terça-feira, 7 de março de 2017

COACHING - Objetivos, Metas e Indicadores

Olá amigos concurseiros da área policial, e outras.

Hoje vamos abordar mais um assunto da temática de “POG”, ou seja, Planejamento, Organização e Gestão do estudo.

Aqui no Missão Federal entendemos que existem ferramentas corporativas muito interessantes, que se adaptadas, podem ser usadas para pessoas físicas que estudam para concursos. Hoje falaremos da definição e acompanhamento de objetivos, metas e indicadores.

Muitos de vocês já devem ter lido diversos artigos explicando esses conceitos. Para não perdermos tempo, vamos falar rapidamente sobre eles.

A primeira pergunta que surge naturalmente para quem está lidando com esse assunto é a seguinte: o que são objetivos, e o que são metas? Qual a diferença entre eles?

Existem diferentes respostas para essas duas perguntas, a depender da linha de raciocínio utilizada. Não existe resposta certa ou resposta errada, mas sim resposta coerente e resposta incoerente. Vamos tentar definir esses conceitos de forma coerente com o todo. Pra nós do MF, objetivo e meta às vezes se confundem, e a diferença entre eles é sutil. Mas é fácil de entender.

Basicamente, o objetivo normalmente é algo qualitativo, e a meta algo mais quantitativo. E as duas coisas podem se relacionar num contexto de planejamento e execução.

Vamos dar um exemplo: digamos que eu seja um concurseiro e tenha o objetivo de aumentar a nota das notas dos meus simulados da prova escrita para a Polícia Federal, então, para atingir esse objetivo, vou estabelecer uma meta de 80% de acerto líquido. O objetivo, neste caso, é mais genérico e qualitativo (aumentar a nota) e a meta é mais específica e quantitativa (atingir 80% de acerto líquido). 

As diferenças de objetivo para meta também não têm a ver com a questão do prazo. Tanto o objetivo quanto a meta podem ser de curto, médio ou longo prazo. 

Podemos também ter vários objetivos hierarquicamente ligados, ou interligados/sequenciados temporalmente. Sendo assim, podemos quebrar um objetivo “maior” (mais complexo, abrangente, e de mais longo prazo) em pequenos objetivos “menores” (de menor complexidade, mais específicos, e/ou de mais curto prazo). E acontece da mesma forma para as metas estabelecidas.

A respeito das metas, elas têm que ser “SMART”. Você com certeza já ouviu este acrônimo (originalmente em inglês), que significa que precisam ser específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo definido. Sempre que estabelecer uma meta, para saber mesmo que trata-se de uma meta (e não um objetivo), verifique se ela atende estas cinco características.

Mas o que os objetivos e metas têm a ver com a sua ESTRATÉGIA DE APROVAÇÃO, e como se relacionam com o TODO? Como se dá essa relação?

Numa recente postagem nossa aqui do Blog abordamos os conceitos de MISSÃO, VISÃO e VALORES. Estes três parâmetros devem de fato ser definidos antes de se traçar objetivos e metas. Se você já conseguiu entender o conceito e definir sua missão, sua visão e seus valores, vamos em frente, agora é hora de quebrar esses três parâmetros em objetivos, metas e indicadores.

Quando eu aplico essa ferramenta para meus alunos de Coaching, primeiramente costumo direcionar o raciocínio no sentido de definir um objetivo maior e mais abrangente, que é o de tomar posse no cargo de Agente/Escrivão da PF, ou de Policial Rodoviário Federal, dependendo do caso. 

Quando o objetivo é tão grande e abrangente quanto este, fica difícil de estabelecer as metas para atingi-lo, portanto o que eu recomendo é quebrar este grande objetivo em vários objetivos menores, mais simples de serem compreendidos, mais fáceis de serem atingidos, e desta forma, mais fáceis de mensurar e controlar (indicadores).

Vamos abstrair um pouco. Digamos, por exemplo, que você tenha como objetivo correr uma maratona. É um objetivo “grande”, que leva um certo tempo para ser atingido, afinal, você precisará de muitos meses não só realizando treinamentos de corrida, mas estudando o tema a fundo, com todas as suas técnicas, e também tomando cuidados com alimentação, sono, etc. Não seria mais fácil, portanto, quebrar este objetivo de longo prazo em pequenos objetivos de curto prazo? Eu não sou corredor maratonista, não tenho ideia de quais sejam as sub-etapas a serem realizadas para se conseguir chegar no nível de um maratonista, mas com um pouco de bom senso, diria que é possível estabelecer objetivos progressivos, como por exemplo o de conseguir correr 5 km já nos primeiros dois meses, correr 10 km nos primeiros 6 meses, 15 km nos primeiros 9 meses, 21 km depois de um ano, e talvez chegando nesse nível de treinamento já se esteja próximo ao objetivo final, de conseguir correr uma maratona.

Um parênteses! Me perdoem os corredores profissionais e maratonistas se meu exemplo é tecnicamente errado. Eu não faço ideia se é possível atingir 21 km um ano após o início dos treinos. Acho que depende muito da idade da pessoa, da preparação física prévia, e uma série de outros fatores que desconsiderei no meu exemplo. Mas abstraiam de tudo isso e entendam apenas a ideia da quebra do objetivo maior em pequenos objetivos.

Então, voltando à nossa realidade, no caso do concurseiro, o objetivo principal é o de tomar posse no concurso da PF. Para isso, o cara vai precisar ter objetivos menores, como por exemplo o objetivo de estudar/revisar o edital no mínimo 1 vez (vamos chamar este de objetivo 1), o objetivo de estar com nível de proficiência acima dos seus concorrentes (vamos chamar de objetivo 2), e o objetivo de treinar a parte física a ponto de estar pronto para o TAF na época certa (objetivo 3).

Então, veja, esses objetivos são mutuamente dependentes, são interligados. Não adianta nada ser aprovado na prova escrita e ser reprovado no TAF. O aluno tem que atingir todos os objetivos de forma concomitante. Quebrar o objetivo maior em objetivos menores não faz com que sua tarefa fique menos difícil, mas a deixa mais organizada, mais fácil de administrar, medir e controlar.

Sendo assim, para tomar posse no concurso da PF o aluno precisa estudar/revisar o conteúdo (objetivo 1), mas não só isso, pois também tem que fazer isto, mas num nível tal que esteja acima dos seus concorrentes (objetivo 2), e também não pode esquecer de treinar para o TAF (objetivo 3).

Vejam, quando digo que são objetivos concomitantes, estou colocando desta forma porque não adianta só estudar/revisar “a esmo” (objetivo 1)... É preciso focar em estar com nível de proficiência elevado (objetivo 2). Mas quanto elevado? O suficiente a estar “acima da média” da concorrência. 

O objetivo de estudar/revisar (objetivo 1), no caso, seria um objetivo que deveria ter suas metas com foco na “velocidade”. O objetivo de estar acima dos concorrentes (objetivo 2) seria um objetivo que deveria ter suas metas com foco na “qualidade”. 

Tem que se estudar todo o conteúdo (objetivo 1), mas com foco no resultado (objetivo 2). 

Há que se ter um balanço entre velocidade e qualidade. Reparou então que estes dois objetivos são interligados? E reparou também que a aprovação na prova escrita depende de ambos? E que, além disto, de nada adianta atingir os dois primeiros objetivos e deixar o treinamento físico de lado (objetivo 3), porque para atingir o objetivo principal (tomar posse no concurso da PF) há que se atingir de forma simultânea os objetivos 1, 2 e 3?

Então, meu caro… Veja que: definindo o objetivo principal e os objetivos secundários desta forma, como fiz acima, é possível deixar a estratégia de aprovação toda “amarrada” num conjunto interdependente de ações que estão alinhados com sua estratégia de vida (missão, visão e valores), ou seja, tomar posse no concurso da PF.

É claro que tudo isto que falei aqui é apenas um exemplo… os parâmetros podem variar, de pessoa pra pessoa. Pode ser que alguém queira estabelecer parâmetros mais detalhados e específicos. Outros podem preferir deixar a coisa de forma mais genérica… Costumo dizer que não existe estratégia errada. Podem existir diferentes estratégias que vão te levar para o mesmíssimo resultado. E normalmente é isso mesmo que ocorre na vida real: as pessoas estudam das mais variadas formas, usam diferentes estratégias, aplicam diferentes táticas, usam diferentes materiais, aprendem com diferentes professores, mas no final todas são aprovadas. Cada um tem que descobrir a maneira que funciona melhor para si.

Mas continuando nosso raciocínio, depois de estabelecidas as metas secundárias, quaisquer que sejam elas, é o momento para definir as metas e os indicadores. 

Cada objetivo deve ter pelo menos uma meta, e cada meta, pelo menos um indicador. Podem ser definidas mais de uma meta para cada objetivo, e mais de um indicador para cada meta. Há que se ter bom senso para não deixar o sistema muito complexo, o que o tornaria difícil de ser acompanhado, mensurado e controlado. E quando o sistema de controle tem um custo maior que o benefício do controle, algo está errado.

Apenas a título de exemplificação, vamos falar do objetivo 1 do meu exemplo, qual seja, o de estudar/revisar todo o conteúdo do edital pelo menos uma vez (antes da prova, obviamente - já colocando aqui a questão do prazo, que também é relevante). Quais poderiam ser as metas a serem atingidas para que este objetivo secundário seja alcançado?

Eu costumo dizer aos meus alunos que não é possível ciclar o edital inteiro com qualidade em menos de 1 ano (para quem começou a estudar há pouco tempo). Este seria o prazo para cumprimento deste objetivo. Então, pensando aqui nas possíveis metas relacionadas a este objetivo: para estudar/revisar todo o edital, em um ano, há que estabelecer um ciclo equilibrado de estudos (meta 1), bem como estabelecer uma rotina diária de estudos a ser seguida (meta 2), e estabelecer um cronograma geral por disciplina (meta 3). Você verá que, da mesma forma como foi feito com os objetivos, aqui a gente vai deixar as metas “amarradas” entre elas, de maneira que, somente com o atingimento de todas as metas, o objetivo é cumprido.

Repare que a meta 1 não é simplesmente desenhar o ciclo de estudos. Não basta que isto seja feito para que a meta esteja cumprida. Teremos que criar um indicador (ou mais de um), que seja constantemente monitorado, a fim de checar o cumprimento da meta. Se a meta tem a ver com criar um ciclo de estudos e fazer com que ele seja cumprido, este indicador deve monitorar o cumprimento da meta. Como fazer para monitorar se o ciclo de estudo está sendo cumprido? Há que se criar uma planilha para fazer o acompanhamento do ciclo, ou seja, deve-se verificar se as disciplinas estão sendo estudadas na sequência correta e no tempo correto definido para cada uma (ou com menor desvio possível), se as revisões estão sendo feitas dentro do prazo, ou não.

A meta 2 por sua vez não é simplesmente criar uma rotina diária de estudos, com base nas obrigações pessoais e profissionais do aluno. Primeiramente, claro, o aluno deve definir quantas horas brutas tem disponíveis num dia típico de estudo. Este é o ponto inicial. Daí em diante o aluno também deve monitorar o cumprimento deste, através de um indicador. Um possível indicador para aferir o cumprimento desta meta é estabelecer uma quantidade de horas líquidas de estudo por dia (meta diária), e passar a registrar diariamente as horas líquidas efetivamente estudadas. A ideia é constantemente comparar a quantidade de horas estudadas por dia com a quantidade de horas estabelecida. Pode ser feito também um acompanhamento semanal, de maneira que o aluno monitore o indicador diariamente e também semanalmente.

A meta 3 é a de estabelecer um cronograma geral, com prazo limite para estudar pelo menos 1 vez por completo cada disciplina até o dia da prova. Além de montar o cronograma, é necessário acompanhar o andamento do mesmo. Há que se criar uma ferramenta para acompanhar tal meta. No contexto do Coaching do Missão Federal, temos uma planilha que controla o total de video-aulas ou de páginas que o aluno tem que estudar em cada disciplina, bem como a quantidade de video-aulas/páginas que já estudou até o momento, e qual a data prevista para terminar aquela disciplina (baseado no tempo passado e no número de video-aulas já estudadas ou páginas já lidas). Acompanhando este indicador, podemos verificar se a meta está sendo cumprida, e se está à frente ou atrás do cronograma.

É imprescindível, portanto, acompanhar esses indicadores versus as respectivas metas ao longo do tempo, e fazer ajustes ao plano, se necessário, para que o objetivo 1 seja cumprido. Se as metas estão sendo cumpridas, o objetivo está sendo cumprido. Para saber se as metas estão sendo cumpridas, há que se monitorar os indicadores estabelecidos e comparar com as metas.

Não vamos nos estender muito mais, mas repare que falamos detalhadamente apenas do objetivo 1. Por analogia, devemos aplicar ao objetivo 2 o mesmo conceito aplicado ao objetivo 1, qual seja, estabelecer metas e indicadores para que o objetivo 2 seja cumprido. 

Vamos dar uma ajuda rápida para fazer as metas e indicadores do objetivo 2… Lembram-se que falamos que o objetivo 1 é mais focado na velocidade do andamento do estudo e o objetivo 2 é mais focado no resultado que esse estudo vai gerar? Então, pela lógica, as metas do objetivo 2 têm que ser mais focadas nas questões de concurso e nos simulados. As metas e indicadores a serem criados tem que estar relacionados com a medição da quantidade de questões feitas e o resultado líquido obtido, bem como a quantidade de simulados feitos e o resultado líquido obtido. O resultado líquido percentual deve ser utilizado como parâmetro aqui, e comparado com a concorrência.

E mais uma vez, por analogia, tal metodologia deve ser aplicada ao objetivo 3 (relacionado ao treinamento da parte física). É necessário estabelecer um cronograma de treinamento, e acompanhar seu cumprimento, através de metas e indicadores. Temos ferramentas já prontas (planilhas) relacionadas a tudo isso, e normalmente utilizamos no processo de Coaching, pois é assunto extenso demais para ser comentado numa única postagem de blog.

Era isso que tínhamos para falar hoje. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

E para maior aprofundamento no tema e maiores informações sobre o COACHING MISSÃO FEDERAL (Técnicas de Estudo na Preparação para Concursos Públicos), entre em contato com os Professores (Coaches) do Grupo Missão Federal através da Fan Page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com. 



ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES ("DISCLAIMER") 


Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que seja feito em sua integralidade e sem supressões, adaptações ou alterações, desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como citada a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e repetido/citado este AVISO (que torna-se parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

sábado, 4 de março de 2017

COACHING - Missão, Visão e Valores do Concurseiro

Olá amigos concurseiros da área policial, afins, e de tantas outras áreas também - por que não? Afinal, hoje o que vamos falar aqui se aplica para concurseiros de qualquer área.

Apesar do nosso blog ter um foco muito maior nos concursos para a área policial, muitos dos assuntos que abordamos aqui se aplicam para todas as áreas.

Hoje vamos falar de um assunto que se relaciona com a parte do “POG”, ou seja, do  Planejamento, Organização e Gestão do seu estudo. Trata-se de um tema de conhecimento que não é técnica de estudo em si (atividade fim), mas sim um tema-meio, que vai te ajudar a se planejar, organizar e gerir melhor seu tempo e seu estudo, como o nome mesmo já diz.

Antes de tudo, vamos estabelecer a seguinte ideia central: a de que existem várias DESVANTAGENS de se estudar “aleatoriamente”, ou seja, sem pensar antes O QUE estudar, COMO estudar, QUANDO estudar, e PORQUE fazer cada coisa de determinado jeito.

Dito isto, quanto mais você racionalizar seu estudo, melhor pra você, pois provavelmente estará utilizando melhor seu tempo, equalizando melhor seu conhecimento entre as disciplinas, dando mais ênfase ao que é realmente necessário, enfim, tornando-se um concurseiro profissional, e que terá muito mais chances de atingir a tão sonhada meta: tomar posse no cargo dos seus sonhos.

Pois bem, dentre os tantos temas de POG, abordaremos hoje uma das partes mais básicas e essenciais da estratégia, que é a definição de MISSÃO, VISÃO e VALORES.

Para explicar este importante conceito, vamos começar com uma analogia. Toda empresa que faz gestão estratégica utiliza desse recurso, que serve para comunicar aos seus funcionários, fornecedores, clientes, e acionistas  o que é que aquela empresa faz, onde quer chegar, e quais são seus princípios e valores mais básicos. É um resumo do que a empresa é e o que faz, e ajuda a orientar esses entes/pessoas na mesma direção.

Repare que tanto os funcionários quanto fornecedores, clientes, acionistas são impactados direta ou indiretamente pelo resultado da empresa. Se a empresa vai bem, normalmente eles também vão. Se a empresa vai mal, eles vão mal também. É interessante conhecer o rumo que a empresa está indo, a fim de agir ativamente em prol de um mesmo objetivo, ou mesmo de estar alinhado com ele, e de poder se planejar, tanto para o bem quanto para o mal.

Todo funcionário deveria conhecer a missão, a visão e os valores da empresa onde trabalha, para saber primeiramente se seus objetivos pessoais estão alinhados com os objetivos estratégicos de longo prazo da empresa. Além disso, é algo que também ajuda na tomada de decisões no dia-a-dia, que impactam diretamente no rumo que a empresa está tomando.

Por exemplo, imagine que um funcionário trabalha na área de compras numa empresa que valoriza muito o meio-ambiente; então, no momento que for adquirir folhas de papel, de forma alinhada com os valores da empresa, vai comprar papel reciclado, que agride menos o meio ambiente. Esta decisão certamente trará impactos positivos para a empresa, em diversas áreas.

Não vamos nos estender muito aqui nos exemplos porque não é o objetivo da postagem. A ideia é: entender que todas as decisões e ações tomadas, nos diversos níveis (estratégico, tático ou operacional), devem estar alinhados com esses três parâmetros.

Mas vamos agora definir um pouco melhor o que são esses três parâmetros, e como se relacionam com o mundo dos concursos.

Vamos considerar a hipótese de o concurseiro querer tomar posse no cargo de AGENTE DE POLICIA FEDERAL. Neste caso, quais seriam: sua missão, sua visão e seus valores? 

Lembrando que “passar no concurso da PF” significa TOMAR POSSE, e não apenas passar na prova escrita e ser reprovado no TAF, ou passar em todas as etapas e chegar no curso de formação em Brasília e ser reprovado/eliminado antes do fim por qualquer motivo que seja. 

O concurso da PF é um concurso complexo e com etapas muito difíceis em série, ou seja, só toma posse (meta FINAL do concurseiro) quem é aprovado em TODAS as etapas de forma sequencial. Lembre-se disto ao planejar e executar sua preparação! Você vai entender o motivo mais para frente.

Então, para um concurseiro, e considerando um nível mais genérico, como definiriamos estes parâmetros? 

Antes de responder, faça uma correlação com o exemplo da empresa. Pense no concurseiro como um funcionário, um diretor, ou um acionista da empresa "Corcurseiro Eu", e que deseja que sua empresa prospere, pois quando isto acontecer, ele também prosperará. Pois bem.

MISSÃO – ESTUDAR/TREINAR EM RITMO CONSTANTE (COMO HÁBITO), SE POSSÍVEL TODOS OS DIAS, E DE FORMA OTIMIZADA E O MÁXIMO QUE PUDER, DENTRO DAS HORAS DISPONÍVEIS

VISÃO – TOMAR POSSE NO CONCURSO DE AGENTE OU ESCRIVÃO DA PF

VALORES:
- O ESTUDO E O TREINO TÊM PRIORIDADE TOTAL SOBRE TODAS AS OUTRAS ATIVIDADES
- ESTUDAR/TREINAR ANTES / SE DIVERTIR/DESCANSAR DEPOIS
- CICLAR OS TÓPICOS E AS DISCIPLINAS COM VELOCIDADE E QUALIDADE
- PREZAR PELA MEMORIZAÇÃO TÉCNICA
- TER UMA META DE ESTUDO DE LONGO PRAZO E CUMPRIR AS METAS DE CURTO PRAZO
- MANTER AS REVISÕES EM DIA (NÃO DEIXAR ACUMULAR AS REVISÕES)
- FAZER O MÁXIMO POSSÍVEL DE QUESTÕES

Agora, como poderíamos explicar/detalhar melhor esses três itens, para que fiquem mais completos?

MISSÃO – “ESTUDAR/TREINAR EM RITMO CONSTANTE (COMO HÁBITO), SE POSSÍVEL TODOS OS DIAS, E DE FORMA OTIMIZADA E O MÁXIMO QUE PUDER, DENTRO DAS HORAS DISPONÍVEIS” - o que significa isto? Significa estudar tempestivamente e de forma intensa, com planejamento e inteligência, de maneira a estar mais preparado que meus concorrentes, na época da prova para AGENTE DE POLICIA FEDERAL, bem como treinar de forma a estar pronto para realizar o TAF a no máximo 1 mês após a data prevista da prova escrita.

VISÃO – “TOMAR POSSE NO CONCURSO DE AGENTE OU ESCRIVÃO DA PF” significa tomar posse no cargo de AGENTE DE POLICIA FEDERAL, tendo sido aprovado em todas as etapas anteriores com folga (prova escrita, teste físico, psicotécnico, exames médicos, exame toxicológico, investigação social e curso de formação profissional)

VALORES – todos os valores ali definidos priorizam o estudo e treino primeiro (o descanso e a diversão vêm depois), e tudo isso com foco e determinação, equilíbrio e sabedoria.

De forma análoga ao exemplo empresarial que vimos antes, a definição de missão, visão e valores ajudam o concurseiro a alinhar todas as suas atitudes do dia-a-dia com foco na sua estratégia, e de sua meta de vida: de passar no concurso que almeja. 

É uma ferramenta que ajuda a “lembrar”, a todo momento, que ele tem um objetivo maior a ser cumprido, na verdade uma visão de longo prazo, uma meta final a ser alcançada.

IMPORTANTE: sem haver esse alinhamento e comprometimento das ações do dia-a-dia com a estratégia e a meta de vida, vários problemas acontecem, tanto no planejamento quanto na execução das atividades. Qualquer decisão do dia-a-dia tem que ser feita com base na MISSÃO, na VISÃO e nos VALORES que definiu anteriormente.

Mas veja: definimos estes parâmetros desta maneira apenas como referência. Cada concurseiro pode definir seus parâmetros da maneira como quiser, ok? Talvez para um concurso da área fiscal, por exemplo, alguns ajustes precisam ser feitos (afinal o concurseiro fiscal não precisa fazer treinamento físico, por exemplo).

Vamos dar um outro exemplo contextualizado. No momento que for convidado para uma festa de casamento, o concurseiro deve pensar se essa festa está alinhada com sua meta maior de passar no concurso. Algumas perguntas-chave devem ser feitas para fazer esta checagem, como por exemplo:
- Ir nesse evento vai te ajudar a ser aprovado no concurso? Sim ou não? 
- Ir a um evento deste tipo estando com várias revisões atrasadas é uma coisa boa ou ruim?...
- Ir a um evento deste tipo é prioridade na sua vida, ou algo secundário?
- Você se sentiria confortável gastando horas úteis de estudo, talvez se embriagando, acordando tarde no dia seguinte, deixando de estudar?

Outro exemplo. No momento que estiver em dúvida se gasta R$ 1.500,00 para adquirir um cursinho atualizado ou se compra um vídeo-game novo, deve pensar qual das duas ações vai influenciar mais na aprovação no concurso. Qual dos dois produtos está mais alinhado com sua estratégia de vida? O vídeo-game está alinhado com sua MISSÃO, com sua VISÃO e com seus VALORES?

Em suma, novamente, todas as ações do concurseiro devem estar alinhadas com sua missão e com sua visão, bem como com seus valores. 

Claro que nem sempre é possível estar 100% alinhado, mas é imprescindível estar sempre avaliando qual o tamanho do desvio. Sempre que estiver se desviando muito desses parâmetros, o concurseiro deve repensar suas atitudes, suas ações, seu planejamento de curto prazo, e fazer ajustes para retomar ao rumo inicial.

Agora um outro ponto bem importante: esta ferramenta não termina após a definição dos três parâmetros, muito pelo contrário, é apenas o começo de tudo. Trata-se de um exercício de reflexão e internalização constantes. A missão, a visão e os valores do concurseiro devem ser impressos e colocados bem visíveis, na parede de casa, para que possam ser constantemente lidos e eventualmente até revisados. 

Além disto, é bom lembrar que o processo de aplicação completo desta ferramenta é feito através do Coaching, com a ajuda de um profissional da área.

Era isso que tínhamos para falar hoje. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

E para maior aprofundamento no tema e maiores informações sobre o COACHING MISSÃO FEDERAL (Técnicas de Estudo na Preparação para Concursos Públicos), entre em contato com os Professores (Coaches) do Grupo Missão Federal através da Fan Page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com. 




ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES ("DISCLAIMER") 


Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que seja feito em sua integralidade e sem supressões, adaptações ou alterações, desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como citada a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e repetido/citado este AVISO (que torna-se parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

COACHING - Planejamento e Controle dos Estudos

Algumas vezes abordamos aqui assuntos que são técnicas de estudo em si, e outras vezes abordamos assuntos que são a parte da gestão e da organização do estudo. São duas coisas diferentes, mas que correm em paralelo, e uma não vive sem a outra. 

Não adianta ter a melhor técnica de estudo se a sua gestão do conteúdo, do tempo, e se sua organização estão pífias. Também de nada adianta ser mega organizado, mas estudar da forma errada. Essas duas coisas se completam.

Hoje falaremos sobre uma parte importante no planejamento da preparação para concursos públicos: o controle da velocidade com que você avança no edital.

Reparem que esta postagem trata do PLANEJAMENTO da preparação, e não da preparação em si. É portanto um tema que faz parte da GESTÃO e ORGANIZAÇÃO do estudo, e não uma técnica de estudo em si.

Para início de conversa, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

- Você fez uma estimativa aproximada para a prova do seu concurso? 
- Você tem um planejamento de estudo de longo prazo? 
- Como você montou esse planejamento? 
- Seu planejamento de longo prazo se encaixa com a data que estimou para a sua prova de concurso? 
- Por acaso delimitou um horizonte de tempo para “fechar” o estudo e revisão do edital do concurso que almeja, a tempo da prova? Que tempo é esse? 1 ano? 2 anos? 
- Você conseguirá estudar todo o conteúdo até a data da prova? 
- Você controla a velocidade que avança nos tópicos do edital? 
- Você sabe quantos por cento já cobriu do edital? 
- Sabe dizer quanto tempo falta para finalizar todos os tópicos do edital?

Se você é uma pessoa extremamente organizada, provavelmente tem respostas para todas as perguntas acima. Caso seja uma pessoa medianamente organizada, deve ter resposta para uma parte das perguntas acima. Caso seja uma pessoa muito pragmática (age mais do que planeja) e/ou uma pessoa muito desorganizada (quase não se planeja), provavelmente deve ter achado essas perguntas complexas demais para responder.

Essas pessoas pragmáticas e/ou desorganizadas não se importam com o planejamento e a gestão do estudo, e querem saber exclusivamente de estudar o máximo possível, independentemente de qualquer plano ou cumprimento de metas. 

Outras, mais metódicas (como é o meu caso), fazem questão de planejar exatamente onde querem estar em cada dia do calendário, e controlam no maior nível de detalhe possível o que já foi estudado até o momento, e o que ainda falta ser estudado.

Não existe um jeito certo e um jeito errado. Você tem que fazer o que for melhor para você. Se você acha que planejamento e gestão são perdas de tempo, não os faça. Se achar que isso pode agregar valor ao seu plano de vida, implemente e acompanhe seu plano.

Se você optar pela primeira, pode parar de ler este artigo aqui mesmo e voltar para o estudo. :)

Se você optar pela segunda, vamos dar algumas dicas de como estruturar melhor seu plano e como geri-lo de forma eficaz, o que no fundo será apenas um desdobramento das perguntas que fizemos no início desta postagem.

Dica 1 – Faça uma estimativa aproximada para a prova do seu concurso: mesmo que você não tenha como “adivinhar” o dia que o edital vá sair, fique de olho nos sites de notícia, nos boatos que rolam na mídia e nas redes sociais. Tenha sempre uma previsão pessimista ante uma visão otimista quanto ao dia da prova, ou seja, sempre imagine que a prova virá o quanto antes possível (o que dará menos tempo para estudar).

Dica 2 – Desenhe um planejamento de estudo de longo prazo: coloque num papel a quantidade total de vídeo-aulas que tem que assistir ou o total de páginas da apostila em PDF ou do livro que tem que ler, por disciplina. Tenha anotado em seu controle de estudos em qual vídeo-aula ou em qual página do PDF/livro você está atualmente. Faça uma divisão do total de páginas que já estudou até agora e divida pela quantidade de dias que se passaram desde o dia em que começou a assistir/ler esse material, o que vai te dar o chamado “pace” atual, ou a velocidade atual que você avança na matéria, na unidade de medida “vídeos/páginas por dia”. Faça a conta de quantos vídeos faltam para assistir ou quantas páginas faltam para serem lidas até o dia em que você estimou que será a sua prova. Pegue esse total de vídeos a assistir ou páginas para ler e divida pela quantidade de dias que faltam de hoje até o dia estimado da sua prova. Você terá calculado qual será a velocidade que você terá que avançar na matéria até o dia da prova, ou o chamado “pace” objetivo (que é a meta que você terá que perseguir).

Dica 3 – Faça um planejamento de longo prazo que se encaixe com a data que estimou para a sua prova: de nada adianta planejar “estudar o máximo possível que conseguir”, sem saber se esse esforço será suficiente para estudar tudo o que precisa ser estudado a tempo da prova. É preciso medir a velocidade atual com que você avança nas disciplina como também calcular qual a velocidade futura necessária para fechar o estudo do conteúdo, e comparar as duas constantemente, para saber se está dosando o esforço necessário ou se precisa aumentar a velocidade.

Vamos fazer um exemplo numérico?

Digamos que você tenha começado a estudar no dia 01/07/2016, e que tenha lido até hoje um total de 80 páginas daquele livro daquela determinada disciplina. Se hoje é dia 01/01/2017, supostamente, então passaram-se 184 dias entre o dia em que você começou a ler o livro até hoje. 

Dividindo 84 páginas por 184 dias, o resultado dá 0,45 páginas por dia. Digamos também que o livro tenha 300 páginas, e que o dia supostamente previsto para sua prova seja 01/08/2017. Então, se hoje é dia 01/01/2017, faltam 212 dias de hoje até o dia da prova. 

Se você já leu 84 páginas, e o livro tem um total de 300 páginas, ainda faltam 216 páginas a serem lidas. Qual é a velocidade que você tem que avançar na matéria para chegar no dia 01/08/2017 (dia da sua prova) com todas as páginas do livro lidas (sem considerar nenhuma margem de segurança, nem tempo hábil para revisar a matéria)? Basta dividir 216 páginas por 212 dias, o que dá 1,01 páginas por dia.

Qual a análise que deve ser feita em cima destes números? A resposta é simples. Nesses 84 dias que se passaram você leu a uma velocidade (“pace”) de 0,45 páginas por dia. Mas para conseguir fechar o livro até o dia da prova, você precisa passar os próximos 216 dias lendo a uma velocidade de 1,01 páginas por dia, que é quase o DOBRO da velocidade que lê atualmente. 

Então, ou você começa a acelerar o seu estudo, ou não vai conseguir chegar no dia da prova tendo lido 100% do conteúdo que cai na sua prova (novamente: sem considerar nenhuma margem de manobra para erros ou revisões da matéria). 

Eu diria que no exemplo acima, o aluno está muito atrasado, e precisa urgentemente aplicar medidas de planejamento e gestão para otimizar seu tempo de estudo. Aplique esta mesma metodologia para seus estudos e veja se você está atrasado ou adiantado no seu cronograma de estudos!

Os alunos do Coaching Missão Federal recebem uma planilha exclusiva que faz todos esses cálculos de forma automática, para controle tempestivo das vídeo-aulas já assistidas, das páginas já lidas, e da velocidade que precisa ser imposta a fim de se completar o edital antes da data prevista para a prova.

Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

E para maior aprofundamento no tema e maiores informações sobre COACHING (processo de preparação para concursos públicos da área policial), entre em contato com os Professores (Coaches) do Grupo Missão Federal através da Fan Page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com. 


ATENÇÃO - TERMOS E CONDIÇÕES ("DISCLAIMER") 

Este texto foi redigido pelos COACHES do Grupo de Estudos MISSÃO FEDERAL. TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS (C). A divulgação do conteúdo aqui apresentado tem pré-autorização dos autores para compartilhamento ou divulgação em outros meios desde que seja feito em sua integralidade e sem supressões, adaptações ou alterações, desde que citado o AUTOR (“GRUPO DE ESTUDOS MISSÃO FEDERAL”), bem como citada a FONTE (com menção expressa do link da Fan Page no Facebook - "https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/" - e do link permanente para acesso ao conteúdo original aqui neste blog) e citado este AVISO (que torna-se parte integrante do texto). Em caso de dúvida, entre em contato conosco previamente através do email coachingmissaofederal@gmail.com. Casos de abuso serão resolvidos na esfera jurídica aplicável, de acordo com a lei.

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 7

Olá meus amigos que estudam para concursos da Área Policial, e outras também.

Hoje falaremos um pouco mais sobre a realização de simulados da prova escrita. Já estamos na sétima parte dessa série que trata diversos aspectos da simulação de provas, para que sua preparação possa ser a mais otimizada possível.

O assunto de hoje será: Fonte de simulados.

A primeira coisa que alguém que nunca fez simulado se pergunta é: "onde vou arrumar simulados?" R: Os simulados podem vir de várias fontes diferentes, e aqui eu vou dar algumas ideias para isso. 

Se você é totalmente iniciante, ou seja, ainda nem começou a fazer simulados, não saia por aí comprando pacotes de simulados em cursinhos. A primeira coisa que você deve fazer antes de comprar simulados é tentar resolver as provas antigas da mesma banca que a sua, e da mesma carreira que você vai aplicar. 

Se considerarmos que estamos hoje em 2017, data original desta publicação, há pelo menos 3 provas que você poderia utilizar para fazer simulados para a Policia Federal, quais sejam, a prova do concurso de APF 2014, o de EPF 2012 (que na verdade ocorreu em 2013, porque o concurso ficou suspenso por cerca de 1 ano), e o de APF 2012. 

Tudo bem que o edital mudou um pouco desde os concursos de 2012 até o de 2014, mas não tem problema, essas provas já serão um excelente ponto de partida para seus simulados. 

Comece fazendo estas três provas para começar a tomar contato com simulados. Faça em ordem cronológica, ou seja, APF 2012, EPF 2012 e depois APF 2014, pois daí você já vai conseguir entender a evolução entre as três. Faça com cuidado e atenção, como já comentado anteriormente. Analise seus resultados um a um. 

Depois que tiver feito essas três provas, você poderá partir para outros caminhos. Daí em diante você tem duas opções basicamente. 

A primeira delas é comprar simulados de sites que vendem este tipo de conteúdo, ou de fazer um curso de simulado presencial na sua cidade. Há vantagens e desvantagens de cada um, de forma mais ou menos análoga à decisão de fazer cursinho online ou presencial, e isso eu deixo para você decidir. 

E a segunda forma possível, um pouco mais trabalhosa, mas que pode até ser menos profissional (pelo menos no início), porém um pouco mais barata, é se organizar com alguns amigos que estejam estudando para o mesmo concurso que você, para que dividam a tarefa de encontrar questões para cada disciplina e montar um simulado entre vocês.

É verdade que dá um certo trabalho pra fazer isso, e certamente não vai ficar igual a uma prova real do CESPE, mas é uma forma bacana de estudar me grupo, de forma colaborativa. 

Se for tentar fazer desta maneira, atribua uma disciplina (ou duas, três, quantas forem necessárias) para cada pessoa, que vai selecionar as questões e os gabaritos, e vai passar pra uma outra pessoa que vai preparar a diagramação das questões. 

Esta pessoa vai diagramar as questões igualzinho como se fosse uma prova do CESPE, salvar em arquivo PDF, e depois vai distribuir para o grupo. 


Vocês então determinam uma data limite para responder o simulado. Cada aluno envia suas respostas para apenas uma das pessoas, responsável pela consolidação das notas.


No dia seguinte da data limite para responder o simulado, o diagramador também divulga o gabarito, e todos fazem a conferência de suas notas. 


Neste momento, o responsável pela consolidação das notas faz a divulgação do ranking final.


Vocês podem repetir este processo de tempos em tempos, sempre que acharem necessário fazer um novo simulado. Muitos grupos de estudo começaram funcionando desta maneira.

Esperamos que tenham gostado de mais uma postagem desta série. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

COACHING - Estudo pelo Ciclo

Olá amigos concurseiros da Área Policial, e também outros concurseiros de outros cargos e áreas de atuação. 

Hoje a postagem será para todos vocês, porque falaremos a respeito uma técnica de estudo que é a mais importante de todas, é a base para qualquer planejamento de estudos de longo prazo e de sucesso. Trata-se do Método de Estudo pelo CICLO.

Como o nome mesmo já diz, o funcionamento desta técnica se baseia na CICLAGEM (repetição) de uma sequência fixa de atividades. No estudo pelo ciclo, o aluno basicamente tem que:

1) Ciclar as disciplinas, e;
2) Ciclar os tópicos que há dentro das disciplinas.

Uma ressalva: nosso objetivo aqui NÃO é o de explicar tecnicamente como montar o seu ciclo, mas sim o de explicar os conceitos básicos por trás desta técnica, para que você saiba como utilizar o ciclo para estudar. 

Em suma, após ler este texto você será capaz de compreender o que é o ciclo, e saberá como utilizá-lo.

Mas você deve estar se perguntando: como vou aplicar a técnica do ciclo de estudos, se não vou aprender a montar o ciclo?

Bem, a montagem do ciclo requer conhecimento prévio em uma série de conceitos que envolvem: o nivelamento de disciplinas (que comentamos numa postagem recente aqui do BLOG), o sequenciamento ideal e alternado de disciplinas, dentre outros. 

Você pode até aprender a montar seu ciclo por conta própria, o que é bastante salutar, mas se não quiser perder tempo com isso, procure a ajuda de um COACH. Caso queira aprender a montar o ciclo, existem diversas bibliografias, até mesmo gratuitas, na internet. No momento não vamos falar sobre isso, mas quem sabe futuramente? :)

Bem, vamos começar falando das disciplinas. Essa parte também é legal de entender.

Quando você decidir em qual cargo e qual instituição vai querer focar, você provavelmente terá lido o edital do último concurso que teve pra esse cargo. No caso da Polícia Federal, a banca que realiza os concursos normalmente é o CESPE. No site do CESPE tem os editais anteriores. O último concurso que teve para a PF foi o de Agente de Polícia Federal 2014. Acesse a página do CESPE e baixe o último edital: http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_14_AGENTE/

No edital existe um ANEXO I que contém as disciplinas que são escopo da prova, e todos os tópicos dentro de cada disciplina. 

Então, repare que já definimos até aqui dois conceitos: DISCIPLINAS (ou matérias, como queira chamar) e TÓPICOS (que são os assuntos que existem dentro de cada disciplina).

Exemplo: existe uma DISCIPLINA chamada "ATUALIDADES", e dentro dela, existem os seguintes TÓPICOS: "Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como segurança, transportes, política, economia, sociedade, educação, saúde, cultura, tecnologia, energia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável e ecologia."

Mas os tópicos de cada disciplina não podem ser tratados como um bloco único de informação. É necessário separar os tópicos, como se fossem itens independentes. Algumas pessoas chamam a técnica de fazer isso de "verticalizar o edital", ou seja, transformar cada tópico em uma linha de texto distinta. Assim, ao fazer isso, você terá cada disciplina como se fosse um conjunto de tópicos, que são separados cada um numa linha (quando verticalizados).

Veja um exemplo da disciplina Atualidades verticalizada:

1) ATUALIDADES - Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como:
a) segurança, 
b) transportes, 
c) política, 
d) economia, 
e) sociedade, 
f) educação, 
g) saúde, 
h) cultura, 
i) tecnologia, 
j) energia, 
k) relações internacionais, 
l) desenvolvimento sustentável e 
m) ecologia.

Agora que já entendemos o que são as disciplinas, e que estas são compostas de vários tópicos, vamos seguir em frente na explicação.

Como já dissemos, existe uma postagem passada aqui no nosso BLOG que trata sobre a questão do NIVELAMENTO das disciplinas, ou seja, qual a quantidade de esforço vai despender em cada disciplina ao longo do tempo, pois existem nuances em cada uma delas que devem ser consideradas. 

Ou seja, fazer o nivelamento das disciplinas é simplesmente pegar o seu tempo total disponível para estudo e dividir esse tempo pelas disciplinas, de acordo com alguns critérios de peso.

Uma analogia que eu sempre utilizo com meus alunos (Coachees) é: imagine que seu tempo disponível para estudar seja uma TORTA, e que você não tem como aplicar fermento infinitamente nessa torta para que ela cresça, ou seja, ela tem um tamanho FIXO e LIMITADO, e você NÃO é capaz de expandir esse tamanho pra sempre. 

Mais uma ressalva: é claro que existem técnicas de organização pessoal e planejamento e gestão que tornam possível aumentar um pouco o tamanho desta torta, no entanto, como disse, não é possível aumentá-la "infinitamente".

Disto isto, a única coisa que lhe resta então é ter sabedoria para "definir e cortar as fatias desta torta" da melhor maneira possível, de maneira a direcionar seus esforços no sentido de garantir a melhor aplicação possível do seu tempo para que você aprenda essas disciplinas de forma equilibrada, para chegar no dia da prova sabendo todas elas de forma mais ou menos similar.

Esse foi o primeiro conceito, qual seja, o de definir o tamanho de cada fatia da sua "torta de tempo", ou o tempo que você vai investir com cada disciplina em cada ciclo. 

É como se a torta inteira fosse o seu ciclo, e cada fatia da torta (que corresponde a cada disciplina) fosse o tempo a ser gasto em cada disciplina. 


O método de divisão da torta em fatias não é simplesmente um método de organização de tempo propriamente dito, e sim uma técnica de estudo. Esse método não vai fazer com que você estude mais tempo absoluto no total, mas sim que siga uma regra fixa para que estude uma proporção definida para cada matéria, e numa sequência supostamente "agradável" (ou minimamente chata/cansativa) para seu cérebro.

Depois que você consiga dividir seu tempo na proporção ideal em cada disciplina (ou que o seu COACH defina para você o tempo de cada disciplina), é hora de estabelecer uma sequencia para as disciplinas.

Esta parte pode parecer besteira, mas é igualmente importante. Isso porque o aluno deve procurar alternar, na sua sequência do ciclo, disciplinas mais de humanas com disciplinas mais de exatas, e também separar os assuntos. O ideal, para você não cansar muito seu cérebro é alternar disciplinas de diferentes tipos.

Bem, então até agora você aprendeu que tem que se definir o tamanho de cada fatia, e a sequencia das fatias (disciplinas). 

Mas há um problema que pode ocorrer. Caso uma matéria tenha uma quantidade de horas alocada muito grande, pode ser que seja necessário quebrar essa fatia em várias fatias menores. 

Desta maneira, pode ser que no seu ciclo algumas disciplinas apareçam mais de uma vez. Isso é normal, e faz parte da montagem do ciclo. Quando isso acontecer, provavelmente foi porque aquela disciplina estava com uma fatia muito grande de tempo, e precisou ser dividida em fatias menores.

Então, quando você receber o seu ciclo montado (ou quando for montá-lo por sua conta), poderá reparar que ele tem um sequenciamento de disciplinas, e um tempo alocado para cada disciplina. E conforme foi dito acima, pode ser que algumas disciplinas apareçam mais de uma vez no ciclo.

Agora vamos entender uma outra coisa. Além do MACRO CICLO que existe entre as disciplinas, há um MICRO CICLO que ocorre nos tópicos dentro de cada disciplina. Estes dois ciclos giram independentemente um do outro.

Eu costumo dizer que existe um "macro ponteiro" que indica qual a próxima disciplina a ser estudada (no macro ciclo), e também existe um "micro ponteiro" dentro de cada disciplina que marca qual o próximo tópico dentro daquela disciplina a ser estudado (micro ciclo). 

Logo, existe apenas um macro ponteiro do ciclo das disciplinas, e existem tantos micro ponteiros quantos forem as disciplinas, quais sejam, marcando cada um o próximo tópico a ser estudado dentro de sua disciplina.

O macro ponteiro sempre marcará a próxima disciplina a ser estudada, e os micro ponteiros sempre marcarão os próximos tópicos dentro de cada disciplinas a serem estudados. 

Sempre que você terminar de estudar uma disciplina, avance o ponteiro para a próxima disciplina a ser estudada. Da mesma forma, toda vez que terminar de estudar um tópico dentro de uma determinada disciplina, avance o ponteiro para o próximo tópico a ser estudado dentro daquela disciplina.

E agora que o ciclo está montado, e você está com ele em mãos, como deve ser utilizado? Existem algumas regrinhas bem simples e básicas a serem seguidas para que o estudo pelo ciclo surte o efeito desejado no longo prazo. Estas são as regras a serem seguidas:

1) Como regra geral, estude as disciplinas na sequência que aparecem para você no ciclo. Não "pule" nenhuma disciplina, mesmo que volte depois (outro dia ou outra hora) para estudá-la. Isto evita que você burle a sequência ideal que foi definida, e que acabe estudando ao seu gosto. Quando você burla a sequência, você ignora toda a lógica do ciclo, e na verdade está estudando a matéria que bem entender. Existem exceções para esta regra? SIM. Quer ver um exemplo? Um antigo aluno meu estava com um parente internado no hospital, e lá permanecia muitas horas por dia, e queria aproveitar este tempo para estudar; só que lá não tinha internet WI-FI; e algumas matérias que ele estudava eram através de video-aulas online, que dependiam de conexão com a internet; porém outras matérias ele estudava pelo livro, sem necessidade de internet; o que ele fez foi que nos dias que ele estava no hospital ele estudava as matérias que eram aprendidas através do livro, e deixava para estudar em casa as matérias que precisavam da internet, independentemente da ordem que vinha no ciclo. Neste exemplo que eu dei, o que ele não podia fazer era encerrar o ciclo com matérias ainda pendentes (sem estudar). Caso ele fizesse isso, estaria desequilibrando todo o planejamento que o Coach havia feito para ele. Então, para passar para o próximo ciclo, ele precisava necessariamente estudar 100% das horas alocadas para todas as disciplinas. Essa regra não poderia ser quebrada.

2) Também como regra geral, siga estritamente o tempo alocado para cada disciplina. Se no ciclo aparecer para você "90 minutos" para determinada disciplina, programe-se e marque seu tempo para estudar durante esses 90 minutos, sem mais nem menos. Há exceções? SIM! É óbvio que tem que existir um bom senso... se você está assistindo uma vídeo-aula, por exemplo, e faltam 10 minutos para o fim do vídeo, só que você já estourou o tempo de estudo daquela disciplina, não há problema algum em terminar de assistir esse vídeo até o fim, e no final das contas ter estudado 100 minutos ao invés de 90 minutos. O que você pode fazer é, quando for estudar esta disciplina de novo, da próxima vez, é estudar 80 minutos ao invés de 90 minutos, para compensar os 10 minutos que estudou a mais da última vez. Esses pequenos ajustes podem ser feitos pontualmente, sem exagerar muito. Claro que se seu ciclo diz para estudar 90 minutos, não vá estudar 300 minutos daquela disciplina, porque aí neste caso passou muito do tempo. Nem estude muito tempo a menos. Procure se orientar pelo tempo previsto no ciclo e se programar para estudar mais ou menos aquela quantidade, sem muito menos, nem muito mais. Use o seu bom senso.

3) Estude, a cada dia, quantas disciplinas conseguir, dentro do seu tempo disponível. Não há limitação da quantidade de disciplinas que estudará por dia. Quanto mais tempo e disposição tiver, mais disciplinas estudará. O ponteiro sempre marcará a próxima disciplina a ser estudada. Ao terminar o tempo de estudo alocado a uma disciplina, vá para a próxima, e assim por diante. E vá estudando disciplina por disciplina até seu dia acabar. Essa é mais uma das vantagens do método do ciclo, porque ao não impor dia fixo para cada disciplina, faz com que você aproveite mais um dia que estiver com muita disposição para estudar, porque você poderá estudar quantas disciplinas conseguir (obviamente seguindo o tempo alocado de cada uma e seguindo também a sequencia definida).

4) De forma análoga, não há número mínimo de disciplinas a serem estudadas por dia. Se você tiver tido algum problema e não puder estudar NADA em determinado dia, você NÃO avança o ponteiro das disciplinas para a próxima, pois afinal, você NÃO estudou naquele dia. Neste caso, o ponteiro permanece PARADO, até o dia em que você estudar aquela disciplina da vez, quando então avançará o ponteiro para a próxima disciplina.

5) No estudo pelo ciclo também NÃO existe dia fixo para cada disciplina, pois você sempre estudará "a próxima disciplina" que aparecer na lista, ou seja, onde seu ponteiro estiver marcando. Isso evita que as pessoas escolham o que estudar de acordo com a afinidade da matéria. Quando o aluno não segue o ciclo, ele acaba fazendo "corpo mole" no dia de estudar as matérias difíceis e chatas, e acaba "dando um gás" no dia de estudar as matéria mais fáceis ou que tem mais afinidade. Isso é muito maléfico, pois acaba por aumentar o abismo de conhecimento e proficiência que já existe entre as disciplinas. Ao passo que ao estudar pelo ciclo o aluno é OBRIGADO a seguir aquela sequência e aquela divisão do tempo para cada disciplina, não podendo burlar a regra, ou seja, sem poder estudar menos tempo que o previsto ou então pular as matérias que odeia, e sem poder deixar de estudar as matérias chatas. É por isso que nos primeiros itens aqui das regras eu mencionei que a sequência e o tempo de cada disciplina devem ser seguidos à risca, salvo em caso de exceção, e sempre com uso de bom senso. Se você perceber que está usando as exceções para burlar a regra do ciclo, você estará sabotando a si mesmo, e consequentemente reduzindo suas chances de passar no concurso público que tanto almeja. Pense nisso.

6) Quando for estudar determinada disciplina, verifique em qual tópico está marcando o micro ponteiro, e estude este tópico. Ao esgotar o estudo deste tópico, caso tenha sobrado tempo daquela disciplina, passe para o próximo tópico, e assim por diante, até completar o tempo de estudo alocado para aquela disciplina. Quando o tempo daquela disciplina tiver acabado, deixe o ponteiro marcando o próximo tópico a ser estudado da próxima vez que for estudar aquela disciplina, e avance o estudo para a próxima disciplina, seguindo a mesma regra. E assim por diante.

O objetivo do estudo pelo ciclo é CICLAR -- Ciclar as disciplinas e ciclar os tópicos. Quanto mais você ciclar, melhor. Os estudiosos da área de memorização dizem que a repetição é uma das coisas que fazem com que a gente aprenda. Então, dirija seus esforços no sentido de ciclar o edital inteiro do seu concurso, passando por todos os tópicos, de todas as disciplinas, quantas vezes conseguir, quanto mais vezes melhor.

Aqui cabe mais uma ressalva, sobretudo para quem leva tudo ao pé da letra: também não é interessante avançar tão rápido por cada tópico de cada disciplina de forma que o aprendizado seja superficial. Isto não pode acontecer. O aprendizado tem que ter um nível de profundidade mínima. Você deve equalizar velocidade com profundidade. Mas também não pode ser tão profundo que o torne lento demais. O ideal é atingir um meio termo. Nem tão rápido, nem tão devagar. Nem tão superficial, nem tão profundo. 

Veja: de nada adianta ciclar 100 vezes o edital fazendo uma leitura dinâmica absurdamente rápida que não te permita compreender a lógica das coisas, que não dê tempo de fazer um bom resumo, que não dê tempo de fazer questões para fixar o conteúdo, etc. Por outro lado, também de nada adianta demorar 5 anos para ciclar o edital pela primeira vez, porque aí você perde o TIMING do próximo concurso. 

Na minha concepção, o tempo ideal é entre 9 e 12 meses para se conseguir ciclar o edital da PF por inteiro. Claro que isso vai variar em razão da quantidade de horas líquidas que você consegue estudar, mas enfim, esse prazo me parece bem razoável para o concurseiro médio. 

Um prazo de 3 meses para conseguir ciclar um edital do tamanho do da Polícia Federal é um absurdo (muito rápido e provavelmente sem qualidade). Um prazo de 2 anos também é muito dilatado, e pode fazer com que você não consiga estudar tudo o que deve a tempo do próximo concurso. Adote uma meta que seja compatível com seu tempo de estudo, a velocidade com que você aprende, memoriza, fixa e treina.

Bem, isto era o que tínhamos para falar, pelo menos neste primeiro momento, sobre como utilizar o ciclo para estudar. Não deixe de complementar esta leitura com outras fontes de informação. Existem muitos artigos gratuitos em PDF, livros não tão caros sobre o tema, e outros BLOGS sobre concursos que abordam essa questão. Vale a pena você obter diferentes pontos de vista sobre o mesmo assim. Nenhum tema pode ser esgotado com apenas uma postagem, então, pesquise, aprenda, se informe. Quanto mais técnicas de estudo e ferramentas de planejamento, organização e gestão você aprender, melhor para você.

Esperamos que tenham gostado desta postagem. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Como ajustar seu Plano de Estudos - Nivelamento das Disciplinas

Amigos Concurseiros da Área Policial, hoje falaremos sobre um tema que é importante no planejamento do seu estudo; abordaremos sobre o nivelamento das disciplinas. 


Obviamente que não trataremos o tema num nível de detalhe muito profundo, pois este merece ser tratado individualmente, e sob um contexto de um Programa de Coaching.

Além disto, antes de começar o assunto propriamente dito, é pré-requisito para compreender o artigo conhecer a técnica de ESTUDO PELO CICLO. Já abordamos diversas vezes esta expressão aqui no BLOG, mas como já existe farto material gratuito e completo sobre o assunto na internet, não será necessário falar sobre ele aqui no BLOG, ao menos por ora. Recomendamos fortemente os textos gratuitos (PDF) e os livros do escritor Alexandre Meirelles, que foi nossa fonte de inspiração de estudo por muito tempo, e por quem somos eternamente agradecidos por estarmos hoje em dia dentro da Polícia Federal, onde um dia você também poderá estar.

Mas então, vamos ao tema. 

O que é o nivelamento de disciplinas, e pra que serve? Qual o seu intuito?

"Nivelar as disciplinas", segundo nossa metodologia de Coaching Missão Federal, significa "tomar as ações necessárias para que todas as disciplinas do escopo do concurso público almejado pelo aluno estejam no mais próximo nível de conhecimento e proficiência quanto seja possível, à época prevista da prova que vai prestar, consideradas as peculiaridades de cada uma delas". Isso resume bem o que é esse conceito.

Então, quais aspectos basicamente devem ser considerados para que esse objetivo seja atingido? Vejamos, para fazer isto, temos que:

1) Considerar todas as disciplinas. Não podemos deixar nenhuma disciplina de fora. Mesmo as disciplinas "menos importantes" precisam ser consideradas. Tenha em mente que uma disciplina que foi pouco importante na última prova pode ter sua importância aumentada na próxima prova. E quando eu digo "importância", estou me referindo à quantidade de pontos em jogo na prova. Matérias que costumam ser deixadas em segundo plano pelos alunos, no estudo pro Concurso de Escrivão ou de Agente da Polícia Federal são: Administração e AFO.

2) Considerar o tempo que supostamente falta até o dia da prova. Nessa parte aqui, a gente tem que ser sempre bem conservador (ou melhor, pessimista mesmo), ou seja, sempre considerar que a prova virá o mais cedo possível. O ideal é considerar um horizonte de 6 meses a 1 ano. Quem estuda pra um concurso achando que a prova virá só daqui a 3 anos está com nível de aprendizado muito aquém da concorrência. Então, considere que você terá que atingir esse objetivo (nivelar as disciplinas) dentro de um horizonte de tempo razoável, não muito longo. 

3) Deixar as disciplinas "no mais próximo nível de conhecimento e proficiência quanto seja possível" significa dizer que o acerto líquido percentual ao fazer questões ou simulados tem que ser parecido para todas as disciplinas. De nada adianta estar com acerto em torno de 80% líquido em Português, RLM e Informática e ignorar Administração, AFO e Atualidades, por exemplo. Você tem que monitorar o resultado histórico (acerto percentual líquido) de todas as disciplinas ao longo do tempo, e ir fazendo ajustes no seu ciclo de estudo, atribuindo mais tempo de estudo para as disciplinas que estão com pior resultado, para que ao passar do tempo passem a ficar mais niveladas. O melhor concurseiro é aquele que é avesso a riscos. Quem estuda com muita ênfase em 3 ou 4 disciplinas e ignora as outras corre sério risco de tomar uma bela porrada na prova, porque se a banca resolve dar um tom diferente no próximo concurso (leia-se: dar importância diferente da última prova para cada disciplina) vai ser pego de surpresa. E a última coisa que você quer é ser pego de surpresa, e jogar todo o seu esforço no lixo por causa de uma "cartada de azar".

4) Por último, considerar as peculiaridades de cada uma delas significa, no limite, "tratar os desiguais na medida de seus desigualdades" (já ouviu isso em algum lugar, né?), ou seja, considerar alguns aspectos específicos de cada disciplina que podem (e devem) influenciar na divisão do esforço que você vai gastar ao estudar cada uma delas. Isso significa dizer que, ao fazer o quanto explicado no item 3, faça-o com sabedoria, não necessariamente fazendo com que todas as matérias estejam exatamente no mesmo nível de conhecimento e proficiência, pois talvez uma ou outra tenha uma importância ponderada maior que as demais.

Mas como saber quais matérias são essas e como fazer estas ponderações? Os aspectos a considerar são vários, e isso varia de aluno pra aluno. Somente uma análise personalizada permite esse ajuste fino do ciclo, que é tão necessário para se passar em concursos públicos atualmente.


Esperamos que tenham gostado desta postagem. Caso você tenha alguma dúvida ou sugestão sobre este assunto, deixe uma mensagem pra gente na parte de comentários, logo abaixo.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dicas de como fazer um bom simulado - Um Guia Completo - Parte 6

Olá Concurseiros da área Policial. 

Dando continuidade às nossas dicas para quem está estudando para concursos da área policial, continuaremos a falar sobre a prática de simulados da prova escrita, com dicas e técnicas que vão te fazer extrair o seu maior potencial dessa importante ferramenta.

Hoje, apresentaremos a PARTE 6 desta série. Esperamos que curtam o assunto, e caso tenham dúvidas ou comentários, deixem uma mensagem pra gente.

Hoje falaremos sobre o tema "COM QUE FREQUÊNCIA FAZER SIMULADOS?"

Como praticamente TUDO que envolve concurso público, em primeiro lugar, tudo DEPENDE, e em segundo lugar, há que se ter moderação e equilíbrio no planejamento e na execução. Nem oito nem oitenta. E isso vale também para a frequência que você vai fazer simulados. 

Começando pela parte do “depende”: cada pessoa tem uma determinada rotina, uma particular carga de trabalho, uma carga de compromissos e atribuições de família. Uns são solteiros e não tem filhos. Já outros são casados, têm filhos, e ainda fazem faculdade. Por isso, costumo dizer que: "cada um sabe onde o calo aperta".

Uma das coisas que vai definir, portanto, a frequência com que vai fazer simulados é a quantidade de tempo que você tem para estudar por semana. 

Outra coisa que também vai ajudar a definir isso é o quanto já estudou até agora do edital do seu concurso, ou seja, o quanto já avançou nos tópicos dentro de cada disciplina. 

Vou explicar as duas coisas separadamente, mas começando primeiro pela última, que é a questão do edital. 

Não adianta você começar a estudar no dia 1º de Janeiro, com uma rotina de estudo de 1 hora por dia, e um mês depois resolver começar a fazer simulados, pois vai ter uma bagagem de estudo muito pequena, talvez insuficiente para fazer um simulado com a devida qualidade. Não estou dizendo que você não possa, ou não deva, fazer simulado já no seu primeiro dia de estudo (exagerando um pouco). Mas o benefício que vai extrair certamente será pequeno.

O momento certo para começar a fazer simulados vai depender muito de quanto você já avançou nas disciplinas e a velocidade com que vem avançando edital adentro, mas não adianta começar a fazer simulados muito cedo. Este é o ponto. É uma relação de custo/benefício.

O segundo ponto é com relação à sua rotina. Vamos dar alguns exemplos para ilustrar melhor. 

Digamos que você tenha somente 1h e meia bruta por dia para estudar, e mais 5 horas brutas no sábado e 8 horas brutas no domingo. Isso significa que você tem um total de 20,5 horas brutas por semana. Se você resolver fazer 1 simulado por semana, provavelmente só a resolução do simulado (ler as questões e responder) vai te tomar 5 horas brutas facilmente, fora a conferência do resultado, que vai te tomar mais algumas horas brutas adicionais. Isso significa que praticamente 1/3 do seu tempo da semana será consumido com resolução e conferência de simulados. Talvez isso seja MUITO, a depender do ponto em que você está nos tópicos de cada disciplina.

Só pra dar outro exemplo agora: para quem já cobriu, digamos, mais de 50% dos tópicos do edital e está avançando muito rápido (mas com qualidade!) nas disciplinas, utilizar 1/3 do tempo com simulados pode ser OK. Já pra quem ainda está começando nos estudos, e ainda está muito insipiente nas disciplinas, gastar 1/3 do tempo bruto com simulados pode ser muita coisa. 

Vamos analisar uma outra situação: uma pessoa que tenha 50 horas brutas por semana pra estudar, e aproveite muito bem essas horas. Talvez para esta pessoa fazer 1 simulado por semana não seja uma parte tão grande assim do seu tempo livre, algo em torno de 20-25% do tempo de estudo. 

E é claro que, ainda assim, é importante verificar também quantos porcento dos tópicos do edital já cobriu, bem como a velocidade com que vem avançando nesses tópicos, ok? 

Mas enfim, o que eu pretendo demonstrar aqui é que a freqüência que você vai fazer simulados dependerá de duas coisas: 

1) da fase em que você se encontra de proficiência nas disciplinas e
2) do seu total de tempo livre que tem numa semana típica. 

Vamos agora analisar algumas situações exemplificativas, para você entender melhor como deve funcionar a coisa, e daí tirar suas próprias conclusões. 

Situação 1: se você está começando a estudar agora (digamos, há menos de um mês) e tem muito pouco tempo livre, talvez seja melhor não fazer simulados agora, ou então se quiser muito fazer, não fazer com tanta frequência, ou seja, talvez uma vez a cada 6 semanas seja mais do que suficiente. 

Situação 2: se você já estuda há vários meses, mas tem muito pouco tempo livre pra estudar no dia-a-dia, e por isso está avançando muito devagar nas disciplinas, talvez seja melhor fazer simulados com baixa frequência neste estágio, uma vez por mês pode ser suficiente. É melhor você gastar essas horas no avanço do seu estudo.

Situação 3: você já estuda há vários meses, tem bastante tempo livre na semana, aproveita bem o tempo e já está quase ciclando o edital pela primeira vez (ou seja, já quase estudou todos os tópicos de todas as disciplinas do edital), então você é um concurseiro experiente, e pode fazer simulados, digamos, duas vezes por mês (uma vez a cada duas semanas). 

Situação 4: você estuda há pouquíssimo tempo, mas não faz nada na vida além de estudar para a polícia federal, e às vezes fica entediado de tanto estudar (ler, resumir, fixar) e quer começar a aplicar seu tempo de forma mais otimizada, então pode ser interessante fazer um simulado a cada três semanas, ou alguma coisa do tipo. 

Situação 5: você estuda há anos para a PF, já fez vários cursos, já ciclou o edital 2 vezes e está indo para a terceira, já fez mais de 20 mil questões no site de questões que você acessa, já tem boa experiência com alguns simulados que fez, tem bastante tempo livre, então você pode fazer até mesmo um simulado por semana, porque isso não vai atrapalhar a evolução do seu estudo. 

Em suma, avalie sua situação e calcule a frequencia ideal para fazer simulados de acordo com o que explicamos acima, sem que ele consuma uma parte muito grande do seu tempo total de estudo. 

O simulado é importante, mas é apenas uma das várias ferramentas existentes para absorver conteúdo, melhorar seu conhecimento, fixar/memorizar o conteúdo e testar suas habilidades. 

Bem, por hoje é só. Esperamos que tenham gostado de mais uma parte desta série sobre simulados. E para maiores informações sobre COACHING relacionado a este e outros temas relacionados ao processo de preparação para concursos públicos da área policial, entre em contato com os Coaches do Grupo Missão Federal através da fan page no Facebook (https://www.facebook.com/MissaoFederalMF/) ou através do email: coachingmissaofederal@gmail.com. 



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