são as regras a serem seguidas:

1) Como regra geral, estude as disciplinas na sequência que aparecem para você no ciclo. Não "pule" nenhuma disciplina, mesmo que volte depois (outro dia ou outra hora) para estudá-la. Isto evita que você burle a sequência ideal que foi definida, e que acabe estudando ao seu gosto. Quando você burla a sequência, você ignora toda a lógica do ciclo, e na verdade está estudando a matéria que bem entender. Existem exceções para esta regra? SIM. Quer ver um exemplo? Um antigo aluno meu estava com um parente internado no hospital, e lá permanecia muitas horas por dia, e queria aproveitar este tempo para estudar; só que lá não tinha internet WI-FI; e algumas matérias que ele estudava eram através de video-aulas online, que dependiam de conexão com a internet; porém outras matérias ele estudava pelo livro, sem necessidade de internet; o que ele fez foi que nos dias que ele estava no hospital ele estudava as matérias que eram aprendidas através do livro, e deixava para estudar em casa as matérias que precisavam da internet, independentemente da ordem que vinha no ciclo. Neste exemplo que eu dei, o que ele não podia fazer era encerrar o ciclo com matérias ainda pendentes (sem estudar). Caso ele fizesse isso, estaria desequilibrando todo o planejamento que o Coach havia feito para ele. Então, para passar para o próximo ciclo, ele precisava necessariamente estudar 100% das horas alocadas para todas as disciplinas. Essa regra não poderia ser quebrada.

2) Também como regra geral, siga estritamente o tempo alocado para cada disciplina. Se no ciclo aparecer para você "90 minutos" para determinada disciplina, programe-se e marque seu tempo para estudar durante esses 90 minutos, sem mais nem menos. Há exceções? SIM! É óbvio que tem que existir um bom senso... se você está assistindo uma vídeo-aula, por exemplo, e faltam 10 minutos para o fim do vídeo, só que você já estourou o tempo de estudo daquela disciplina, não há problema algum em terminar de assistir esse vídeo até o fim, e no final das contas ter estudado 100 minutos ao invés de 90 minutos. O que você pode fazer é, quando for estudar esta disciplina de novo, da próxima vez, é estudar 80 minutos ao invés de 90 minutos, para compensar os 10 minutos que estudou a mais da última vez. Esses pequenos ajustes podem ser feitos pontualmente, sem exagerar muito. Claro que se seu ciclo diz para estudar 90 minutos, não vá estudar 300 minutos daquela disciplina, porque aí neste caso passou muito do tempo. Nem estude muito tempo a menos. Procure se orientar pelo tempo previsto no ciclo e se programar para estudar mais ou menos aquela quantidade, sem muito menos, nem muito mais. Use o seu bom senso.

3) Estude, a cada dia, quantas disciplinas conseguir, dentro do seu tempo disponível. Não há limitação da quantidade de disciplinas que estudará por dia. Quanto mais tempo e disposição tiver, mais disciplinas estudará. O ponteiro sempre marcará a próxima disciplina a ser estudada. Ao terminar o tempo de estudo alocado a uma disciplina, vá para a próxima, e assim por diante. E vá estudando disciplina por disciplina até seu dia acabar. Essa é mais uma das vantagens do método do ciclo, porque ao não impor dia fixo para cada disciplina, faz com que você aproveite mais um dia que estiver com muita disposição para estudar, porque você poderá estudar quantas disciplinas conseguir (obviamente seguindo o tempo alocado de cada uma e seguindo também a sequencia definida).

4) De forma análoga, não há número mínimo de disciplinas a serem estudadas por dia. Se você tiver tido algum problema e não puder estudar NADA em determinado dia, você NÃO avança o ponteiro das disciplinas para a próxima, pois afinal, você NÃO estudou naquele dia. Neste caso, o ponteiro permanece PARADO, até o dia em que você estudar aquela disciplina da vez, quando então avançará o ponteiro para a próxima disciplina.

5) No estudo pelo ciclo também NÃO existe dia fixo para cada disciplina, pois você sempre estudará "a próxima disciplina" que aparecer na lista, ou seja, onde seu ponteiro estiver marcando. Isso evita que as pessoas escolham o que estudar de acordo com a afinidade da matéria. Quando o aluno não segue o ciclo, ele acaba fazendo "corpo mole" no dia de estudar as matérias difíceis e chatas, e acaba "dando um gás" no dia de estudar as matéria mais fáceis ou que tem mais afinidade. Isso é muito maléfico, pois acaba por aumentar o abismo de conhecimento e proficiência que já existe entre as disciplinas. Ao passo que ao estudar pelo ciclo o aluno é OBRIGADO a seguir aquela sequência e aquela divisão do tempo para cada disciplina, não podendo burlar a regra, ou seja, sem poder estudar menos tempo que o previsto ou então pular as matérias que odeia, e sem poder deixar de estudar as matérias chatas. É por isso que nos primeiros itens aqui das regras eu mencionei que a sequência e o tempo de cada disciplina devem ser seguidos à risca, salvo em caso de exceção, e sempre com uso de bom senso. Se você perceber que está usando as exceções para burlar a regra do ciclo, você estará sabotando a si mesmo, e consequentemente reduzindo suas chances de passar no concurso público que tanto almeja. Pense nisso.

6) Quando for estudar determinada disciplina, verifique em qual tópico está marcando o micro ponteiro, e estude este tópico. Ao esgotar o estudo deste tópico, caso tenha sobrado tempo daquela disciplina, passe para o próximo tópico, e assim por diante, até completar o tempo de estudo alocado para aquela disciplina. Quando o tempo daquela disciplina tiver acabado, deixe o ponteiro marcando o próximo tópico a ser estudado da próxima vez que for estudar aquela disciplina, e avance o estudo para a próxima disciplina, seguindo a mesma regra. E assim por diante.

O objetivo do estudo pelo ciclo é CICLAR -- Ciclar as disciplinas e ciclar os tópicos. Quanto mais você ciclar, melhor. Os estudiosos da área de memorização dizem que a repetição é uma das coisas que fazem com que a gente aprenda. Então, dirija seus esforços no sentido de ciclar o edital inteiro do seu concurso, passando por todos os tópicos, de todas as disciplinas, quantas vezes conseguir, quanto mais vezes melhor.

Aqui cabe mais uma ressalva, sobretudo para quem leva tudo ao pé da letra: também não é interessante avançar tão rápido por cada tópico de cada disciplina de forma que o aprendizado seja superficial. Isto não pode acontecer. O aprendizado tem que ter um nível de profundidade mínima. Você deve equalizar velocidade com profundidade. Mas também não pode ser tão profundo que o torne lento demais. O ideal é atingir um meio termo. Nem tão rápido, nem tão devagar. Nem tão superficial, nem tão profundo. 

Veja: de nada adianta ciclar 100 vezes o edital fazendo uma leitura dinâmica absurdamente rápida que não te permita compreender a lógica das coisas, que não dê tempo de fazer um bom resumo, que não dê tempo de fazer questões para fixar o conteúdo, etc. Por outro lado, também de nada adianta demorar 5 anos para ciclar o edital pela primeira vez, porque aí você perde o TIMING do próximo concurso. 

Na minha concepção, o tempo ideal é entre 9 e 12 meses para se conseguir ciclar o edital da PF por inteiro. Claro que isso vai variar em razão da quantidade de horas líquidas que você consegue estudar, mas enfim, esse prazo me parece bem razoável para o concurseiro médio. 

Um prazo de 3 meses para conseguir ciclar um edital do tamanho do da Polícia Federal é um absurdo (muito rápido e provavelmente sem qualidade). Um prazo de 2 anos também é muito dilatado, e pode fazer com que você não consiga estudar tudo o que deve a tempo do próximo concurso. Adote uma meta que seja compatível com seu tempo de estudo, a velocidade com que você aprende, memoriza, fixa e treina.

Bem, isto era o que tínhamos para falar, pelo menos neste primeiro momento, sobre como utilizar o ciclo para estudar. Não deixe de complementar esta leitura com outras fontes de informação. Existem muitos artigos gratuitos em PDF, livros não tão caros sobre o tema, e outros BLOGS sobre concursos que abordam essa questão. Vale a pena você obter diferentes pontos de vista sobre o mesmo assim. Nenhum tema pode ser esgotado com apenas uma postagem, então, pesquise, aprenda, se informe. Quanto mais técnicas de estudo e ferramentas de planejamento, organização e gestão você aprender, melhor para você.

Esperamos que tenham gostado desta postagem. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

E para maior aprofundamento no tema e maiores informações sobre COACHING (processo de preparação para concursos públicos da área policial), entre em contato com os Professores (Coaches) do Grupo Missão Federal através da Fan Page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 


Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que seja feito em sua integralidade e sem supressões, adaptações ou alterações, desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como citada a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que torna-se parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Como ajustar seu Plano de Estudos - Nivelamento das Disciplinas

Amigos Concurseiros da Área Policial, hoje falaremos sobre um tema que é importante no planejamento do seu estudo; abordaremos sobre o nivelamento das disciplinas


Obviamente que não trataremos o tema num nível de detalhe muito profundo, pois este merece ser tratado individualmente, e sob um contexto de um Programa de Coaching.

Além disto, antes de começar o assunto propriamente dito, é pré-requisito para compreender o artigo conhecer a técnica de ESTUDO PELO CICLO. Já abordamos diversas vezes esta expressão aqui no BLOG, mas como já existe farto material gratuito e completo sobre o assunto na internet, não será necessário falar sobre ele aqui no BLOG, ao menos por ora. Recomendamos fortemente os textos gratuitos (PDF) e os livros do escritor Alexandre Meirelles, que foi nossa fonte de inspiração de estudo por muito tempo, e por quem somos eternamente agradecidos por estarmos hoje em dia dentro da Polícia Federal, onde um dia você também poderá estar.

Mas então, vamos ao tema. 

O que é o nivelamento de disciplinas, e pra que serve? Qual o seu intuito?

"Nivelar as disciplinas", segundo nossa metodologia de Coaching Missão Federal, significa "tomar as ações necessárias para que todas as disciplinas do escopo do concurso público almejado pelo aluno estejam no mais próximo nível de conhecimento e proficiência quanto seja possível, à época prevista da prova que vai prestar, consideradas as peculiaridades de cada uma delas". Isso resume bem o que é esse conceito.

Então, quais aspectos basicamente devem ser considerados para que esse objetivo seja atingido? Vejamos, para fazer isto, temos que:

1) Considerar todas as disciplinas. Não podemos deixar nenhuma disciplina de fora. Mesmo as disciplinas "menos importantes" precisam ser consideradas. Tenha em mente que uma disciplina que foi pouco importante na última prova pode ter sua importância aumentada na próxima prova. E quando eu digo "importância", estou me referindo à quantidade de pontos em jogo na prova. Matérias que costumam ser deixadas em segundo plano pelos alunos, no estudo pro Concurso de Escrivão ou de Agente da Polícia Federal são: Administração e AFO.

2) Considerar o tempo que supostamente falta até o dia da prova. Nessa parte aqui, a gente tem que ser sempre bem conservador (ou melhor, pessimista mesmo), ou seja, sempre considerar que a prova virá o mais cedo possível. O ideal é considerar um horizonte de 6 meses a 1 ano. Quem estuda pra um concurso achando que a prova virá só daqui a 3 anos está com nível de aprendizado muito aquém da concorrência. Então, considere que você terá que atingir esse objetivo (nivelar as disciplinas) dentro de um horizonte de tempo razoável, não muito longo. 

3) Deixar as disciplinas "no mais próximo nível de conhecimento e proficiência quanto seja possível" significa dizer que o acerto líquido percentual ao fazer questões ou simulados tem que ser parecido para todas as disciplinas. De nada adianta estar com acerto em torno de 80% líquido em Português, RLM e Informática e ignorar Administração, AFO e Atualidades, por exemplo. Você tem que monitorar o resultado histórico (acerto percentual líquido) de todas as disciplinas ao longo do tempo, e ir fazendo ajustes no seu ciclo de estudo, atribuindo mais tempo de estudo para as disciplinas que estão com pior resultado, para que ao passar do tempo passem a ficar mais niveladas. O melhor concurseiro é aquele que é avesso a riscos. Quem estuda com muita ênfase em 3 ou 4 disciplinas e ignora as outras corre sério risco de tomar uma bela porrada na prova, porque se a banca resolve dar um tom diferente no próximo concurso (leia-se: dar importância diferente da última prova para cada disciplina) vai ser pego de surpresa. E a última coisa que você quer é ser pego de surpresa, e jogar todo o seu esforço no lixo por causa de uma "cartada de azar".

4) Por último, considerar as peculiaridades de cada uma delas significa, no limite, "tratar os desiguais na medida de seus desigualdades" (já ouviu isso em algum lugar, né?), ou seja, considerar alguns aspectos específicos de cada disciplina que podem (e devem) influenciar na divisão do esforço que você vai gastar ao estudar cada uma delas. Isso significa dizer que, ao fazer o quanto explicado no item 3, faça-o com sabedoria, não necessariamente fazendo com que todas as matérias estejam exatamente no mesmo nível de conhecimento e proficiência, pois talvez uma ou outra tenha uma importância ponderada maior que as demais.

Mas como saber quais matérias são essas e como fazer estas ponderações? Os aspectos a considerar são vários, e isso varia de aluno pra aluno. Somente uma análise personalizada permite esse ajuste fino do ciclo, que é tão necessário para se passar em concursos públicos atualmente.


Esperamos que tenham gostado desta postagem. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

Para maior aprofundamento no tema e maiores informações sobre COACHING (processo de preparação para concursos públicos da área policial), entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da Fan Page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 6

Olá Concurseiros da área Policial. 

Dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta.

Hoje, apresentaremos a PARTE 6 desta série. Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente.

Hoje falaremos sobre o tema "COM QUE FREQUÊNCIA FAZER SIMULADOS?"

Como praticamente TUDO que envolve concurso público, em primeiro lugar, tudo DEPENDE, e em segundo lugar, há que se ter moderação e equilíbrio no planejamento e na execução. Nem oito nem oitenta. E isso vale também para a frequência que você vai fazer simulados. 

Começando pela parte do “depende”: cada pessoa tem uma determinada rotina, uma particular carga de trabalho, uma carga de compromissos e atribuições de família. Uns são solteiros e não tem filhos. Já outros são casados, têm filhos, e ainda fazem faculdade. Por isso, costumo dizer que: "cada um sabe onde o calo aperta".

Uma das coisas que vai definir, portanto, a frequência com que vai fazer simulados é a quantidade de tempo que você tem para estudar por semana. 

Outra coisa que também vai ajudar a definir isso é o quanto já estudou até agora do edital do seu concurso, ou seja, o quanto já avançou nos tópicos dentro de cada disciplina. 

Vou explicar as duas coisas separadamente, mas começando primeiro pela última, que é a questão do edital. 

Não adianta você começar a estudar no dia 1º de Janeiro, com uma rotina de estudo de 1 hora por dia, e um mês depois resolver começar a fazer simulados, pois vai ter uma bagagem de estudo muito pequena, talvez insuficiente para fazer um simulado com a devida qualidade. Não estou dizendo que você não possa, ou não deva, fazer simulado já no seu primeiro dia de estudo (exagerando um pouco). Mas o benefício que vai extrair certamente será pequeno.

O momento certo para começar a fazer simulados vai depender muito de quanto você já avançou nas disciplinas e a velocidade com que vem avançando edital adentro, mas não adianta começar a fazer simulados muito cedo. Este é o ponto. É uma relação de custo/benefício.

O segundo ponto é com relação à sua rotina. Vamos dar alguns exemplos para ilustrar melhor. 

Digamos que você tenha somente 1h e meia bruta por dia para estudar, e mais 5 horas brutas no sábado e 8 horas brutas no domingo. Isso significa que você tem um total de 20,5 horas brutas por semana. Se você resolver fazer 1 simulado por semana, provavelmente só a resolução do simulado (ler as questões e responder) vai te tomar 5 horas brutas facilmente, fora a conferência do resultado, que vai te tomar mais algumas horas brutas adicionais. Isso significa que praticamente 1/3 do seu tempo da semana será consumido com resolução e conferência de simulados. Talvez isso seja MUITO, a depender do ponto em que você está nos tópicos de cada disciplina.

Só pra dar outro exemplo agora: para quem já cobriu, digamos, mais de 50% dos tópicos do edital e está avançando muito rápido (mas com qualidade!) nas disciplinas, utilizar 1/3 do tempo com simulados pode ser OK. Já pra quem ainda está começando nos estudos, e ainda está muito insipiente nas disciplinas, gastar 1/3 do tempo bruto com simulados pode ser muita coisa. 

Vamos analisar uma outra situação: uma pessoa que tenha 50 horas brutas por semana pra estudar, e aproveite muito bem essas horas. Talvez para esta pessoa fazer 1 simulado por semana não seja uma parte tão grande assim do seu tempo livre, algo em torno de 20-25% do tempo de estudo. 

E é claro que, ainda assim, é importante verificar também quantos porcento dos tópicos do edital já cobriu, bem como a velocidade com que vem avançando nesses tópicos, ok? 

Mas enfim, o que eu pretendo demonstrar aqui é que a freqüência que você vai fazer simulados dependerá de duas coisas

1) da fase em que você se encontra de proficiência nas disciplinas e
2) do seu total de tempo livre que tem numa semana típica. 

Vamos agora analisar algumas situações exemplificativas, para você entender melhor como deve funcionar a coisa, e daí tirar suas próprias conclusões. 

Situação 1: se você está começando a estudar agora (digamos, há menos de um mês) e tem muito pouco tempo livre, talvez seja melhor não fazer simulados agora, ou então se quiser muito fazer, não fazer com tanta frequência, ou seja, talvez uma vez a cada 6 semanas seja mais do que suficiente. 

Situação 2: se você já estuda há vários meses, mas tem muito pouco tempo livre pra estudar no dia-a-dia, e por isso está avançando muito devagar nas disciplinas, talvez seja melhor fazer simulados com baixa frequência neste estágio, uma vez por mês pode ser suficiente. É melhor você gastar essas horas no avanço do seu estudo.

Situação 3: você já estuda há vários meses, tem bastante tempo livre na semana, aproveita bem o tempo e já está quase ciclando o edital pela primeira vez (ou seja, já quase estudou todos os tópicos de todas as disciplinas do edital), então você é um concurseiro experiente, e pode fazer simulados, digamos, duas vezes por mês (uma vez a cada duas semanas). 

Situação 4: você estuda há pouquíssimo tempo, mas não faz nada na vida além de estudar para a polícia federal, e às vezes fica entediado de tanto estudar (ler, resumir, fixar) e quer começar a aplicar seu tempo de forma mais otimizada, então pode ser interessante fazer um simulado a cada três semanas, ou alguma coisa do tipo. 

Situação 5: você estuda há anos para a PF, já fez vários cursos, já ciclou o edital 2 vezes e está indo para a terceira, já fez mais de 20 mil questões no site de questões que você acessa, já tem boa experiência com alguns simulados que fez, tem bastante tempo livre, então você pode fazer até mesmo um simulado por semana, porque isso não vai atrapalhar a evolução do seu estudo. 

Em suma, avalie sua situação e calcule a frequencia ideal para fazer simulados de acordo com o que explicamos acima, sem que ele consuma uma parte muito grande do seu tempo total de estudo. 

O simulado é importante, mas é apenas uma das várias ferramentas existentes para absorver conteúdo, melhorar seu conhecimento, fixar/memorizar o conteúdo e testar suas habilidades. 

Bem, por hoje é só. Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com



ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 

Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Procrastinação e Redes Sociais - Como Evitar


Olá amigos concurseiros da área policial. 

Hoje vamos falar de um tema que afeta muito todas as pessoas no mundo de forma generalizada, sejam elas concurseiras ou não: a distração e a perda de produtividade ocasionadas pelo uso excessivo de redes sociais

O grande detalhe sobre esse problema é que muitas vezes as pessoas nem mesmo se dão conta de que isso é mesmo um problema. É algo realmente difícil de perceber, por duas razões. 

Primeiro, porque as pessoas acabam se divertindo quando estão navegando, e por consequência se distraindo quando estão nessas redes, e então existe a sensação de que o tempo passa muito rápido (perde-se a noção do tempo total exato que foi desperdiçado). 

Segundo, porque geralmente esses acessos acontecem muitas e muitas vezes ao longo do dia, e daí mesmo que cada acesso seja relativamente “rápido”, no somatório total do dia acabam sendo até algumas horas, dependendo do caso. Ou até mais.

Eu passei por esta situação em 2012, quando comecei a estudar para o concurso da Polícia Federal. Na época, a rede que mais “bombava” era o Facebook, e eu acessava muitas vezes por dia, algo em torno de 2 vezes por hora, ou até mais, e cada vez que acessava, ficava uns 5-10 minutos. 

Imagine a quantidade de tempo de estudo que eu perdi por causa disso! 

No meu caso, especificamente, como eu tinha muitas horas livres por dia pra estudar (pois não trabalhava, apenas me dedicava aos estudos), acabava por relaxar um pouco mais com relação a isso. 

E de fato não percebia que isso era um problema pra mim, até que um amigo meu, que sabia que eu estava estudando para o concurso da PF, me alertou: “cara, você passa O DIA INTEIRO no facebook... vejo você postando e comentando coisas aleatórias, um monte de besteira o dia inteiro, e isso não agrega nenhum valor pra você. Isso deve estar te atrapalhando muito nos estudos. Assim você nunca vai passar!”. 

Quando ouvi isso, minha primeira e instintiva reação foi de discordar, e pensei comigo mesmo “Nãoooo, claro que não, ele está viajando! Eu quase não uso o Facebook”. 

Mas depois de um tempo comecei a refletir sobre isso, e caí na real: eu estava perdendo HORAS (no plural mesmo) por dia, diretamente pelo ralo. Numa semana, isso daria um ou dois dias brutos de estudo. É muito tempo desperdiçado, jogado no lixo. 

O uso do Facebook não estava acrescentando nada de útil para meu objetivo, que era passar no concurso da PF. Hoje em dia, olhando de fora, com muito mais experiência de concurseiro e também com experiência de Coach, e com olhar muito mais crítico, vejo que usar o Facebook era uma forma de FUGA dos estudos, e um caso agudo de PROCRASTINAÇÃO, um problema seríssimo que afeta muitas pessoas. 

Fazendo um parênteses aqui sobre PROCRASTINAÇÃO, pra quem não sabe o que significa, recomendo fortemente este excelente vídeo, que mostra, de forma divertida, como o problema se manifesta na maioria das pessoas: https://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_master_procrastinator?language=pt-br 

Estudar cansa, dá trabalho. E tem coisas muito mais divertidas e agradáveis para o nosso cérebro do que ficar lendo, fazendo esforço para entender, fazendo esforço para memorizar, fazendo questão, correndo atrás das matérias. Meu cérebro, preguiçoso, me levava, várias vezes por hora, a sair do estudo e buscar a diversão. Procrastinação puríssima. 

A primeira parte do ciclo de resolução de um problema é enxerga-lo, ter consciência sobre ele, depois, aceita-lo. Foram essas coisas que aconteceram comigo. Um amigo me alertou sobre o problema, eu enxerguei, tomei consciência sobre sua possível existência de fato, o analisei, refleti sobre ele, e depois, aceitei que realmente havia um problemaDaí então, comecei a buscar formas de resolvê-lo. 

Inclusive existem diversas doutrinas diferentes sobre “resolução de problemas” (ou “problem solving”, em inglês). Uma delas diz que as etapas para a solução de um problema são: 

- Definir o problema (Defining the problem) 
- Criar alternativas (Generating alternatives) 
- Analisar e selecionar alternativas (Evaluating and selecting alternatives) 
- Implementar as soluções escolhidas (Implementing solutions) 

Fonte: https://www.mindtools.com/pages/article/newTMC_00.htm 

Mas como estamos tratando de análise do problema no âmbito pessoal, nenhuma formalidade excessiva é necessária. Não há motivos para coletar dados para provar que um problema existe, basta acreditar que ele realmente existe

Mas, se você ainda tem dúvidas sobre a existência ou não de um problema deste tipo que estamos tratando aqui, um grande amigo, e também Coach, me indicou um site que contém uma matéria sobre o assunto. Trata-se de um aplicativo que mede o tempo que você gasta operando o celular, e te mostra quanto tempo você fica no Whatsapp, no Facebook, no Instagram, etc. 

Eu não cheguei a instalar e testar, mas foi um aplicativo muito bem recomendado, então, se for do seu interesse, e ainda tiver dúvidas se perde ou não muito tempo por dia em redes sociais, sugiro que tente instalar e utilizar tal recurso, e fazer a medição do tempo na ponta do lápis. Link: https://www.google.com.br/amp/s/catracalivre.com.br/geral/dica-digital/indicacao/quer-saber-quanto-tempo-voce-fica-no-celular-um-app-te-mostra/amp/ 

Vamos falar agora então sobre a seleção de opções. 

Na época do meu problema, na tentativa de arrumar a solução ideal para minimizar o tempo jogado fora nas redes sociais, busquei por eventuais mecanismos automatizados que me impedissem de acessar essas redes, mesmo que eu tivesse vontade de fazê-lo. Ou seja, a solução estaria em tirar das minhas mãos o controle de acesso a essas redes

Haveria várias formas de fazer isso, umas viáveis, outras não tanto. Lembrando que o acesso poderia ocorrer tanto pelo celular quanto pelo PC, então a solução, ou o conjunto de soluções, deveria contemplar estes dois modais. 

As soluções inicialmente elencadas foram: 

1) Desabilitar completamente a internet de casa, ao estudar; 
2) Sair de casa para estudar num lugar sem internet; 
3) Desligar o celular enquanto estudava; 
4) Instalar um software no PC para controlar o acesso às redes sociais; 
5) Utilizar um computador sem possibilidade de acesso à internet, para estudar; 
6) Deletar suas contas de todas as redes sociais. 

Todas as soluções ofereceriam vantagens e desvantagens, e portanto comecei a avaliar uma por uma, para saber qual seria a mais interessante. 

1) Desabilitar completamente a internet de casa, ao estudar: isso geraria impactos para toda a minha família, que também fazia uso da rede, e portanto seria uma solução inviável. 

2) Sair de casa para estudar num lugar sem internet: seria uma opção viável até certo ponto, porém muitas das técnicas de estudo que eu utilizava eram baseadas em vídeo aulas, acesso a arquivos de resumo que estavam na nuvem, e também utilização de sites para resolução de questões. 

3) Desligar o celular enquanto estudava: essa solução era a mais interessante de todas, porque todo meu material de estudo estava acessível pelo PC. E era no celular onde apareciam as principais “tentações”, como Facebook e Whatsapp, inclusive com aquelas inconvenientes e barulhentas notificações, que tiram a concentração de qualquer concurseiro. 

4) Instalar um software no PC para controlar o acesso às redes sociais: uma amiga minha comprou esse aplicativo e instalou, mas parece que deixa o computador lento demais, por algum motivo que desconheço. Neste aplicativo você configura o acesso ao Facebook, por exemplo, para ser liberado apenas em determinadas faixas de horário, impedindo o acesso a esta rede fora dos horários pré-determinados. 

5) Utilizar um computador sem possibilidade de acesso à internet, para estudar: esta também acabou sendo uma opção ruim, porque como falei antes, minha estratégia de estudo era baseada em muita coisa online, na nuvem, etc, então não faria sentido usar um PC pra estudar que estivesse totalmente impossibilitado de acessar a internet. 

6) Deletar suas contas de todas as redes sociais: esta solução seria a mais eficaz, porém a mais dolorosa, porque hoje em dia quase todo fluxo de informações e grande parte do contato que temos com amigos e parentes é através delas. Meu objetivo seria diminuir drasticamente o uso de redes sociais, mas não eliminar por completo. Então, no caso, essa solução seria eficaz, porém radical demais, e não quis implementá-la. 

Pensando em tudo isso, qual foi a solução que adotei? 

Na verdade foram duas as soluções implementadas, que agindo em conjunto, me serviriam a contento. Meu problema restava no celular e também no PC, então eu teria que aplicar uma solução (ou um conjunto de soluções, no caso), que atendessem os dois modais. 

Para resolver o problema relativo ao celular, não tinha jeito, eu teria que deixar desligado mesmo, durante todo o tempo do estudo. E isso não atrapalhava em absolutamente nada minha vida social, porque não havia nada extremamente urgente que precisasse ser comunicado via celular. Eu tinha telefone fixo em casa, e todas as pessoas importantes na minha vida sabiam disso e tinham acesso a ele. Essa solução foi implementada de imediato, e funcionou muito bem. 

Para o PC, o problema seria mais complexo de resolver, porque eu usava o PC para estudar, e tinha que usar a internet para acessar vídeo-aulas, conteúdos na nuvem, fazer pesquisas, acessar o site do planalto para consultar leis, e acessar também o site de questões de concurso. Então, não teria como implementar a solução de desabilitar a internet. 

O programinha que bloqueia o acesso ao Facebook fora dos horários pré-estabelecidos também não seria legal, pois além de custar dinheiro, deixaria o PC lento. 

Fiquei sem solução viável para o PC. Foi daí que tive a ideia de criar uma solução híbrida. Acabei criando uma forma de bloquear meu acesso somente ao Facebook, sem impossibilitar meu acesso à internet, como um todo. 

Vou descrever a implementação da solução logo abaixo, e recomendo fortemente a todos que têm esse problema manifestado de forma aguda. Vamos a ela. 

Este método faz com que você tenha acesso mais limitado à sua conta, com a frequência de acesso determinada por você, previamente, e NÃO requer que você apague sua conta inteira, o que seria inconveniente, pois assim como eu, você quer manter o contato com amigos e parentes, pelo menos de vez em quando, mas de uma forma que não tome tanto o seu tempo útil. 

Ao final desse processo, você vai notar que o Facebook não faz tanta falta assim na sua vida (não a toda hora, tomando seu tempo, sugando a sua produtividade, etc), e que o uso intenso é apenas uma fruto de uma compulsão, ou de uma necessidade interna de PROCRASTINAR. 

Quando começar a acessar só uma vez por semana (é o período que eu usava durante a época de concurso, e acho ideal para concurseiros), e se acostumar com isso, vai ver QUANTO TEMPO você simplesmente desperdiçava, jogava no lixo, que poderia usar pra coisas muito mais úteis. 

Olhando assim de primeira, parece um procedimento longo de fazer, com 5 passos, mas depois que você se acostumar, não leva nem 1 minuto pra fazer a redefinição da senha e a programação do envio no futuro. Você vai ver. 

Bom, vamos então ao passo a passo pra restringir o acesso à sua conta e ter muito mais tempo disponível para ESTUDAR. 

1) Remova seu email e seu celular cadastrados no Facebook para a recuperação de senha (essa parte é opcional e ARRISCADA. Fica a critério de cada um fazer isso OU NÃO, pois caso faça alguma besteira durante esse procedimento, não terá como recuperar sua conta NUNCA MAIS). Uma outra opção seria cadastrar como email de recuperação o email de um familiar de confiança, como seu irmão, seus pais, etc., e você tem que falar pra essa pessoa pra não te dar acesso ao email DE FORMA ALGUMA (senão nada disso aqui funciona). Esse email de recuperação deve ser usado só em caso extremo, se você fizer alguma besteira e não conseguir mais acessar sua conta; 

2) Crie uma senha nova aleatória no site https://strongpasswordgenerator.com/ (ou similar). Recomendo criar com 15 caracteres, e sem caracteres especiais; 

3) Mude a sua senha do Facebook da ATUAL para a NOVA SENHA que você acabou de gerar no site do item 2. E pra não ter ERRO de digitação, copie e cole a senha (ao invés de digitar "no olho"); 

4) Cadastre-se no site http://www.lettermelater.com/, e envie (usando a opção "compose") para seu próprio email (o seu email mesmo, o que você normalmente usa e tem acesso livre), numa data futura que você vai escolher (digamos, daqui a uma semana), a senha que você gerou no site do item 2 (também copiando e colando!). Lembre-se de clicar em "More Options" e depois "Hide" --> assim você não poderá ver o conteúdo desse email (e consequentemente, a senha) antes de ele ser enviado na data estipulada (no caso de uma "recaída"). 

5) Faça logout no Facebook, lembrando de clicar na opção em que o Facebook te desconecta de todos os dispositivos conectados ainda com a senha antiga (ex: outros computadores e o seu celular). E apague a senha nova da área de transferência (basta copiar e colar um texto qualquer). 

Feito tudo isso, você mudou a senha do seu Facebook pra uma senha que você não conhece (porque a senha gerada pelo site do item 2 é bem complicada, impossível de decorar só olhando uma vez), e nem tem acesso a ela antes da data que você programou pra ela ser enviada automaticamente pro seu email. Ou seja, mesmo que você queira usar o Facebook, não vai conseguir, porque você não tem mais a senha, até que o email chegue. 

Ao acessar o Facebook daqui a uma semana, procure ser breve (eu costumo utilizar por 45 minutos apenas): responda as mensagens que recebeu, dê uma navegadinha ("de leve"), mas não fique mais de 1 hora

Quando terminar de usar, repita o procedimento desde o passo 2, para bloquear o acesso novamente até a próxima semana. 

IMPORTANTE: use esse método por sua conta e risco. Antes de fazer esse procedimento, faça um teste antes, tanto com o site de geração de senha quanto o de envio de emails, para se certificar de que aprendeu a utilizá-los corretamente!! Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário, que responderei com prazer.

Para fechar o assunto, uma última dica. Se você acessa muito o Facebook para ler conteúdos sobre o próprio concurso, ou buscar materiais de estudo, tirar dúvidas, etc, e acha que a falta deste acesso vai mais prejudicar do que ajudar, tenho uma sugestão adicional: crie uma conta no Facebook apenas para fins de concurso. Coloque uma foto que não tem nada a ver com você. Utilize um nome que não o identifique. Não adicione nenhum amigo real nesta conta, apenas pessoas que têm o mesmo objetivo que você (estudar para concurso). Utilize esta conta com muito controle, cautela e parcimônia. Se perceber que está perdendo muito tempo navegando, ou está utilizando esta conta para procrastinar, deixe de utilizá-la, ou aplique o controle de acesso a esta conta também.

Espero que tenha curtido essa postagem. Se tiver dúvidas ou comentários, deixe uma mensagem pra gente. Bons estudos! OSS!


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 


Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 5

Olá Concurseiros da área Policial.

Parece que vem mesmo concurso pra Escrivão e/ou Agente da Polícia Federal em 2017. Hora de pisar fundo no acelerador!


E dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta. 

Hoje, apresentaremos a PARTE 5 desta série. Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente. 

Hoje falaremos sobre o tema "Que nota esperar"

O resultado que você deve esperar dos seus simulados vai depender muito do tempo de estudo que você já tem “nas costas”, ou seja, da sua bagagem como concurseiro. 

É bem possível que, se você estuda há pouquíssimo tempo, mas já faz simulados, que fique com uma nota em torno de ZERO pontos líquidos (ou algo variando entre -10 e +10). 

Se você acha isso pouco, ou acha um absurdo alguém tirar uma nota “tão baixa”, escute essa: caso você não saiba, se você pegar uma prova do tipo CESPE do tipo Certo/Errado com 120 questões, naquele esquema em que uma questão errada anula uma certa, e CHUTAR todas as questões aleatoriamente, a probabilidade da sua nota ficar entre -32 e +32 é de 99,76%, ou seja, quase 100%.

Ou seja, por exclusão, a probabilidade de você chutar todas as questões aleatoriamente e conseguir tirar mais de 32 pontos é de 0,12% (uma chance a cada 817). 

Pra conseguir tirar mais de 40 pontos líquidos chutando todas as questões a probabilidade cai para 0,0079% (uma chance em 12.655). 

Se considerarmos que nas últimas provas da PF tivemos um total em cada uma delas de aproximadamente 80 mil inscritos, se todos os candidatos chutassem todas as questões, apenas 6 deles tirariam nota superior a 40

E essa probabilidade vai caindo exponencialmente conforme você vai aumentando a pontuação, o que faz com que a chance de alguém tirar mais de 50 pontos numa prova CESPE da Polícia Federal chutando todas as questões ao acaso é um número muito pequeno, muito próximo de ZERO

E como geralmente (ultimamente) a nota de corte de uma prova da PF fica em algo em torno de 70 pontos líquidos (não estou considerando aqui Agente ou Escrivão, estou falando genericamente), a probabilidade de você conseguir tirar “na sorte” (chutando todas as questões) uma nota superior a esta é um número tão pequeno que meu cálculo feito no MS Excel gerou um valor realmente tão próximo de 0 (ZERO), que o valor retornado arredondou a zero, ou seja, é ZERO mesmo. 

Ou seja, é impossível passar na prova da PF chutando todas as questões da prova. 

Isso se dá pela característica “uma errada anula uma certa”, e pela consequente distribuição probabilística (distribuição normal) dos resultados em torno da nota líquida ZERO

Mas enfim, não sei se você está entendendo essa matemática toda, mas a mensagem que eu queria passar é: que tanto probabilisticamente quanto conscientemente, a dificuldade de tirar uma nota cada vez mais alta vai crescendo exponencialmente, de maneira que evoluir de 10 pontos líquidos para 20 pontos líquidos é muito mais fácil do que subir de 20 pontos líquidos para 30 pontos líquidos. Por consequência, aumentar sua nota de 20 pontos líquidos para 30 pontos líquidos é muito mais fácil do que aumentar de 30 pontos líquidos para 40 pontos líquidos... E por aí vai. 

Isso significa que se você tirou ZERO pontos líquidos no seu primeiro simulado da vida, essa não chega a ser uma nota tão ruim, sobretudo se estiver começando a estudar agora

Você verá que em alguns meses de estudo provavelmente conseguirá subir a nota de ZERO para 10 pontos líquidos positivos com alguns pequenos ajustes na maneira de fazer a prova e com um pouco mais de bagagem de estudo. Só que depois disso, para subir de 10 pontos líquidos para 20 pontos líquidos ficará um pouco mais difícil (pois cada ponto extra mais acima da escala é mais difícil de obter). E para subir mais 10 pontos líquidos, ou seja, de 20 pontos líquidos para 30 pontos líquidos, também será bem mais difícil do que obter os 10 pontos adicionais anteriores... Acho que você entendeu a ideia! 

A maioria dos concurseiros que estudam para a Polícia Federal conseguem obter 30-40 pontos líquidos nos simulados aproximadamente nos 6 primeiros meses de estudo (claro que isso vai depender muito da intensidade do seu estudo, da quantidade de horas que se dedica, do rendimento do seu estudo, da forma como estuda, etc). Mas depois, para sair desse patamar, e subir mais a nota, cada ponto extra depende de um tempo muito maior de estudo que antes. 

Eu mesmo quando prestei concurso pra PF fiz a prova de Agente de Polícia Federal de 2012 e tinha apenas 3 meses de estudo, e fiz 51 pontos. Na época pensei: “caramba, que nota alta, fiquei muito próximo da nota de corte, só uns 15 pontos” (na verdade eu não me lembro agora qual foi a nota de corte mas deve ter sido algo entre 60 e 70 pontos). 

Mas veja que falácia, eu tinha tirado 51 pontos, e estava a cerca de 15 pontos da nota de corte, só que nesses 15 pontos, que eu achava que eram pouquíssimos, estavam talvez dezenas de milhares de pessoas na minha frente

E para obter esses 15 pontos líquidos adicionais não bastariam mais 3 meses de estudo, porque esses 15 pontos extras sempre são muito mais “suados” dos que os 51 primeiros que eu já tinha obtido... ou seja, o chamado “ganho marginal” que você obtém nas notas dos simulados ao longo do tempo vai decaindo ao longo do tempo. 

Se eu tinha conseguido obter 51 pontos líquidos numa prova CESPE da PF com apenas 3 meses de estudo, precisaria de pelo menos mais 1 ano (veja, isso dá 4 vezes o tempo) para obter essa pontuação adicional que me faria estar dentro das vagas. 

Então, quando você pensar “que nota eu almejo tirar” quando for fazer um simulado, leve em consideração o tempo que você já tem de estudo e a experiência que você já tem em simulados (leia-se: a quantidade de simulados que você já fez e a quantidade de vezes que já aplicou as técnicas de melhoria contínua para fazer cada vez mais um simulado melhor -- veja as postagens anteriores da série, sobre o tema). 

Se estiver bem no início da sua jornada de simulados, sua pontuação líquida vai oscilar entre -10 e +10 mais ou menos. Com um pouco mais de tempo de estudo e experiência em simulados, digamos, 6 meses, objetive atingir uma pontuação líquida entre 20 e 40. Em torno de um ano de estudo e simulados, sua pontuação já poderá estar beirando 50 a 60 pontos líquidos

E após isso? “Só Deus sabe”, pois dependerá muito da aplicação das suas técnicas de qualidade e melhoria contínua, pois como falei anteriormente, os pontos mais altos são muito mais difíceis de serem obtidos que os pontos mais baixos. 

Um concurseiro já bem cascudo e experiente consegue tirar entre 70 e 80 pontos líquidos num simulado. Mas agora aprenda o mais importante de tudo: uma única nota de simulado é apenas um ponto isolado da curva. O que você deve fazer: anotar a pontuação líquida de TODOS os simulados que fizer, desde o primeiro deles, e ir fazendo um gráfico com essas notas. 

O que você vai notar é que sua nota sempre oscila para cima e para baixo, simulado após simulado. Ninguém consegue melhorar a nota SEMPRE, ou seja, tirar sempre uma nota melhor no simulado seguinte que faz. 

Por que isso? Tem dias que estamos mal, tem dias que o simulado vem mais difícil que o outro, e tem dia que cai no simulado uma matéria que a gente não estudou ainda ou não revisou muito bem. Isso faz com que a pontuação líquida do simulado oscile para cima e para baixo. 

Mas como saber se você está melhorando ou piorando, se a nota está sempre subindo e descendo? É por isso que eu recomendo que você faça um gráfico com suas notas, porque mesmo que elas estejam oscilando “igual a um eletrocardiograma”, talvez elas estejam seguindo alguma tendência, e é isso que você precisa analisar. 

Se você notar que suas notas no simulado sobem e descem (o que é normal!), mas no entanto elas estão sempre variando dentro de uma mesma faixa/patamar, e não ultrapassam aquele patamar de jeito nenhum, talvez você tenha um problema!

Mas caso elas estejam oscilando, no entanto mostrem que seguem uma tendência de SUBIDA, isso é uma boa coisa!

Em suma: o que você precisa ver no visualmente no gráfico é se há uma tendência de estagnação ou tendência de subida

Você tem que pensar na sua pontuação dos simulados como “pontos de uma reta”, e o seu objetivo é fazer com que essa curva seja ascendente. 

Sempre falo para meus alunos (Coachees) que interessa MENOS a nota que você tirou do que a TENDÊNCIA da curva das suas notas. 

Pense comigo, o que você acha melhor: alguém que tirou 40 no último simulado e que possui as notas 5, 10, 20, 30, 35 nos últimos 5 simulados anteriores, ou alguém que tirou 45 no último simulado e que possui as notas 46, 44, 42, 45 e 44 nos últimos 5 simulados anteriores? 

Nota-se que o primeiro aluno está com uma tendência de subida (mostra que está estudando corretamente e indo no caminho correto) e o segundo aluno de fato encontra-se num nível geral melhor que o primeiro, porém estagnado no estudo há alguns simulados. A tendência da curva do primeiro aluno mostra que em breve ele ultrapassará o segundo aluno. 

Então, quando você for estabelecer a nota que você quer tirar num simulado, pense em todas essas coisas. 

Bem, por hoje é só. Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com



ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 

Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 4

Olá Concurseiros da área Policial.

Lava-Jato bombando... violência comendo solta no Brasil... E os concursos para Agente e Escrivão da PF estão na boca do forno... Boatos de concurso para a PFF também este ano de 2017. Hora de acelerar fundo nos estudos! Não acha?

E dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta.

Hoje, apresentaremos a PARTE 4 desta série. Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente.

Hoje falaremos sobre o tema "em que ordem resolver as questões" 

Este é uma tema muito particular, pois tem gente que prefere começar pelas questões das matérias que sabe mais, e deixar para o final da prova as matérias que acha que sabe menos.

Mas também tem gente que prefere fazer a redação primeiro, e só depois as questões objetivas

E tem gente que prefere fazer a prova na crescente ordem das questões (1, 2, 3... até a 120)... Cada um no seu estilo.

Eu, particularmente, resolvo a prova na ordem crescente das questões, exatamente começando pela primeira matéria, ou seja, Português. Esta é uma matéria que exige bastante tempo de leitura dos textos, exige reflexão sobre algumas coisas, então é uma matéria que toma bastante tempo de uma forma geral (a média de tempo pra você resolver cada questão de Português é maior do que a média para resolver cada questão das demais matérias da prova). 

E como seu cérebro ainda está descansado no início da prova, é interessante, ao meu ver, fazer logo as questões de Português. Se você deixar para ler os textos de Português ao final da prova, quando sua cabeça já estará cansada e estressada, pode ser que leia/interprete algo errado, e isso vai acabar tirando alguns valiosos pontos líquidos de sua nota final. 

Bem, depois de fazer as questões de Português, eu faço as questões na ordem em que aparecem. 

Aqui, cabe uma dica: ao ler cada questão, leia pelo menos 3 vezes antes de pensar na resposta, ou mesmo de responder a questão.

Por que isso?

No ambiente de prova, a tendência é que estejamos nervosos, e isso faz com que a gente leia cada frase como um todo, e não palavra por palavra. Então, ao ler duas ou três vezes a mesma frase, vamos tomando mais consciência do conteúdo, e isso faz com que deixemos de cometer erros de leitura

Quando eu faço prova, eu utilizo essa técnica, e além disso vou acompanhando a leitura com a ponta da caneta na parte da palavra que estou lendo, e também marcando as palavras-chave, utilizando minha própria simbologia, qual seja, palavras que sejam importantes eu sublinho, as que são muito importantes, faço uma caixinha em volta, etc.

As negações, faço uma caixa (retângulo) em volta. Às vezes coloco grandes SETAS apontando para as questões mais "cabeludas", e por aí vai. 

Independente da forma como você queira fazer sua simbologia, FAÇA ALGUMA SIMBOLOGIA

Mas não adianta deixar para utilizar essa técnica (de fazer símbolos) só no dia da prova de verdade, hein! A gente está falando aqui sobre SIMULADO, certo? Então! Você tem que ir treinando a utilização dessa simbologia ao longo dos simulados. Tem que ver qual simbologia funciona melhor para você, se as marcações em negrito chamam de fato a sua atenção, ou se você precisa exagerar mais nas marcações e símbolos, para que não cometa erros. 

Bem, aqui nesta postagem vale também aquela velha dica de pular as questões que tem dúvida, marcando com alguma simbologia que você queira usar, para lembrar de voltar naquela questão depois para tentar fazer de novo. 

As questões que tem certeza absoluta, marque sua resposta, utilizando alguma simbologia para indicar este grau de certeza, no caderno de questões (nunca direto no cartão-resposta!). 

As que tem dúvida, pode marcar qual a resposta que ACHA que é, mas sempre lembrando de fazer alguma marcação extra dizendo que naquela questão ainda há alguma dúvida, e que você voltará nela depois para revisar, antes de fazer a marcação final no cartão-resposta. 

As que vai deixar em branco, faça uma marcação indicando tal coisa, mas você pode até voltar nessas questões ao final da prova, aproveitando o tempo até o minuto final, para ver se realmente vai deixar em branco ou se vai chutar alguma resposta (eventualmente, após ler a mesma questão várias vezes, pode ser que alguma “luz” surja - leia a PARTE 3 desta série sobre simulados, que você vai entender melhor isso).

Bem, por hoje é só. Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com.


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 


Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 3

Olá Amigos Concurseiros da área Policial. 

Dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta. 

Hoje, apresentaremos a PARTE 3 desta série. Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente. Caso tenham perdido as partes anteriores, é só acessar o blog e buscar no histórico de postagens.

Hoje o assunto é: Atitude com relação ao simulado e tempo de prova.

Sem dúvida alguma, fazer simulado é uma coisa chataQuem é que gosta de fazer prova? Quem é que gosta de ficar 5 horas sentado numa cadeira num dia de sol, quando os amigos estão na piscina, na praia, no churrasco, ou jogando vídeo game, vendo um filme, passeando? 

Resposta: NINGUÉM.

A não ser que você seja uma pessoa muito focada e disciplinada ao estudar, certamente sentirá um desconforto muito grande ao ficar dentro de uma sala, seja com com ar-condicionado gelado ou morrendo de calor, com luz fria vindo do teto, às vezes com sol batendo em cima de você, numa cadeira dura, tendo que forçar seu cérebro para pensar arduamente durante 5 horas seguidas, ainda mais quando seus amigos estão curtindo a vida e se divertindo, como citei anteriormente.

Mas isso é “treinável”. Quanto mais simulados você fizer, mais acostumado (ou eu diria “conformado”, pra ser mais preciso) ficará. Isso é uma coisa que se desenvolverá naturalmente ao longo do tempo, você perceberá. Mas você só saberá se tentar. Se ficar esperando sempre "o próximo final de semana" para começar a fazer simulados, dificilmente estará preparado para enfrentar o concurso de verdade.

Mas, especificamente com relação ao tempo de prova, como você sabe, a prova da PF tem uma duração total de 5 horas. É claro que você pode ser uma pessoa rápida, e que consegue fazer uma prova em apenas 3 horas, mas isso é uma exceção à regra. 

O normal (e ideal) é: utilizar todo o tempo de prova

Por que isso? Você pode estar desperdiçando um tempo valioso para revisar as questões que já fez, e tentar fazer questões que deixou de fazer na primeira vez que leu a prova (por achar que não sabe o conteúdo ou está com dúvida). 

No limite, utilizar o tempo de prova até o final pode te trazer alguns valiosos pontos líquidos extras, que podem fazer a diferença entre ser excedente no concurso ou ser classificado dentro das vagas. 

Ou seja, aquela meia hora de gás final na hora de revisar a prova pode ser a diferença entre estar DENTRO ou FORA da POLÍCIA FEDERAL ou da POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL. Ou qualquer outra Polícia que seja.

Portanto, utilize o tempo de prova em sua plenitude, mas não só no dia da prova de verdade, mas em TODOS os simulados que fizer

Mesmo que você esteja começando agora com os simulados, e não consiga, AINDA, permanecer as 5 horas completas sentado na cadeira, seja fisicamente ou psicologicamente, force-se a isso. 

Se você faz a prova (incluindo a redação) em 3 horas, force-se a estender o tempo para 4 horas. Ao longo dos simulados, conforme for diluindo seu tempo de prova e já esteja conseguindo utilizar as 4 horas, force-se a permanecer por 4 horas e meia... e daqui a pouco force-se a permanecer por 5 horas. 

Pode parecer besteira, mas não é. Na hora do simulado/prova, depois que você fizer todas as questões que sabia a resposta conscientemente, estará mais calmo, e sobrando bastante tempo ao final, pode ser que você consiga ter aquela “LUZ” que faltava para responder as questões que achava que não sabia. Isso pode te gerar pontos extras que podem te colocar DENTRO das vagas!

Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com.


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 

Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 2

Olá Concurseiros da área Policial. 

Dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta. 

Hoje, na PARTE 2 desta série, falaremos sobre HORÁRIO DE PROVA (no caso, horário do simulado). Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente. 

Horário de Prova - o horário em que você vai fazer seu simulado deve ser o mais próximo possível da prova real que você vai fazer. Normalmente os concursos da Polícia Federal são realizados na parte da manhã, das 8h às 13h, então programe-se para iniciar sua prova/simulado pontualmente às 8h

Por que eu digo isso? Se você começar a relaxar com relação ao horário, vai iniciar a execução do simulado às 9h, 10h, ou qualquer horário que se sinta mais à vontade possível (dentro da sua zona de conforto), e você precisa saber que: NÃO terá essa facilidade no dia da prova

Se você por acaso não é acostumado a acordar cedo todos os dias, mais importância ainda terá que dar ao cumprimento do início do horário de prova, pois neste caso, no dia “D” (dia da prova de verdade), ficará com muito desconforto ao acordar, e provavelmente seu cérebro não funcionará da melhor forma possível.

Da mesma forma, procure fazer todas as coisas que faria num dia de prova de verdade, ou seja, tome um bom café da manhã (sem exageros), tome seu banho, se arrume, pegue suas coisas (água, comida, canetas, documento, etc) e se desloque até seu local de simulado (caso não seja na sua própria casa). 

Anote esse "checklist" em algum lugar, e caso sinta falta de algum item, não esqueça de incluir na listagem para a próxima vez. Vá melhorando sua lista de "itens essenciais para uma prova/simulado" a cada vez que fizer um, até que esteja com uma lista com tudo que não pode faltar no dia da sua prova de verdade. Tem gente que não leva só comida e água, mas também papel higiênico, e remédio pra dor de cabeça. Tem louco pra tudo, mas vai saber, não é?...

E se você tem o hábito de estudar apenas durante as madrugadas, sofrerá ainda mais com relação a isto (acordar cedo pra caramba pra fazer uma prova), portanto, cuidado extra aqui

E leve em consideração também que, às vezes, as provas da PF são no horário da tarde. Pra maioria das pessoas é mais difícil fazer uma prova pela manhã do que pela tarde. Então, se você se acostumar a fazer simulados pela manhã, provavelmente ficará tranquilo com relação ao horário se a prova cair no horário da tarde.  
Mas isso não quer dizer que você não tenha que realizar simulados no horário da tarde também – eu aconselho a treinar nos dois horários

Claro que você deve fazer a grande maioria dos simulados na parte da manhã, que é o horário mais crítico, mas também é bom treinar, pelo menos uma vez ou outra, na parte da tarde

Considere também que, mesmo no caso de uma prova à tarde, você deverá acordar cedo, normalmente, tomar café, se programar para almoçar, e se deslocar até o local de prova num horário razoavelmente prévio, para que tenha sobra de horário, no caso de um contratempo (engarrafamento, pneu furado, ônibus errado etc). Não acorde muito tarde, mesmo no dia em que o simulado ou a prova sejam no período da tarde. Evite alterar muito a sua rotina. Lembre-se também que o cérebro leva um tempo pra "aquecer" desde que você acorda!

Isso você também deverá levar em conta ao fazer simulados, sobretudo aqueles realizados fora da sua casa (veja a nossa postagem anterior sobre isso). 

Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com.


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES (DISCLAIMER) 

Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e este AVISO (que é parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 1

Olá Concurseiros da área Policial.

Dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, iniciaremos uma extensa série sobre a prática de simulados da prova escrita. 

É um assunto longo, que mereceria um capítulo inteiro de um livro, mas vamos tentar ser concisos em nossas dicas.

Para começar, o que temos que ter em mente é que simulado não tem esse nome à toa – trata-se de uma SIMULAÇÃO, ou seja, é uma forma de representar algo, imitando aquilo que não é, fazendo de conta


Só a internalização por parte do aluno sobre essa definição (ou seja, a conscientização de sua importância) já resume quase 100% do que precisa ser dito: o simulado da prova precisa ser o mais próximo possível da prova de verdade. Tudo o que você for pensar ou planejar sobre o simulado deve seguir essa lógica, ou pelo menos o mais próximo possível disso (considerando os princípios da razoabilidade e do custo/benefício).

Dito isto, vamos comentar alguns aspectos relativos ao simulado da prova escrita, com a parte 1 dessa série de postagens sobre o tema, que chamaremos de:


"Dicas de como fazer um bom simulado – Um Guia Completo (MISSÃO FEDERAL)"

O tema de hoje será LOCAL DE PROVAEste talvez seja o aspecto mais importante ao se fazer uma simulação de prova. O local do simulado deve ser o mais parecido possível com o local de prova real. Não precisa ser totalmente igual, mas o mais próximo possível.



Só pra você ter uma ideia, caso nunca tenha feito uma prova de concurso público antes, normalmente os concursos públicos são realizados em salas de aula de colégios ou faculdades (mais comum este último), e os alunos ficam sentados usualmente em carteiras (aqueles conjuntos de mesa-cadeira), enfileirados. Às vezes você pode dar a sorte de pegar um local de prova que tenha um conjunto com cadeira e mesa separados, mas não é o mais usual.

Não estou dizendo que você tenha que providenciar uma sala de aula de faculdade vazia para realizar sua prova, ou comprar uma carteira só para fazer prova, mas também por outro lado há que considerar que o ambiente de casa talvez seja muito diferente disto, e, portanto, pode ser ruim para simular. Estes são dois extremos (sala de faculdade versus o conforto da sua casa), que citei para exemplificar. 

Vamos falar um pouco de cada ambiente?

Para começar, fazer simulado em casa tem o benefício da praticidade, de não ter que realizar nenhum deslocamento, porém essa facilidade pode eventualmente ser maléfica. Claro que isso vai depender muito de como é a sua residência, do ambiente da casa, e outros fatores, mas você tem que ser crítico o suficiente e levar isso em consideração no momento da sua escolha. 

Se sua casa possui um ambiente conturbado demais (filhos, irmãos, pais, amigos, cachorro, televisão ligada, etc), você acabará tendo interrupções em demasia, e isso vai contribuir negativamente para sua simulação, pois num ambiente real de prova esse tipo de interrupção não acontece, pelo menos não desta forma e nesta intensidade tão grande. 

Um parênteses aqui! Uma vez eu fiz uma prova num domingo, e numa casa ao lado tinha uma galera ouvindo funk no último volume, logo de manhã cedo, e o som se estendeu durante todo o horário de prova. Esse foi um caso muito extremo, foi a prova mais barulhenta que eu já fiz em toda a minha vida (e olha que eu fiz uns 40 concursos públicos no total!). 

Voltando... Você tem é que estar preparado para praticamente quase tudo em termos de barulho (cachorro latindo, som alto, criança gritando na rua, barulho de carro etc), mas essa preparação pode ser psicológica, e não quer dizer que você tenha que passar pelo pior do pior do pior do mundo para que esteja pronto pra fazer uma prova num local barulhento. 

Um pouco de barulho é até bom, mas muito barulho (sempre que faz simulados) e muita interrupção pode ser ruim. Então, se for fazer o simulado em casa, avalie a quantidade de distrações e interrupções, e principalmente as interrupções, pois se forem em demasia, podem te atrapalhar. Numa prova de verdade você terá também distrações e interrupções, mas normalmente num nível mais tranquilo.

Bem, o fato de fazer a simulação num local distinto de sua casa, ou seja, de se deslocar para outro local para fazer o simulado, também é bom porque vai te forçar a se planejar, tanto com relação a horário que vai acordar, tomar banho, tomar café, etc, quanto aos itens que tem que levar no dia da prova (documento, caneta, água, comida, e outros). 

Portanto, se puder, consiga um local que se assemelhe a uma sala de aula de faculdade. Uma biblioteca calma pode ser uma opção. 

Uma outra coisa que você pode fazer é variar o local de prova. Um dia você faz o simulado em casa, no outro dia faz numa biblioteca, no outro você faz na casa de um amigo ou de um parente, no outro você consegue uma sala vazia na sua faculdade, e por aí vai. 

Mas claro que você não precisa ficar fazendo isso sempre, pois como falei antes, tem toda uma questão de TEMPO envolvido, além do custo do deslocamento. Mas se puder, por exemplo, associar suas atividades, como por exemplo, ir para a biblioteca pela manhã, resolver o simulado, almoçar/lanchar por lá mesmo, e continuar o estudo à tarde, melhor ainda! Você terá otimizado seu tempo, e conseguido obter uma sinergia entre suas atividades de simulado e estudo.

O importante é: seja razoável e use seu bom senso. E leve em conta todos esses fatores no momento de escolher um local adequado para realizar seus simulados. Faça uma auto-avaliação, e busque verificar se seu local de simulação não está muito dentro da sua zona de conforto (mas também não muito fora). Faça os ajustes necessários. Isso vai te ajudar muito no longo prazo.

Para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com.


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