segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Qual é o seu apetite para ser FEDERAL ?????

Amigos,

Como estão os estudos ???? lembre-se: "Quando a hora do certame chegar, o tempo para se preparar já passou". Espero que estejam com força máximo para o próximo concurso da PF (acho que será o primeiro) ou PRF, pois compor esses órgãos, não tem satisfação maior.

Para isso, trouxe um vídeo motivacional que me ajudou muito em vários momentos da minha trajetória nas cabines do LFG. Lembro-me como se fosse hoje, ao não conseguir ir para segunda fase da prova da PF em 2012, fiquei muito abalado e assisti esse vídeo cerca de 20 vezes nos 30 dias seguintes da prova. Tem pessoas que ir ao psicólogo ou psiquiatra adianta, mas, para mim, particularmente, prefiro vídeos motivacionais.

Espero que todos estejam NESSA PEGADA !!

Feliz 2014 futuros colegas !!!!






Forte abraço!!

Estamos Juntos SEMPRE !!!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

EXAMES MÉDICOS PARA CONCURSOS


E aí, futuros Policiais Federais? Como estão os estudos e demais preparativos para o futuro? Espero que todos estejam bem focados, mesmo depois dessas festas todas de final de ano.

Bem, hoje vamos fazer um post inicial sobre os exames médicos dos concursos para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, abordando os temas principais desses dois certames, e as dicas mais gerais para você não cair em nenhuma cilada. Mais pro futuro, poderemos entrar mais nos detalhes de cada exame, em específico, mas por ora teremos uma abordagem mais geral. Esse tema é um dos temas mais importantes para o concurso de vocês, pois é uma etapa que elimina um número considerável de pessoas. Além disso, é uma etapa mais de cumprimento de formalidades do que qualquer outra coisa, e essa característica gera diversos problemas, tanto é que o concurso da PRF 2012 está hoje (em Jan/2014) temporariamente suspenso por conta disso. Mas, vamos aos pontos principais que você precisa saber.

1) Doenças incapacitantes – a primeira e mais importante coisa que você tem que entender sobre a etapa de exame médico é que: ele visa justamente identificar se você tem alguma das doenças incapacitantes à atividade policial. Logo, antes de verificar quais exames você terá que fazer, primeiro dê uma olhada exaustiva na parte de doenças incapacitantes, para saber se você tem alguma possibilidade de ter alguma daquelas doenças. Para tal, imprima essa tal parte do edital e vá analisando item a item. Algumas doenças são mais raras, mas outras são mais comuns, e podem acometer quase qualquer pessoa, inclusive você. Eu mesmo, antes até de começar a estudar pro concurso, fiz isso que acabei de dizer, ou seja, verifiquei todas as doenças incapacitantes, uma por uma. Daí então, identifiquei algumas coisas que poderiam potencialmente representar algum risco para mim (pelo fato de não ter um diagnóstico mais apurado feito no passado), e tratei de fazer exames preliminares por conta própria, para me certificar de que não tinha nenhuma das doenças incapacitantes, o que foi felizmente confirmado. Além disso, algumas doenças, dependendo do que forem, podem ser tratadas (isto é, se for algum tipo de doença não crônica, que você possa tomar remédio, ou tomar alguns cuidados quando estiver chegando perto do exame médico, como colesterol alto, por exemplo). Então, faça isso: verifique as doenças incapacitantes, desde já, e se tiver a desconfiança de que algo esteja fora do normal, procure um médico e faça o tratamento adequado, para evitar uma eliminação injusta.

2) Onde fazer os exames -- Laboratórios bons ou vagabundos? Grandes ou pequenos? Muita gente acha que é melhor fazer os exames num laboratório grande. Eu acho que depende. Isso é pura sorte, e também depende do caso, depende do exame. Nas clínicas grandes você é atendido segundo algum protocolo, que dificilmente será quebrado, e nas clínicas pequenas você pode ser atendido de forma mais customizada, o que poderá te ajudar caso precise de um resultado urgente, ou em determinado padrão de laudo, por exemplo, para cumprimento do edital. O importante é: faça os exames com bastante antecedência para que dê tempo de você refazê-los caso se depare com um laboratório ruim, ou que te atenda mal, com má vontade. Eu por exemplo fiz um determinado exame num laboratório pequeno, com uma médica muito mal humorada, e meu exame acusou um leve desvio (hoje em dia eu entendi porquê: o aparelho era antigo, usava um padrão obsoleto, então a culpa não era do meu estado de saúde), ela não se deu ao trabalho de procurar saber a causa desse problema, ou me indicar um tratamento, não se preocupou em buscar o motivo do desvio ou me deu qualquer possibilidade de solução. Daí eu procurei um outro especialista que falou que eu não tinha nenhuma doença incapacitante relativa àquele exame, e eu refiz o exame em outro laboratório num grande hospital, e deu tudo OK. Mas eu só consegui reverter isso porque fiz com MUITA antecedência, deu tempo de identificar a causa e refazer o exame. Aliás, puxando a sardinha pra outro tema, a mesma coisa vale para as certidões negativas: não deixe para emití-las em cima da hora, pois se por acaso houver algum homônimo seu com dívidas na justiça, vai levar um certo tempo até você conseguir limpar o seu nome, para poder entregar as certidões corretamente “limpas”.

3) Não se dê por satisfeito - se desconfiar de qualquer coisa ruim relativa ao exame, se tiver qualquer dúvida, ou desconfiar que algo saiu errado, não hesite em voltar lá na clínica/laboratório para mandar refazer o exame (pra fazer a contraprova), ou para incluir a informação faltante. Nesses concursos eles pediam, por exemplo, para constar a ESPECIALIDADE do médico, mesmo que fosse escrita à mão (à caneta). Pois então, alguns exames que eu fiz eu não conferi esses detalhes tempestivamente (na hora que recebi o laudo, na frente do médico), então tive que ter o trabalho de voltar lá e pedi pra refazer ou pra incluir à mão a informação faltante (um saco!). O ideal é conferir tudo na hora, pra perder o mínimo possível de tempo. Não deixe faltar QUALQUER FORMALIDADE que precise ter (segundo o seu edital), mesmo que o médico faça cara feia, resmungue, te olhe com desdenho ou aja ironicamente com você. Aconteceu comigo e aconteceu com muita gente, é bem comum acontecer esse tipo de situação com algum dos exames. E se ele se recusar a fazer o ajuste no documento, procure algum gerente na clínica ou faça o exame em outro lugar. E também se o exame apresentar qualquer alteração, peça explicações detalhadas ao médico, veja se é possível resolver o problema de alguma forma, às vezes é possível fazer algum tratamento (quando não se trata de uma doença incapacitante, mas sim uma situação temporária tratável, como exemplifiquei no caso do colesterol alto, que pode ser uma situação temporária e não uma doença crônica).

4) Imprima o edital e leve para o médico - sempre que for ao médico fazer a consulta de determinado exame, leve a parte do edital correspondente, e mostre pra ele. Mostre a ele a parte relativa à especialidade dele (ex: cardiologia), e deixe ele ler com calma, sem pressa. E mostre pra ele também as doenças incapacitantes (tá lá no final do edital), para que ele não corra o risco de colocar alguma informação no laudo que possa levar à interpretação de que você tem alguma doença daquelas, que você na realidade não tem. Adicionalmente, eu também sempre levava pro médico um documento impresso, feito por mim mesmo, e deixava uma cópia com ele (e/ou na recepção também), que servia como uma "prova" de que eu pedi o exame FORMALMENTE e ANTECIPADAMENTE com todos os detalhes citados verbalmente na consulta, e que teria o direito de reclamar caso não estivessem lá. O documento era mais ou menos assim:

“Sr. Médico,

Por favor observar que nos resultados dos meus exames médicos admissionais para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal devem constar, necessariamente:

- Meu nome completo: FULANO DE TAL

- Nome do exame como consta no edital: ________________________________________

- Data do exame

- Assinatura do médico a caneta

- Especialidade do médico (preferencialmente no carimbo)

- Registro no órgão de classe específico do profissional responsável (no caso de ser médico, o número do CRM, bem legível)

- Laudo (se aplicável ao exame)

- Duas vias (uma para a PF e outra para a PRF)

- Obs: os laudos e exames não podem conter rasuras de qualquer tipo”

Ah! Além disso, como já citei antes, é importante também levar esse checklist consigo no momento de RETIRAR os exames, pois você poderá fazer a conferência tempestiva dos itens formais que o edital pede. Nos primeiros exames que eu fiz, eu esqueci de fazer isso, então só fazia a conferência ao chegar em casa, e aí quando havia algum erro (quase sempre havia algo faltando) eu tinha que retornar à clinica, me gerando um trabalho adicional desnecessário.

5) Exame de sangue - Cuidado com o exame de sangue. Verifiquem TODOS os itens que se pede no edital, um por um, e os nomes de cada item têm que estar batendo. SE NÃO ESTIVER, pelo menos DESCONFIE, PERGUNTE. Pode ser que não seja problema nenhum (pode ser que o laboratório use algum sinônimo para algum item), MAS pode ser que seja sim! Então, na dúvida, peque pelo excesso de zelo. Faça um checklist específico para os itens do exame de sangue, e confira e re-confira várias vezes. Lembre-se que todos os exames precisam de assinatura e especialidade do profissional responsável, e os exames de sangue às vezes vêm com assinatura digital, direto pelo sistema. Eu solicitei lá na minha clínica que eles viessem com assinatura manual, e eles fizeram isso direitinho, conforme eu pedi. Eu fiz os exames de sangue numa rede bem grande de laboratórios, mas mesmo assim (mesmo sendo uma clínica grande) eles mudaram o protocolo deles para me atender.

6) Avaliação clínica (necessário para alguns exames) - no exame cardiológico, por exemplo, diz assim:

    II – cardiológicos, todos com laudo:

       a) avaliação clínica cardiológica realizada pelo especialista;

       b) eletrocardiograma;

       c) ecocardiograma bidimensional com Doppler;

Vamos entender melhor isso, porque foi um ponto que gerou problemas pra muita gente nos concursos da PF e PRF. Repare que, segundo o edital, aqui há 3 coisas a fazer: um (item b) eletrocardiograma, um (item c) ecocardiograma, e no final, necessariamente, uma (item a) avaliação clínica do especialista. No edital não fala explicitamente, mas pela minha experiência e de outros colegas, eu creio fortemente que essa avaliação (item a) deva considerar os resultados dos itens (b) e (c). Eu pelo menos fiz assim. Então, na avaliação do médico (item (a), que foi a última coisa que eu fiz), ele escreveu lá no documento que meu eletrocardiograma estava ok, e que meu ecocardiograma também estava ok. Ou seja, o laudo que ele fez (a avaliação clínica realizada pelo médico) dizia explicitamente que os dois exames (eletrocardio e ecocardio) foram levados em consideração na avaliação feita.

Tem outro caso que isso acontece, no oftalmo, vejam:

   IV – oftalmológicos: avaliação oftalmológica pelo especialista, considerando:

     a) acuidade visual sem correção;

     b) acuidade visual com correção;

     c) tonometria;

     d) biomicroscopia;

     e) fundoscopia;

     f) motricidade ocular;

     g) senso cromático;

     h) campo visual (campimetria computadorizada), com laudo;

Repare que no "caput" desse item, o edital fala que a avaliação tem que considerar TODOS esses itens. Ou seja, o médico tem que escrever no laudo dele que você está “APTO, segundo os itens de (a) até (h)”, ou seja, tem que ser explícito no texto, e necessariamente citar todos esses itens no laudo. Se ficar faltando algum, você pode ser reprovado!

No caso do otorrino, por exemplo, também é a mesma coisa: o laudo final do médico é a avaliação clínica, e tem que levar em consideração todos os exames feitos anteriormente.

   V – otorrinolaringológicos:

   a) avaliação clínica otorrinolaringológica realizada pelo especialista;

   b) audiometria tonal com laudo;

Uma dica que eu dou para otimizar esse trabalho todo é: depois que entender bem tudo o que estiver ao seu alcance (por conta própria) na parte dos exames médicos (exames necessários + doenças incapacitantes), vá num médico do tipo clínico geral (ou um cardiologista, melhor ainda), e leve tudo isso pra ele analisar junto contigo. Aproveite a oportunidade e tire todas as suas dúvidas com ele. Aí vem a parte mais importante: saia de lá com TODOS os pedidos médicos de TODOS os exames em mãos. Daí você faz primeiro TODOS os exames necessários, e só DEPOIS marca as consultas com os especialistas de cada área, para que eles façam as suas avaliações clínicas/laudos. Fazendo isso que eu falei, você poderá marcar uma ÚNICA consulta com o cardiologista (por exemplo), e já chegar lá no dia da consulta com o exame “ecocardiograma bidimensional com Doppler” já pronto, pra mostrar pra ele. Desta forma, ele vai te examinar (perguntar coisas sobre sua vida, ouvir teu coração, etc), fazer o outro exame que falta “eletrocardiograma” (é que geralmente o cardiologista tem esse aparelho na clínica, e ele mesmo faz o exame), e concluir a consulta já te fornecendo ao final dela a avaliação clínica dele, levando em conta tudo isso, conforme o edital. Do contrário, se você marcar uma consulta com cada especialista, você terá o trabalho de ir lá duas vezes, sendo a primeira vez somente para explicar tudo pra ele, e ele vai te passar as requisições dos exames, e depois vai ter que retornar lá pra apresentar o resultado do exame, e pegar a avaliação clínica feita por ele. Seguindo o jeito que eu expliquei, você irá em cada médico uma única vez (exceto o cardiologista/clínico geral, que irá duas vezes), e depois mais uma única vez em cada especialista.

7) Conferencia na hora de entregar – dependendo do concurso, da cidade onde você mora, do número de pessoas habilitadas nesta fase do concurso, o dia da entrega dos exames é um caos, uma zona. Pra começar as dicas sobre esta parte: não deixe de retirar as capas dos exames em casa, com calma (eles vão fazer isso lá na hora, de qualquer jeito, caso você já não tenha feito em casa), contar todas as folhas (ex: 56 folhas no total), e também de XEROCAR ou ESCANEAR todas as folhas (ou tirar foto no celular), e ter todas elas guardadas, pois caso haja alguma reprovação no futuro, você poderá conferir se o exame estava ou não correto. Uma outra coisa que pode funcionar é: na hora de pedir os exames na clinica, pedir 2 cópias. Uma você vai entregar pra banca, e a outra vai ficar com você (geralmente as clínicas aceitam que você peça duas cópias, com exceção da chapa de raio-x, que se for daquele método tradicional, é item único). Tenha sempre registro de tudo! Ah! Eu também fiz o seguinte: algum tempo ANTES mesmo de separar os exames para entregar no dia do exame médico da CESPE, eu pedi pro meu pai (ou qualquer outra pessoa que não seja você) para conferir TUDO em relação ao edital. Assim você diminui bastante a possibilidade de errar.

8) Outras dicas de conferência na hora de entregar - Na entrega dos exames da PRF, eram MUITAS pessoas lá entregando exames, umas 300-400, sei lá. Um número bem grande. Então, estava um CAOS... Como era a primeira vez que eu entregava exames, não sabia como funcionava. Então, levei todos os exames dentro das capas dos laboratórios. Mas chegando lá, fomos orientados a retirar todas as capas, e deixar somente o conteúdo em si, as folhas dos exames propriamente ditos.  Fizemos isso num banquinho de madeira, com os exames apoiados no colo, em cima da perna. Arrancando os grampos da maneira que conseguíamos (de forma improvisada), com pressa pra entregar logo (pois era a maior correria). Feito isso, íamos para uma uma mesa de uma pessoa que carimbava todas as folhas, um carimbo redondo escrito "CESPE", e um espaço disponível pra escrever alguma coisa (que eu vim a saber depois que era o NÚMERO DA FOLHA).  Bem, carimbadas todas as folhas, íamos para a segunda fila. Lá, uma mulher escrevia em cada folha uma numeração sequencial, começando no 1... Então 1, 2, 3, 4. (...) 10, 11, 12 (...) 30,...  40,... 50... Imagina que TRABALHO DE CORNO a pessoa ficar numerando tudo, à mão... de centenas de candidatos... Ou seja, a pessoa que faz esse trabalho acaba ficando cansada né? Pois bem, ao final da numeração, ela perguntou pra mim: "foram 56 folhas... quer dar uma conferida?". Como eu não tinha contado as folhas previamente em casa (na PF eu fiz isso, porque  já tinha aprendido a lição), eu disse "lógico", e peguei as folhas e comecei a ver se não tinha ficado uma grudada na outra, eventualmente sem o carimbo/numeração. RESULTADO: NÃO É QUE A PESSOA TINHA PULADO UMA FOLHA, QUE POR CONSEQUÊNCIA TINHA FICADO SEM O NÚMERO???... Fiquei muito P#$# da vida, mas também tive complacência com a pobre funcionária, carimbadora/numeradora. Tudo bem que seria a responsabilidade dela fazer aquilo ali SEM ERROS, mas minha experiência de vida sempre me disse que seres humanos não são máquinas, e eventualmente erram... Então eu terminei de folhear os documentos pra ver se não tinha havido uma outra falha, mas era só aquela falha a identificada. Daí ela pegou essa folha que ficou faltando a numeração e incluiu um número (número 57). Ou seja, essa folha ficou fora da ordem, mas ela falou que não teria problema, e que no final das contas o que importava mesmo era o número total de folhas. E vejam que DO MEU LADO na fila tinha um camarada que, ao ser perguntado sobre essa re-conferência da contagem de folhas, por parte dele mesmo (candidato), disse "não precisa não, obrigado". Pois Imagine se ficou faltando alguma folha a ser numerada no dele? Se aconteceu comigo, pode acontecer com qualquer um! Não sei como é que ele não quis conferir.... Não deixe de conferir o seu!

9) Formalidades do Edital – é engraçado que, quando começou a etapa do exame médico, eu imprimi essa parte do edital, marquei tudo que era importante com marca-texto amarelo, coloquei comentários à caneta, enfim, fiz minhas indagações, anotações, análises, etc. Depois disso, lancei minhas dúvidas para meus amigos médicos e também nos fóruns. Na época, fiquei bem ligado no Correioweb e nos grupos do Facebook, vendo as dúvidas das pessoas quanto às formalidades. É engraçado de ver como muita gente parecia meio neurótico com os detalhes, perguntando cada dúvida que parecia maluquice, indo atrás do detalhe do detalhe, “buscando pelo em ovo”. MUITA GENTE foi criticada por isso, por estar com excesso de zelo com relação aos exames médicos. Eu, como sou um cara muito detalhista, fui, como muitos, conservador, e realmente pequei pelo excesso, e acho que por isso estou APTO nos exames da PF e da PRF. Tenho certeza que muita gente que foi displicente quanto aos exames e ficou reprovada, e agora está “reclamando seus direitos na justiça”. Não queira ser um sub judice no concurso dos seus sonhos, e aja sim com absoluto excesso de zelo, pois isso muito poderá ser a diferença entre estar APTO ou não. Lembre-se que o objetivo do exame médico, sim, é verificar se você possui alguma doença incapacitante (como mencionei no início do post), MAS como toda fase do concurso, possui suas formalidades, que devem ser cumpridas à risca. Não permita que o nome de um exame incorreto, a falta de um CRM, a falta de especialidade de um médico, ou qualquer outra “mera formalidade” te deixe fora do seu sonho. Seja exagerado mesmo, seja detalhista, corra atrás dos mínimos detalhes para que seus exames médicos estejam perfeitos e impecáveis.

Bem, então, essas foram as minhas dicas gerais quanto aos exames médicos. Quando forem entregar seus exames, consultem esse post, pra já chegarem lá bizurados. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Resolução de questões.

Olá, combatentes! Nesse post será abordado a importância da resolução de questões para a aprovação. Essa atividade destaca-se como um fator fundamental para o êxito na prova, tão importante quanto saber a teoria é resolver questões, uma vez que cada banca tem o seu perfil e é preciso conhecê-lo, portanto resolva muitas questões da banca que você vai enfrentar, esse é o primeiro passo. Já que o nosso blog é direcionado para PF e PRF será abordada a banca CESPE. Durante essa jornada até a aprovação, não conheci ninguém que tenha passado sem resolver questões, alguns resolvem mais, outros menos; no entanto, pude observar que para os candidatos que possuem pouco tempo até a prova, a melhor estratégia é resolver questões. 
Por que resolver questões? Elas te ajudam a memorizar o conteúdo, a direcionar os seus estudos para os assuntos mais cobrados; elas se repetem e muito!!!

A banca CESPE, a qual é o foco desse blog, tem uma característica muito peculiar, suas questões, geralmente, só possuem dois gabaritos, CERTO ou ERRADO. Logo, o concurseiro só precisa marcar C ou E. Parece fácil, todavia, uma errada anula uma certa; ou seja, se a prova tiver 10 questões, dessas eu acertei o gabarito de 6 e errei o gabarito de 4 questões, minha pontuação será 2. Esse é o método realizado nas provas da PF e PRF. Cabe ressaltar, que essa banca em algumas provas utiliza métodos diferentes, como, questões com 5 gabaritos, ou 2 erradas anula uma certa...

Dica de ouro para o CESPE. Essa dica pode te levar a aprovação, é arriscada, mas se você tiver acertado boa parte da prova, ela funcionará. Os gabaritos preliminares da CESPE são, mais ou menos, 50% CERTO e 50% ERRADO. Ressaltei "mais ou menos", pois ele varia pouco, fica aproximadamente 50% para cada. Como exemplo, será tomada como base uma prova de 10 questões, se dessas dez questões eu marquei 4 como ERRADAS, 1 como CERTA e as outras 5 deixei em branco. Logo, segundo o método de risco, as outras 5 eu marcarei como CERTAS, uma vez que 50% é de cada gabarito, destaca-se que dessa forma ficarão 4 gabaritos como erradas e 6 como certas, portanto eu perderia um ponto, mas ganharia 3 pontos. Por conseguinte, minha pontuação final que seria de 5 pontos, agora, será de 8.

Onde resolver questões? Existem muitos sites, livros e programas no mercado que são utilizados para resolução de questões. Uma forma muito produtiva é pegar materiais que possuem questões comentadas, dessa forma você saberá o porquê do gabarito daquela questão, aprendendo de forma eficiente. Durante algum tempo utilizei o Superprovas, um programa que você paga um valor anual e instala no seu computador, a grande vantagem desse software é que você não precisa estar conectado na internet para utilizá-lo. Ademais, você pode atualizar o banco de questões. Depois de algum tempo de estudo, adquiri uma assinatura no site questões de concursos, a vantagem desse site é que os próprios concurseiros comentam as questões, isso não tem no superprovas. Outros sites os quais não utilizei, mas estão no mercado são: tecconcursos, rota dos concursos e mapa da prova.

Nosso próximo post será, provavelmente, no dia 07/01 sobre os exames médicos exigidos pela banca.

Espero ter contribuído para a sua aprovação! Feliz ano novo! Desejo a vocês muita energia para os estudos! Quem não desiste passa! Forte abraço!



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA EM CONCURSO PÚBLICO - INTRODUÇÃO

Olá amigos aspirantes aos cargos de Policial Federal e Policial Rodoviário Federal, hoje vim falar a vocês sobre a também tão temida avaliação psicológica. Em primeiro lugar, é notório dizer que de uns 5 anos pra cá esse assunto ficou muito mais difundido entre os candidatos a concursos que preveem esse tipo de avaliação, e portanto ficou muito menos arriscado pra todo mundo ser reprovado nesta etapa. 

Acho que o maior problema do passado era justamente esse mistério, esse desconhecimento, a caixa preta em que estava inserida a avaliação psicológica. Que bom que bastante coisa mudou de lá pra cá, pois eu mesmo fui um beneficiado com toda essa divulgação de informação, e deixei de arriscar minha aprovação nos recentes concursos policiais por conta de uma bobagem dessas, e você também pode ser beneficiado com essa abertura da informação. 

E eu disse “bobagem”, pois acho que essa avaliação só descarta realmente quem é BEM maluco. As pessoas que são só MEIO malucas acabam passando nesta etapa com o mínimo de orientação e estudo. Isso é ruim, com certeza, pois estamos arriscando colocar pessoas desequilibradas dentro da PF/PRF, portando armas, cuidando de assuntos delicados. Mas, enfim, quem deveria mudar esse processo de avaliação seria a banca examinadora, que deveria colocar um teste menos frio, e colocar no lugar um teste mais aprofundado. 

Toda a crítica que existe em torno do atual método de avaliação psicológica está disponível num documento que eu já vou falar pra vocês mais à frente. A minha ideia neste post NÃO é esgotar o assunto de uma única vez, mas sim fazer um apanhado geral de tudo o que existe sobre o tema, e depois no futuro começar a aprofundar cada um deles. Aqui neste post você encontrará, por enquanto, apenas um “norte” sobre o assunto. Beleza? 

Antes de começar a falar no tema em si, algo precisa ser dito: acho que você não precisa começar a estudar absolutamente nada sobre as avaliações psicológicas antes de já estar pelo menos próximo da época desta fase do concurso. Digo isso porque os conteúdos disponíveis podem ser lidos rapidamente, não há necessidade de estudar com muita antecedência. Eu diria que você levaria umas 3 semanas para ler o principal manual disponível sobre o tema, e mais umas 3 semanas treinando os testes. Não há afobação. Apenas verifique se o seu concurso possui cronograma pré-definido, e veja portanto quanto tempo você terá desde o dia em que vai saber que está classificado/convocado para esta etapa até o dia da efetiva realização da mesma. Se houver em torno de 6 semanas entre as duas, você já tem tempo suficiente para se preparar. 

A primeira dica que eu te dou é: procure no Google o “Manual do Psicotécnico versão 2.0”, escrito pelo Concurseiro Robson. Ele possui uma versão 1.0, de 2009, e uma versão mais atualizada, de 2013, que ele mesmo chamou de “2.0”. Essa segunda versão está mais completa e atualizada, vale mais a pena utilizá-la (se bem que a primeira também é boa). Possui cerca de 700 páginas, que é coisa pra caramba, mas a parte inicial toda é uma crítica ao método atual de avaliação psicológica. O próprio autor recomenda que você pule esta parte, se realmente estiver com o tempo curto. Eu particularmente aconselho a leitura, pois vai te dar uma boa noção do contexto geral, e principalmente: vai ajudar a dirimir angústias atuais e futuras acerca do teste (ainda mais se você for reprovado). Mas se você realmente não tiver tempo sobrando, pule esta parte e vá direto para o conteúdo dos testes em si. A parte final do manual também tem muitas referências a testes que jamais serão aplicados para a PF/PRF, mas o autor também explica isso, e diz que o intuito dele foi fazer um manual bem completo, e não somente para as Polícias. Novamente, se você não tem tempo, não leia esta parte final, pois não servirá para nada. O que eu quero dizer com tudo isso? Mesmo tendo 700 e poucas páginas no total, o conteúdo em si aplicável ao teste da PF/PRF tem umas 400 páginas (chute meu). Em 3 semanas, como eu citei, lendo dia-sim, dia-não, dá pra completar tudo lendo em torno de 36 páginas por dia, e sem falar que em muitas páginas você passa por elas bem rápido. Bem, então resumindo, a primeira dica é essa: leia o Manual do Psicotécnico feito pelo Concurseiro Robson, e vá seguindo as orientações que existem lá sobre quais os possíveis testes a serem aplicados numa prova da PF/PRF. 

Depois de ler o manual, o que fazer? Agora você vai ter que praticar os testes. Na verdade você pode escolher entre: (a) ler o manual inteiro de uma só vez e só depois então praticar os testes que julgar pertinentes ao seu concurso, ou (b) ir lendo o manual e ao mesmo tempo ir parando para fazer os referidos testes. Qual das formas é melhor? Não sei, vai depender da velocidade que você lê, e também do seu jeito de estudar. No meu caso, eu preferi ler o manual inteiro de uma vez, pra ter uma noção do “TODO”. Depois, reli o manual inteiro, usando-o mais como uma referência, um guia, sobre cada um dos testes e como fazê-los. É difícil ler tudo de uma vez só e depois na hora de fazer os testes NÃO consultar o manual na hora de fazê-los, pois há um volume muito grande de informações, e com certeza você vai esquecer de alguma coisa. Então, é melhor ir consultando o manual, e fazendo os testes, eu acho. 

Aqui que vem outro pulo-do-gato: existe um outro site, que inclusive é muito comentado pelo Concurseiro Robson, que é o Psico Hood, e nele há todos os testes comentados pelo Robson em seu manual, mas com um grau de detalhamento bem diferente. É que a proposta do Manual feito pelo Robson é ser um guia sucinto, resumido. No Psico Hood há informações mais extensas, detalhadas e aprofundadas sobre cada teste, que vale a pena ler! Ou seja, o Manual do Robson é um guia geral, um resumo, e depois o Psico Hood serve como um detalhamento. Por isso que eu falei que é bom ler o Manual primeiro, pra entender o “TODO”, e depois partir para os detalhes específicos de cada teste, lendo não só o manual, mas também os documentos disponíveis no Psico Hood. Fazendo isso, você garantirá que NADA vai ficar de fora. 

Além disso, esses documentos (Manual x Psico Hood) foram escritos em épocas um pouco diferentes, com diferentes níveis de acesso que os autores tinham aos testes psicológicos (suposição minha), então as abordagens às vezes são ligeiramente diferentes. Mais uma prova de que vale a pena ler os dois, e fazer um balizamento pessoal do que você deve levar com você na hora de fazer a SUA avaliação psicológica, ou seja, qual é a SUA verdade sobre cada teste (estou me referindo a essa “verdade” sobretudo os de personalidade, que você já vai entender). Bem, então, aprofunde-se nos detalhes de cada teste, usando as duas fontes como referência, e faça os testes, treine-os bastante. Imprima várias folhas de cada teste, sente-se num lugar silencioso e confortável (seu local de estudos), entenda a forma de aplicação de cada um (a forma de marcar as respostas, o tempo, etc) e faça-os, resolva-os. Faça que nem os simulados na época dos estudos: marque numa planilha quais foram os seus resultados para aquele teste, com a data da realização do mesmo, e eventuais anotações. Faça um acompanhamento periódico da sua melhora em cada um deles. Você verá que, principalmente nos testes de personalidade, cada vez que você faz, você acaba meio que decorando (a palavra melhor seria “aprendendo”) cada um deles, sabendo a que escala/fator cada assertiva pertence, e vai aprendendo a desenvolver um senso crítico que te possibilitará inclusive resolver QUALQUER teste que exista, pois na realidade você vai entender o CONCEITO que está por trás daquilo (que não pode ser muito inovado), ao invés de simplesmente decorar. 

Bem, e depois de ler o Manual do Robson e o Psico Hood, e depois de fazer os testes todos, o que fazer? Acho que isso tudo que eu falei até agora já é mais do que suficiente para você ter um bom resultado na avaliação psicológica, sobretudo porque vai perder o medo do desconhecido. Não que você vá necessariamente burlar o teste, apesar de que é possível que alguns malucos o façam, mas você, cidadão NORMAL, INTELIGENTE, ESPERTO, com BOA MEMÓRIA, você já passaria neste teste de qualquer maneira, mesmo se não estudasse nada, mas esse estudo e aprendizado vai apenas evitar que alguma razão aleatória da natureza faça com que você perca seu concurso, à toa. MAS, tem gente que não se dá por satisfeito até aqui, e quer mais. Então entra aqui a última etapa possível na preparação para a avaliação psicológica, que é uma espécie de simulado orientado que se faz com uma psicóloga profissional. 

Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, existem pelo menos 4 lugares razoavelmente famosos que fazem esse tipo de simulado orientado, basta procurar no Google que você acha. Normalmente quem já leu o Manual do Robson e o Psico Hood e também fez várias vezes os testes já chega nessa consulta com o psicólogo praticamente “dando aula”, ou pelo menos discutindo de igual pra igual com ele (no bom sentido, trocando ideias de alto nível, tirando dúvidas pertinentes, etc), então essa etapa de consulta a um psicólogo acaba sendo um pouco desperdício de dinheiro (pra maioria das pessoas). Mas, para os mais inseguros, ou menos avessos a risco, talvez valha a pena ir em um desses psicólogos para uma consulta. No meu caso, eu fiz essa consulta com dois psicólogos diferentes. Mas isso aconteceu porque eu achei a primeira psicóloga fraca demais, e achei que alguns temas explicados por ela não faziam muito sentido (eu discordei, e vários colegas que foram se consultar com ela também discordaram), então resolvi ouvir uma segunda opinião. Mas, como disse, no fundo, para a minha aprovação, eu não precisava ter ido em nenhum desses dois lugares, bastava ter lido os documentos disponíveis de graça na internet. Ainda não solicitei à CESPE o meu laudo psicológico, mas já cheguei a essa conclusão. 

Bem, essa é a linha mestra da preparação para as avaliações psicológicas. Nos próximos posts sobre avaliação psicológica eu vou entrar mais no detalhe de cada tipo de teste (memória, raciocínio específico, personalidade direta e indireta), mas não pretendo aqui chover no molhado, pois os manuais disponíveis na internet já exauriram bastante esses temas. Minha ideia é colocar o meu ponto de vista, fazer meus comentários, pois eu estudei bastante um monte desses testes, criei até simulados no Excel, e acho que tenho algumas coisas interessantes pra compartilhar com outros concurseiros um pouco menos experientes.

O próximo post aqui do Blog será logo no dia 1o. de Janeiro, quando falaremos um pouco sobre os exames médicos! Fiquem ligados!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TAF – Parte essencial para ser FEDERAL (quebrando o “gelo”).

Amigos,

Como foi dito no Post inicial, o blog MISSÃO FEDERAL tem o objetivo de ajudar os candidatos em todas as fases do concurso, portanto falarei sobre o TAF da Federal, mais objetivamente, neste Post, sobre os mitos da prova Física.

Durante o ano de 2014 colocarei diversas matérias sobre o TAF e garanto a vocês que se seguirem o que está escrito, não terão problemas com a aprovação nessa fase.

Durante a minha jornada de estudos, evitava entrar em fóruns de discussões, pois além de me deixar ansioso e preocupado, muitas pessoas faziam terrorismos. Um dos terrorismos que vi e que muitas pessoas concordaram e que é um absurdo é achar que o TAF FEDERAL (PF e PRF) é para atleta Olímpico. Mostrarei a vocês não apenas falando, mais também comprovando que esse TAF é o MÍNIMO NECESSÁRIO que um órgão policial deveria pedir.


1 – BARRA (mínimos)

Feminino: 10 segundos (PRF)
Masculino: 03 barras


Essas fotos mostram os dois jeitos que podem ser utilizados no dia da prova, pegada supinada (palma da mão virada para o corpo) e pronada (palma da mão virada pra fora).

Levantar e sustentar o próprio corpo é uma teoria do exército americano que surgi em torno do século XII mais precisamente, onde as competições eram feitas apenas com o peso do corpo. Portanto, vários séculos depois, a PF e PRF pedem que no máximo (masculino) sejam feitas 03 levantamentos na barra fixa. Pode parecer difícil, mais com um treinamento de 04 a 05 meses e com uma boa alimentação, uma pessoa que nunca sequer fez uma barra, consegue completar esse teste.


2 – CORRIDA (mínimos)

Feminino: PRF (2001 metros) e PF (2020 metros)
Masculino: PRF (2301 metros) e PF (2350 metros)


A Federal segue uma tabela criado por Cooper na década de 80. Vamos analisá-la:



Idade Ótimo Bom Regular Ruim Péssimo
13-14 M 2100+ m 1700 - 2099m 1600– 1699 m 1500 – 1599 m 1500- m
F 2000+ m 1900 – 2000 m 1600 – 1899 m 1500 – 1599 m 1500- m
15-16 M 2800+ m 2500 – 2800 m 2300 – 2499 m 2200 – 2299 m 2200- m
F 2100+ m 2000 – 2100 m 1700 – 1999 m 1600 – 1699 m 1600- m
17-20 M 3000+ m 2700 – 3000 m 2500 – 2699 m 2300 – 2499 m 2300- m
F 2300+ m 2100 – 2300 m 1800 – 2099 m 1700 – 1799 m 1700- m
20-29 M 2800+ m 2400 – 2800 m 2200 – 2399 m 1600 – 2199 m 1600- m
F 2700+ m 2200 – 2700 m 1800 – 2199 m 1500 – 1799 m 1500- m
30-39 M 2700+ m 2300 – 2700 m 1900 – 2299 m 1500 – 1899 m 1500- m
F 2500+ m 2000 – 2500 m 1700 – 1999 m 1400 – 1699 m 1400- m
40-49 M 2500+ m 2100 – 2500 m 1700 – 2099 m 1400 – 1699 m 1400- m
F 2300+ m 1900 – 2300 m 1500 – 1899 m 1200 – 1499 m 1200- m
50+ M 2400+ m 2000 – 2400 m 1600 – 1999 m 1300 – 1599 m 1300- m
F 2200+ m 1700 – 2200 m 1400 – 1699 m 1100 – 1399 m 1100- m

Teste de Cooper (Atletas com Experiência)

Ótimo Bom Regular Ruim Péssimo
Homem 3700+ m 3400 – 3700 m 3100 – 3399 m 2800 – 3099 m 2800- m
Mulher 3000+ m 2700 – 3000 m 2400 – 2699 m 2100 – 2399 m 2100- m

O ideal seria a PF e PRF adotar índices diferenciados para cada idade, sendo adotado a parte da coluna “BOM” da idade. Mas mesmo assim, quem sofre com esses “índices” não diferenciados são os alunos com mais de 50 anos tanto masculino, quanto feminino. Claramente, pela tabela, o índice masculino é mais forte que o feminino. No masculino, 2301 ou 2350, ficaria na coluna “bom” em três idades (dos 20 aos 49 anos). Já no feminino, 2001 ou 2020, ficaria na coluna “bom” em duas idades (dos 30 aos 49 anos) e ficaria na coluna “regular” em uma idade (dos 20 aos 29 anos).

Mesmo com essa diferença, os testes são para pessoas que não são atletas, uma vez que a tabela também mostra os índices de uma pessoa “treinada” logo abaixo. Os índices da FEDERAL não entrariam nem no “Péssimo” de um atleta. Portanto, um treinamento contínuo, 03 vezes na semana, durante 04 ou 05 meses já são suficientes para alcançar os índices estabelecidos pela FEDERAL.



3 – SALTO – Impulsão Horizontal (mínimos)

Feminino: PRF (1,61 metros) e PF (1,66 metros)

Masculino: PRF (2,01 metros) e PF (2,14 metros)


Essa é uma das modalidades que mais os “aspirantes” à Federal sentem dificuldade, não é por menos. No dia a dia, utilizamos pouco esses movimentos. E um tópico mais específico, colocarei os exercícios que devem ser feitos para que possam ter uma melhora considerável nesse teste. Um trabalho contínuo, 02 vezes na semana, durante 05 ou 06 meses, poderá, eu disse, poderá levar uma pessoa que nunca saltou a chegar nesses índices. Eu disse “poderá”, pois dependerá muito da metodologia de trabalho e do professor de Educação Física que estará te auxiliando.


4 – NATAÇÃO PF (mínimos)

Feminino: 51 segundos
Masculino: 41 segundos


Esse também é um dos testes mais temidos pelos alunos estudantes para Federal, porém, pode acreditar, a Polícia Federal utiliza um dos índices mais fracos para essa modalidade. De começo, já pararemos de fomentar ou, até mesmo, reafirmar em fóruns que a PF quer um “Cielo” na carreira. Primeiro que o tempo do “Cielo” é de 20 segundos – 2x menos o tempo da polícia. Segundo que vou colocar uma tabela de índices de crianças de 12 para 13 anos de idade para campeonatos de categoria no Brasil, pois em outros países, esses índices são bem mais difíceis.


Essa tabela como foi dito, mostra os índices para participar de um campeonato estadual em São Paulo. Uma criança de 12 para 13 anos (infantil I) tem que fazer em torno de 31 segundos (feminino) e 29 (segundos) masculino para, APENAS, poder participar da competição. Nessas competições, estão presentes cerca de 100 crianças inscritas nessa prova (50 livre), ou seja, que fazem abaixo dessa marca. Mas vocês podem dizer “eles ficam treinando o dia todo” e, mais uma vez contesto, nessa idade é recomendado treinar 05 vezes por semana, mas MUITOS conseguem fazer esse tempo treinando 03 vezes na semana.

O problema na natação não é para aquele “Aspirante” que aprendeu a nadar desde pequeno, é para aquele que tem pavor de água ou que tem dificuldade por não ter aprendido quando criança – essas pessoas terão um Post dedicado a elas. Portanto, os mitos de que a PF quer um “Cielo” foi, totalmente, superado. Um treinamento de 02 a 03 vezes por semana, durante 03 meses,  para os “Aspirantes” que já sabem nadar, conseguirão chegar ao índice com total tranquilidade.


5 – Flexão Abdominal PRF (mínimos)

Feminino: 25 repetições
Masculino: 31 repetições


Essa modalidade é a mais tranquila das que foram apresentadas a vocês, na época que fiz o exame, observei poucas reprovações nessa modalidade. Claro, não é por causa disso que deixaremos de treinar, pelo contrário, é aqui que os candidatos tentam buscar aquele mínimo de pontos exigidos pela banca. Portanto, um treinamento de 02 vezes por semana, durante 02 meses, você conseguirá além de fazer muito mais que o mínimo, fazer também uma somatória de pontos considerável.

Assim, os índices estipulados pela PRF e PF são necessários para que a função policial possa ser exercida com plenitude e aplicada em qualquer situação. Um treinamento continuo e quase que diário (05 vezes por semana, durante 1 hora, durante 05 meses) é suficiente para passar nessa prova. Eventuais dúvidas, podem me encaminhar que terei o prazer de saná-las.

Minha próxima matéria será sobre dicas de treinos de corrida, não vejo a hora de escrevê-la. A próxima matéria no blog será do meu AMIGO “Macacus Albinus” que terá o prazer de deixá-los mais tranquilos em relação a tão temida fase do PSICOTÉCNICO. Ele é especialista nesse assunto.


Até breve meus amigos...


ESTAMOS JUNTOS SEMPRE !!!


Forte abraço!!!



FEDERAL NO SANGUE !!!

sábado, 14 de dezembro de 2013

DICAS DE ESTUDOS: A DECISÃO DE SER POLICIAL.

Combatentes, o MISSÃO FEDERAL tem o intuito de orientar candidatos às polícias federais, logo os autores estarão postando artigos que facilitem à entrada dos concurseiros da área policial. Eu (PRF MANDACARU) aprovado na PRF 2013, reprovado em 15 concursos com muito orgulho, estou incumbido de elaborar e controlar as matérias relacionadas aos estudos da prova objetiva. Esse artigo é o primeiro deles e explicará os primeiros passos.

     1)    A decisão de ser Policial

Inicialmente, cabe ressaltar que para fazer concurso na área policial tem que ter vocação. Muitos candidatos atraídos por boas remunerações estudam para essa área e, depois que ingressam na instituição, ficam se lamentando; são os famosos “passageiros da agonia”.
Ter vocação não quer dizer que você tem estereótipo de “Rambo”! Você não precisa ter 2 metros de altura, braços musculosos e atirar facas como profissionais do circo. Diferente do que muitos pensam, a instituição precisa de profissionais de diversas áreas que colaboram, também, na parte administrativa. Mas, cabe salientar que, provavelmente, esses policiais serão empregados em alguns momentos na parte operacional, é nesse momento que o gosto pela profissão não pode faltar.

     2)    Trabalho e estudo

Se você quer ser Policial, mas tem receio de iniciar os estudos para o concurso, haja vista que já trabalha e não tem tempo para estudar, esse é um argumento equivocado. É fato que, atualmente, muitos concurseiros têm o privilégio de estudar exclusivamente para concursos. Todavia, eles são exceção, tenho muitos amigos aprovados nos últimos concursos da área policial e a maioria deles dividia seu tempo com estudo, trabalho e família. Se você puder deixar o trabalho para estudar, muito bom. Aproveite essa oportunidade e faça valer a pena, mantenha o foco e carga máxima nos estudos. Mas, não determine um tempo para a aprovação, se prepare para o pior, pois não existe tempo certo para ser aprovado em concurso. Muitas pessoas afirmam que a média para passar em um concurso é de 2 anos, isso é LENDA! Cada história é uma história, alguns são aprovados antes desse período ou depois, que é a maior parte.

Para aqueles que trabalham e estudam (a maioria dos candidatos), é importante ter seu tempo bem organizado, ser ainda mais disciplinado. Lembro-me bem, que no tempo em que trabalhava e estudava, adotei muitas estratégias para potencializar os estudos. Estudava 40 minutos no intervalo do almoço, acordava 30 minutos mais cedo para revisar um assunto. Quando viajava de ônibus, ouvia uma aula. À noite, quando estava cansado do trabalho, tomava café, pó de guaraná. Logicamente, que se você quiser extrapolar no ritmo de estudos, sobrecarregando o seu corpo, principalmente dessas substâncias citadas que estimulam a mente, você vai acabar prejudicando a sua saúde e o estudo não terá qualidade.

Por conseguinte, se você só estuda, aproveite! Se você trabalha e estuda, seja organizado, seu estudo será eficiente! Além do que, Deus sempre reconhece nossos esforços.

     3)    Onde começar os estudos?

Cada indivíduo tem a sua melhor estratégia, mas citarei o que observei da maioria dos candidatos nestes 4 anos de estudo. Quando o candidato não tiver conhecimento de determinada matéria, o ideal é que essa seja apresentada por um professor. Dessa forma, o início da preparação em um curso é interessante. Para isso, vou citar os cursos de abrangência nacional. Convém ressaltar que não tenho nenhum vínculo com essas instituições de ensino e essas dicas não possuem interesses lucrativos, longe disso, pois a ideologia do blog está em outra direção.

Cursos telepresenciais:

Esses são os cursos que o estudante vai para uma sala de aula e assiste à aula por intermédio da imagem do professor, este ministra a aula à distância e o aluno tem acesso por meio de um projetor multimídia (datashow) ou televisão.

- LUIZ FLÁVIO GOMES (LFG)
Particularmente, gostei muito do curso Agente de Polícia Federal Regular, esse curso tem duração de 6 meses e propicia uma boa base para a prova. Recomendo, principalmente, para quem está começando. Aprendi muito nesse curso, os principais professores, na minha concepção, são: Nestor Távora (Direito Processual Penal). Silvio Maciel (Direito Penal e Legislação Especial Penal).

- DAMÁSIO DE JESUS
Fiz 2 cursos retas finais nessa instituição (reta final é um curso de normalmente 2 meses ou menos, após a publicação do edital). Cursei o Reta final para Escrivão da Polícia Federal, um bom curso, e o Reta final para Policial Rodoviário Federal. Essa instituição tem excelentes professores, como: Patrícia Vanzolini (Direito Penal e Legislação Especial Penal) e Luiz Flávio Martins (Direito Constitucional).

- PRAETORIUM e MARCATO
Essas são outras duas opções de redes de ensino espalhadas pelo país, não cursei nenhuma delas, mas tenho boas referências do Praetorium, já do Marcato, não possuo referências.

Cursos Online:

Os cursos online se caracterizam por estarem disponíveis na rede a qualquer hora que o estudante queira acessar. Normalmente, as aulas são gravadas com antecedência.

- AGORA EU PASSO (AEP)
Esse curso é excelente e com os preços mais acessíveis do mercado. Tem ótimos professores, como: Emerson Castelo Branco (Direito Penal, Direito Processual Penal, Legislação Especial Penal) e Samuel Fonteles (Direito Constitucional).

- ALFA CONCURSOS
É um curso muito bom, destaca-se pela motivação! As aulas são muito objetivas e focadas nos assuntos que caem na prova.

- EU VOU PASSAR (EVP)
Curso pioneiro, tem a vantagem de o estudante adquirir a mensalidade e ter acesso a todos os cursos, além de poder realizar o download das aulas. O professor destaque desse curso, é o João Antonio (Informática), possui um excelente livro.

- OUTROS PROFESSORES
Bruno Villar (Raciocínio Lógico), já participou de diversos cursos, excelente professor, recomendo.
Marcelo Braga (Português), fiz o curso de redação para Polícia Federal com ele, recomendo, excepcional.

Cursos em PDF:
São cursos disponíveis na internet para leitura, apostilas em PDF.

- PONTO DOS CONCURSOS
Possui ótimas apostilas, foram muito importantes na minha aprovação e na de muitos amigos. Contêm resumos que fazem a diferença nas vésperas da prova.

- ESTRATÉGIA CONCURSOS
Possui boas apostilas em PDF. Tive acesso a algumas delas e gostei, mesmo estilo das apostilas do ponto dos concursos.

Conclusão: Realizar cursos é importante, pois o estudante pega a visão do professor que, geralmente, é mais experiente e está acompanhando os temas cobrados nas provas. Quando estava começando a estudar perguntei a um amigo, se era importante estar sempre presenciando uma sala de aula, ele foi muito sábio na resposta: o importante é ficar fazendo cursos, depois parar por um tempo e estudar em casa, depois volta para o curso e fica nesse “vai e vem”, a fim de quebrar a rotina.

Cabe ressaltar, que existem excelentes professores de matérias isoladas no Brasil a fora. Ademais, o contato do concurseiro com outros que vivem a mesma situação motiva muito!

Foi uma grande honra contribuir com essas experiências! O nosso próximo post de estudos será em breve e abordaremos outro tema.

Dia 20/12/2013 teremos um post do TMZ PF (Educador Físico) com dicas do TAF, muito importante!

MORAL NA CARCAÇA! FOCO NA MISSÃO!